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quais são as melhores cameras para 2013?

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terça-feira, 12 de março de 2013

Minha câmera pifou! E agora?


Todo equipamento eletrônico ou mecânico tem uma vida útil e sua câmera fotográfica não é diferente.

As câmeras analógicas, pelo simples fato de serem equipamentos bem mais simples, costumavam ser muito mais duradouras e resistentes ao tempo. Inclusive, ainda hoje é possível encontrar e comprar câmeras fotográficas da década de 1920 que ainda funciona perfeitamente e que podem ser utilizadas.


Eu mesmo tenho uma pequena coleção de câmeras fotográficas antigas, como uma da década 60 e ou dos anos 70 e que, vez ou outra, uso por aí.
Para câmeras analógicas, geralmente não há muito segredo para a manutenção, porém, se você tiver algum problema sério, atualmente poderá ser um pouco complicado encontrar alguém que saiba como consertá-las.


No entanto, quando falamos de câmeras fotográficas digitais, o buraco é mais embaixo, pois, além de partes mecânicas, como a cortina do obturador, o espelho (que dá nome de Reflex às câmeras do gênero), as lâminas da abertura de diafragma da lente, entre várias outras partes móveis que permitem a obtenção da imagem, há também as partes eletrônicas, as baterias, os sensores e visores digitais, ou seja, uma série de elementos sensíveis e que podem dar pau em algum momento, graças ao uso excessivo ou também ao pouco uso.

Sua câmera se desgastará com o tempo, e isto é inevitável.

Defeito de fábrica


Se sua câmera digital for nova e ainda estiver na garantia, vários problemas poderão ser resolvidos diretamente e sem custo com a assistência técnica especializada.
A garantia padrão é de 1 ano, podendo ser extendida caso você pague à mais por isto.

Realmente, eu não saberia lhe dizer se compensa ou não pagar pela garantia extendida. Comprei algumas, mas nunca tive problemas sérios com minhas câmeras nos anos iniciais.
Penso que é muito uma questão de sorte (ou de azar), pois algumas pessoas simplesmente têm dedo podre e conseguem fazer até avião dar pane. Se você for desta espécie, então talvez compense pagar a mais pela garantia prolongada.

Obviamente que a garantia de fábrica não protege contra mau uso do equipamento, nem se ele cair no mar ou ser pisado por alguém na rua.
Se você tiver algum problema mecânico ou eletrônico durante a garantia, antes de mandar para a assistência, leia quais são os casos previstos, senão você terá de pagar pela manutenção.

Mau uso

Estes são casos que a câmera quebrou porque você se descuidou, ou por algum acidente.

Não se culpe, acidentes acontecem e o conserto dependerá muito das dimensões do estrago. Se a câmera ficar completamente estraçalhada e inutilizada, você terá de comprar uma nova, agora, se for danos pequenos, mande para um técnico, faça um orçamento e veja se compensa pagar o conserto ou investir num novo equipamento.

No meu cálculo, se o conserto custar 50% ou mais do que o valor de uma câmera equivalente nova, o melhor é comprar uma nova.

Problemas na lente

Mais do que problemas no corpo da câmera, há grandes possibilidades de ocorrer defeitos nas lentes, que são acessórios bastante frágeis e que podem ser danificados mesmo com pequenas cacetadas.

Uma vez mais, a decisão de mandar consertar uma lente ou comprar outra nova dependerá do valor total de uma lente do mesmo tipo. Se você bateu sua lente L na parede, que custa mais de 1500 dólares, e causou algum estrago, eu preferiria mandá-la para a assistência.

Agora, se você tem uma 50mm f/1.8 que custou 100 doletas, provavelmente o conserto sairá elas por elas, ou seja, talvez uma lente nova seja um melhor negócio.

Recomendações para preservar melhor seu equipamento

Não precisa ser paranóico e andar com sua câmera por aí envolta em plástico-bolha, mas alguns cuidados básicos nunca fizeram mal a ninguém.

Para sua câmera
1 - saiba quão resistente ela é ao clima, se é isolada para chuva e areia. Modelos avançados (e mais caros) costumam ser muito mais bem protegidos e duros na queda;
2 - limpe seu equipamento periodicamente. Isto evitará que ele enferruje ou que partículas se fixem no sensor digital, ou arranhem o espelho;
3 - sempre uso produtos de limpeza apropriados. Água sanitária NÃO é uma boa ideia.
4 - carregue sua câmera numa mochila apropriada e com acolchoamento, além disto, caso não seja possível, compre uma capa de neoprene, que são baratinhas;
5 - não deixe seu equipamento com crianças ou pessoas descuidadas. Basta um "mão furada" para sua câmera se espatifar no chão;
6 - antes de mandar para o conserto, confira se a bateria não acabou.

Para suas lentes
1 - use filtros UV sempre!
2 - não deixe elas largadas por aí sem as tampinhas nas duas extremidades;
3 - cuidado quando for se virar para não acertá-las na parede, ou em qualquer outra coisa;
4 - limpe-as periodicamente, ainda mais se houver ido à praia com elas.

Ter um problema com uma câmera fotográfica, que geralmente não custou nada barato, é sempre um aborrecimento, mas não há muito o que fazer: é mandar consertar, comprar uma nova, jogá-la fora ou tentar usá-la quebrada mesmo.

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terça-feira, 5 de março de 2013

História da Fotografia - parte 3: Leica e 35mm, a criação de uma lenda

(Ur-Leica, a primeira Leica criada em 1914)

Parte 1: Os Primórdios da Fotografia
Parte 2: Kodak e a câmera nas mãos das pessoas comuns

A Kodak dominou o mercado das câmeras fotográficas por algumas décadas, isto até que, na Alemanha, a Leitz, uma empresa do setor de ótica, criou o protótipo de uma câmera fotográfica que usava um filme 35mm.

O pai desta invenção foi o engenheiro Oskar Barnack, responsável pelas pesquisas de microscópios, e que, em 1913, convenceu o dono da Leitz a investir numa câmera destinada a fotografia de paisagens, que fosse portátil e com um negativo que pudesse ser ampliado sem perda de qualidade.

Para isto, foi necessário o desenvolvimento de lentes com grande qualidade ótica, que permitissem imagens extremamente nítidas, o que levou à consolidação da Leitz como a fabricante de algumas das mais perfeitas lentes já concebidas pelo ser humano.

Esta câmera foi batizada de Leica, derivado de Leitz camera. Era o nascimento de uma das maiores lendas da fotografia.

Filme 35mm

O formato de filme 35mm, por causa de sua largura, já era um antigo conhecido. Popularizou-se no cinema, sendo adotado desde cedo pelos fabricantes de cinematógrafos.

Algumas câmeras americanas haviam se arriscado neste formato anteriormente, mas foi o advento da câmera Leica que consagrou o 35mm como o método mais prático e eficiente para registrar as imagens fotográficas.

Este processo demorou algumas décadas, em 1960, o filme 35mm já era o mais disseminado, sendo utilizado por praticamente todas as câmeras voltadas para o público geral.

A princípio, a troca de filmes não era muito simples. O fotógrafo tinha de enrolar o filme fotográfico em câmaras escuras, reutilizando as bobinas. Este era um processo que tomava tempo e era pouco prático.

Em 1934, a Kodak entrou neste jogo mais uma vez, criando um rolo que poderia ser trocado à luz do sol, bastante parecido com os rolos fotográficos vendidos até pouco tempo atrás, antes do boom das câmeras digitais.

Simultaneamente, a Kodak lançou a câmera Retina, na tentativa de competir com as duas marcas mais populares de câmeras 35mm da época, a Leica e a Contax.

Estava para começar a época áurea da fotografia, quando alguns dos maiores fotógrafos da História retratariam o mundo, revelando suas belezas e horrores.

Fontes: Wikipedia e Wikicommons

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terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Canon 6D e Nikon D600, câmeras full frame que talvez caibam em seu bolso


O sonho de muitos fotógrafos entusiastas é de um dia poderem comprar uma Reflex digital full frame, isto é, com sensores com a área de imagem da mesma proporção das câmeras 35mm.

Recomendo a leitura do artigo O que é crop factor e qual é o efeito dele em suas fotos?, para uma explicação mais detalhada sobre isto.

O fato é que câmeras digitals full frame sempre estiveram distantes do alcance da maioria dos fotógrafos amadores, principalmente por causa do preço. Uma Canon 5D Mark III ou uma Nikon D800 estão na faixa dos 3 mil dólares, sem lentes, ou seja, é grana pra caramba para desembolsar por um hobby.
Se você for profissional, a câmera se pagará com trabalhos, evidentemente.

No entanto, dois lançamentos destas duas marcas prometem revolucionar o mercado, lançando pela primeira vez câmeras full frame para usuários semiprofissionais.

A Nikon apareceu com a D600, enquanto a Canon respondeu com a 6D, ambas direcionadas para um fotógrafo intermediário, que deseja entrar neste mundo das full frame, mas que não tem tanta grana para investir. Ambas as câmeras custam em torno de 2 mil dólares, o que já as tornam bastante mais acessíveis para uma categoria de compradores.

Vejamos então o que cada uma delas oferece.

Canon 6D

Esta Reflex possui um sensor com resolução de 20.2 megapixels, com o novo processador Digic5+ (o mesmo que vai nas 5D Mark III e na 1DX), ISO máximo de 102400 e com um inovador sistema de focagem com pouca luminosidade que tem deixado os fotógrafos de queixo caído.
Tira até 4,5 fotos por segundo, filma em HD e o seu grande diferencial é que possui wifi e GPS embutidos. Isto permite controlar a câmera através de smartphones, tablets ou computadores, além de ser possível fazer uploads diretamente da câmera para a internet. É a primeira câmera digital profissional com esta tecnologia de fábrica.
Além disto, há um novo modo de obturador silencioso, que pode ser muito útil quando é preciso ser discreto.

As desvantagens são a construção, que não possui um bom isolamento ao clima, não é possível fotografar HDR em formato .RAW, somente em .JPEG, nem tem flash embutido e o display digital não é articulado (para mim, isto é até uma vantagem, mas para quem filme, pode ser ruim).

Nikon D600

Esta marca criou uma câmera que tem impressionado muita gente, sem deixar a desejar para modelos mais avançados e mais caros.
São 24.3 megapixels de resolução, ISO máximo de 25600, 39 pontos de foco e flash embutido que permite o controle sem fio de flashes remotos.
A qualidade de construção desta câmera é excepcional.

Filma em HD, com grande qualidade ótica e sem alguns problemas que ocorrem da Canon 6D.

No geral, a Nikon D600 é considerada como uma câmera ligeiramente melhor do que a rival da Canon, apesar de esta ter suas vantagens.

Qual devo comprar?

Se você já possui equipamentos de uma destas marcas, a decisão é óbvia: você provavelmente continuará usando Canon ou Nikon.
Agora, se você for alguém que está entrando neste meio agora e está em dúvida, todos os especialistas apontam para a Nikon neste momento, com um equipamento mais bem construído e com melhores especificações.
A Canon pode convencer muita gente com o wifi e GPS embutidos, além de ser uma grande câmera para quem fotografa bastante com pouca luminosidade, mas a Nikon venceu este round.

Veremos o que o futuro próximo nos reserva.

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terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Conheça a B&H Photo and Video, a melhor loja de fotografia do mundo


Se você é como eu, que não resiste a uma loja de fotografia e já quer entrar para xeretar todos os lançamentos, então você precisa conhecer, um dia, a B&H Photo and Video, a melhor loja de fotografia de Nova York e, provavelmente, de todo o mundo.

Localizada em Midtown West, a poucas quadras da Times Square, esta loja com dois andares e que ocupa a lateral inteira de um quarteirão, tem o que há de melhor e mais diversificado do mundo da fotografia.

O andar térreo é dedicado a câmeras de vídeo e sistemas de som de um lado, e a material para estúdio fotográfico do outro. Foi lá que comprei o meu primeiro kit de strobes para estúdio, de uma marca própria da B&H e que nos serviu para aprendermos técnicas novas e também para vários ensaios.

Subindo para o primeiro andar, no entanto, é onde se encontra o paraíso para qualquer fotógrafo. Na B&H, todas as câmeras (excetuando Leicas e câmeras de formato médio) estão em mostruários para que os compradores possam testá-las.
Não é em qualquer loja que você pode fuçar nas melhores Reflex da atualidade, brincar com suas funções e conferir a qualidade da imagem. Mesmo nas maiores lojas da Europa, ainda que as câmeras estejam em mostruários, elas não ficam ligadas, ou seja, você pode pegar e mexer nelas, mas não tem como conferir como elas funcionam.
Obviamente que, na B&H, as câmeras mais avançadas sempre são as mais concorridas também. Às vezes é precisar ficar numa pequena fila informal para poder brincar com elas.

Ainda neste andar, há os balcões das lentes, onde você pode pedir para um vendedor mostrar-lhe as lentes e você poderá testá-la em sua própria câmera Reflex (se tiver).
Outra seção interessante é com as câmeras usadas e vintage, apesar de os preços da B&H serem um pouco altos para estes produtos, neste caso, recomendaria procurar diretamente no Ebay.

É neste primeiro andar que ocorrem os workshops, seminários e eventos gratuitos da B&H, voltados para formação e treinamento de fotógrafos. Todos meses, vários fotógrafos profissionais compartilham de suas experiências para qualquer um que tenha se inscrito nestes eventos, o que pode ser feito através do site da loja.

http://www.bhphotovideo.com/find/EventSpace.jsp

Já tive a oportunidade de participar de uma dúzia destes workshops, com fotógrafos de moda, de casamento, fotojornalistas, gente fera que não tem medo de ensinar todos os macetes para se obter fotos interessantes e inesquecíveis.

O legal desta loja é que há alguns funcionários que falam outros idiomas, ou seja, sempre há algum vendedor que fala português, já que este é um público dominante em Nova York e que gasta muito. Eles também possui um esquema de envio de produtos de fotografia e vídeo dos EUA para o Brasil.

Se um dia você for a Nova York e gostar de fotografia, esta loja é um programa obrigatório, seja para conferir os lançamentos, seja para fazer um upgrade em seu equipamento. O que pega é que a loja é de judeus, ou seja, é preciso conferir sempre o calendário de feriados judaicos para não dar de cara na porta.

B&H Photo and Video
www.bhphotovideo.com (em português)
420 9th Ave - Nova York


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quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Photoshop ou Lightroom, qual é o melhor programa para editar suas fotos?

Adobe Lightroom - Adobe Photoshop

Calma, calma! Não quero enganá-lo!

Respondo esta questão logo de cara: depende do que você pretende fazer.

Estes dois programas da Adobe, o Photoshop e o Lightroom, ao invés de competirem, são complementares.
O Adobe Lightroom é uma ferramenta incrível para organizar suas fotos e realizar pequenos ajustes. Já o Adobe Photoshop é o programa mais poderoso já criado para edições de imagens, com o qual você pode fazer praticamente qualquer coisa imaginável com uma foto.

Mas vou esmiuçar melhor estas diferenças, e os pontos fortes e fracos de cada um deles.

Adobe Lightroom

Adobe Lightroom

Eu utilizo o Lightroom 90% do tempo para ajustar e organizar minhas fotos.

Nenhum programa é tão simples e prático quanto o Lightroom quando se trata de importar as fotos da câmera ou do cartão de memória, para trabalhar com arquivos em formato .RAW ou .JPEG e fazer pequenas correções, inclusive em lotes.

Carrossel - Madrid

A imagem acima foi tirada em .RAW, importada pelo Lightroom e todos os ajustes de equilíbrio de branco, brilho, contraste, saturação, exposição, nitidez e redução de ruído digital foram feitas neste programa.

Vantagens

- o Lightroom é bastante simples de ser usado, ninguém precisa de um PhD em Design Gráfico para compreender suas funções e usá-lo com competência;
- é prático para trabalhar com muitas fotos, importá-las, editá-las em lotes, organizá-las em pastas e também para compará-las e selecionar as melhores para o pós-processamento;
- ótimo para quem fotografa em .RAW, pois permite conversões rápidas e em lotes;
- possui todos os ajustes básicos de pós-processamento, além de algumas ferramentos rudimentares para pequenas correções.

Desvantagens

- não possui controles avançados, nem filtros;
- não é possível trabalhar com camadas;
- não existem ferramentas artísticas, como pincéis, canetas e paletas de cores.

Adobe Photoshop

Adobe Photoshop

Como dissemos no começo, o Photoshop é um programa milagroso para tratar e editar fotografias.

Por outro lado, são tantas funções, tantas possibilidades, que mesmo um profissional familiarizado com o Photoshop acaba descobrindo novas coisas com frequência.
Ao contrário do Lightroom, com uma interface bastante simples e intuitiva, o Photoshop exige algumas horas de estudo, mesmo para executar alguns efeitos bastante primários.

Carrossel - Madrid

Por exemplo, na imagem acima, processada no Photoshop, foi feita uma sobreposição com uma textura de foto antiga para dar estes ares de uma imagem esmaecida.

Cão - Pós-processamento Photoshop

No Lightroom, você jamais conseguiria preparar uma imagem como a do cachorro acima. Ela passou por edições pesadas.
O cachorro tinha uma coleira, que foi removida no pós-processamento, recriando a textura da parede para preencher o que foi removido.
Além disto, foi usada uma camada para dar um clima mais dramático e também foram apagadas algumas marcas de chicletes do asfalto.

Vantagens

- virtualmente não há nada que você não possa fazer com o Photoshop, quando se trata de tratamento de imagens. É possível trabalhar com fotos, desenhos e demais trabalhos artísticos;
- há uma porção de ferramentas que dão controle absoluto ao usuário;
- pode-se trabalhar com camadas, o que permite uma liberdade criativa sem limites no pós-processamento.

Desvantagens

- não é tão cômodo trabalhar e exportar arquivos em .RAW;
- não é tão conveniente para selecionar e gerenciar várias fotos;
- pode ser um programa complicado para usuários iniciantes.

Conclusão

Se você não for um grande adepto de tratamento de imagens, provavelmente o Lightroom cumprirá todas suas necessidades. Não é difícil usá-lo nem há grandes complicações para obter bons resultados.

Todavia, se você gostar de trabalhar com pós-processamento e tem vontade de explorar recursos mais avançados, inevitavelmente acabará tendo de aprender a usar o Photoshop.

Inclusive, os dois programas são complementares. Você pode importar os arquivos, fazer uma seleção e retoques básicos no Lightroom e, depois, passar para os retoques mais profundos no Photoshop.

O ideal mesmo é baixar o trial destes programas e brincar um pouco com eles, antes de decidir-se a pôr a mão no bolso e comprá-los, já que não são nada baratos.

Adobe Lightroom - http://www.adobe.com/products/photoshop-lightroom.html
Adobe Photoshop - http://www.adobe.com/products/photoshop.html

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quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Foto escura ou clara demais - Erros de Fotografia que todos nós já cometemos


Num mundo ideal, todos conseguiríamos ajustar as configurações manuais da câmera logo de cara, obtendo uma exposição perfeita.

Mas, na realidade, este nem sempre é o caso. Muitas vezes, a primeira foto que tirarmos servirá mais como um teste, para checarmos como ficará a foto.

Por exemplo, você vê uma cena legal, realiza os ajustes de acordo com o fotômetro da câmera (ou pela tabela sol-16) e clicar. Então, você confere a foto no visor e ela está um pouco escura (subexposta) ou um pouco clara (sobrexposta).
A partir desta leitura inicial, você terá noção de como deverá ajustar as funções. Em inglês, isto é chamado de "bracketing".

Quase todo fotógrafo terá de fazer o bracketing em certas condições, especialmente quando estamos em situações de grande contraste, com fortes sombras, com contraluz, ou em ambientes mais escuros, quando a leitura do fotômetro nem sempre é 100% confiável.
Não tem nada de errado nisto e, quando você é um iniciante na fotografia, frequentemente terá de tirar várias fotos de teste até conseguir obter a exposição desejada.

No entanto, nem sempre você poderá ficar fazendo estes ajustes. Em certas circunstâncias, se você não tirar a foto como der, perderá a imagem. Assim, poderá acabar com uma foto mal exposta.

Foto escura demais

Veja esta foto acima, tirada na estação de trem Grand Central em Nova York. Como se trata de uma situação de alto contraste, por causa daqueles janelões, a primeira exposição ficou escura demais.

Na era digital, se a exposição não estiver correta, o ideal é que ela esteja ligeiramente subexposta, pois isto permitirá uma melhor correção no pós-processamento.


Ao passarmos a foto em .JPEG pelo Photoshop, conseguimos corrigir bem a exposição, mas, se forçássemos um pouco mais, a imagem começaria a ficar ruim, pois algumas áreas era tão escuras que as informações se perderam.
Sempre lembrando que o tratamento a partir de um arquivo .RAW permite melhores resultados que de .JPEG.


Na comparação, você pode ver que, apesar de não ter ficado perfeita, a imagem ficou muito melhor após o pós-processamento.

Foto clara demais

Esta foto foi tirada na sombra e acabou ficando muito mais clara do que o esperado.
Fotos sobrexpostas são um problema em câmeras digitais, pois nas áreas brancas não há nenhuma informação para ser recuperada no pós-processamento, ou seja, a não ser que esta seja sua intenção, não dá para arrumá-las de maneira satisfatória.


Nesta segunda imagem, passamos a foto sobrexposta (.JPEG) no Photoshop, mas, como você poderá perceber, o resultado é meia boca. Além disto, ainda há uma espécie de película azul, causada pelo equilíbrio de branco incorreto.


Na comparação, é possível constatar que, mesmo com o pós-processamento, a foto sobrexposta dificulta bastante o trabalho depois.

Conclusão

Nem sempre vamos acertar a exposição de primeira.
No entanto, em câmeras digitais é sempre melhor uma foto um pouco mais escura do que clara demais, pois ainda há boas chances de você conseguir arrumá-la depois.

O ideal é fotografar em formato .RAW, tirar uma foto de teste primeiro, para depois ajustar a exposição, e clicar à vontade.


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domingo, 27 de janeiro de 2013

Brincando com as dimensões - técnicas ridículas com sua câmera que muita gente adora

(1/1000 f/5 ISO 100, foto por Denise Nappi: http://www.flickr.com/photos/henrybugalho/8419275671/)

Você já deve ter visto aquelas fotos nas quais a pessoa parece ser maior do que prédios (como a acima), ou nas que pequenos objetos parecem ser maiores que pessoas, ou prédios.

Este é apenas efeito de ótica e, se você se lembrar do artigo sobre lentes e distância focal, saberá que lentes grande-angulares alongam as distâncias, enquanto telefotos encurtam as distâncias.

Para realizar tais brincadeiras, o ideal é uma lente grande-angular, quanto menor a distância focal melhor. Na imagem acima, usamos uma lente de 38mm.


O princípio desta técnica é muito simples. O objeto ou pessoa que você quer que fique grande deve estar próximo da câmera, enquanto o objeto, pessoa ou edifício que você quer que fique pequeno deve estar distante.

Por exemplo, eu estou a uns 2 metros da câmera, enquanto a Torre de Pisa está uns 200 metros para trás. Com uma lente grande-angular, que alonga as distâncias, e também com um ponto de vista com a fotógrafa agachada, tem-se a impressão que eu sou um gigante perto da torre.


Nesta segunda foto, usamos uma garrafa no primeiro plano, bem próxima à lente de uma câmera compacta (talvez uns 30cm) e uma pessoa a uns 5 ou 6 metros da câmera.


Isto dará a impressão que a garrafa é imensa.

Agora, para conseguir ajustar certinho como a pessoa ficará em relação ao edifício (como a Torre de Pisa) ou ao objeto (como a garrafa), você terá de dar uma de flanelinha, orientando a pessoa para se mover de um lado a outro até ficar na posição correta.
"Pra direita! Mais pra esquerda! Levanta a mão"


Nem sempre é possível obter a perfeição, mas como é apenas uma brincadeira, quem se importa?

Esta técnica é muito divertida para se fazer com os amigos nas férias, quando dá aquela bobeira e não se tem mais nada para se fazer. Os resultados sempre causam algumas belas risadas.

Exercícios práticos

1 - com sua câmera com lente grande-angular (a maior parte das compactas já serve), tire uma foto diante de um edifício ou monumento distante, mas com a pessoa bem próxima da câmera;

2 - tire uma foto de um objeto próximo à lente com a pessoa um pouco mais longe.

Como ficaram os resultados?

Compartilhe conosco seus experimentos em nosso grupo do Flickr.
http://www.flickr.com/groups/calabocaeclica/


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domingo, 13 de janeiro de 2013

Os limites do Photoshop, ou você quer emborrachar as pessoas?


O Photoshop é uma das ferramentas mais poderosas para tratamento de fotos. Virtualmente, não há limites para o que você pode fazer com este programa.

Quer remover manchas?
Use o Photoshop.

Quer mudar a cor dos olhos de castanhos para azuis?
Use o Photoshop.

Quer pôr uma foto sua em cima do World Trade Center com um avião atrás vindo para acertar o prédio?
Use o Photoshop.


Quer criar uma imagem de um tubarão atacando um helicóptero?
Advinhe: use o Photoshop.

Agora, há uma diferença entre poder fazer qualquer coisa com o Photoshop e ter de fazer qualquer coisa.

Vejo muita gente abusando de alguns recursos e ferramentas deste programa, principalmente quando se trata de retoques em retratos.
Todos somos humanos, imperfeitos, que envelhecemos, aparecem rugas, pintas e mais uma porção de outros traços que se tornam nossas características com o passar dos anos.
Muita gente tem vergonha de seu próprio corpo ou rosto, e gostaria de ser diferente, mas até que ponto vale fazer uma foto sua, mas que não se pareça com você?

Queremos parecer mais bonitos nas fotos, não tenho dúvida disto, mas não quero me parecer com outra pessoa, nem comigo mesmo de 10 anos atrás.

Au naturel
Imagem com poucos retoques

Geralmente, depois de fotografar, eu só faço poucos retoques digitais nos arquivos. Nada além do que corrigir a exposição, o equilíbrio de branco, o contraste, brilho e a saturação, na maior parte das vezes diretamente no arquivo .RAW, antes de converter para .JPEG.
E isto é feito num outro programa, o Adobe Lightroom.

Quase nunca uso o Photoshop.

A foto acima, e o recorte ao lado, são provas disto. Foram feitos pequenos retoques, mas todas as minhas imperfeições naturais estão lá, as rugas, as marcas de expressão, as pintas e as manchas.

É assim que gosto das minhas fotos, as mais naturais e próximas da realidade possível. Não quero distorcer o que vejo, quero mostrar a beleza (ou a feiúra) real que há no mundo.

Que tal um pouco de botox?
Imagem com retoques moderados

Por outro lado, entendo que algumas pessoas prefiram dar uma guaribada no visual, escondendo alguns traços mais indesejáveis. Principalmente se estivermos falando de um álbum de noivas, ou para um catálogo de moda.
Neste caso, retoques moderados para fazer correções podem ajudar para alcançar este resultado.
Na imagem acima, usei a ferramenta "patch tool" do Photoshop para remover algumas marcas de expressão, principalmente na testa, uma espécie de "efeito botox".
Com esta mesma ferramenta, homogeneizei um pouco a textura da face, para disfarçar as manchas.

E só!

Ainda prefiro a foto original, mas esta não está nada mal, pois ainda preservou os poros e a textura normal da pele.

Emborrachando as pessoas
Imagem com retoques pesados

Por fim, chegamos à barbieficação! Isto é, tornando as pessoas numa criatura emborrachada como uma boneca Barbie.
Nesta sequência de fotos, utilizamos a ferramenta "spot healing brush" para remover as pintas no rosto e no pescoço, depois a ferramenta "blur" para suavizar completamente a textura natural da pele, deixando esta impressão de ser quase uma pintura a óleo.

Sinceramente, não me agrada nem um pouco o efeito final, apesar de nem ter exagerado tanto assim no pós-processamento. Já vi resultados muito mais artificiais por aí, inclusive com retoques pesados em bebês, que normalmente possuem peles lisas e homegêneas.

É evidente que o resultado dependerá muito do seu gosto pessoal e também do seu cliente, se você trabalhar com isto, mas bom senso nunca fez mal a ninguém.

Você costuma usar Photoshop? Qual das três fotos você prefere? Qual é o seu limite de pós-processamento de uma imagem?


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quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Efeito zoom - técnicas ridículas com sua câmera que muita gente adora


Há um bom tempo que estou ensaiando escrever este artigo sobre algumas das técnicas mais ridículas da fotografia, mas que muita gente adora.
Várias delas são divertidas para se fazer com amigos, como brincadeira mesmo, outras são simplesmente ridículas e me surpreendo quando vendo fotógrafos profissionais incluindo tais imagens em seus portifólios.

Efeito Zoom


Na minha opinião, uma das técnicas mais horrendas da fotografia é conhecida como "efeito zoom". Que consiste basicamente em dar zoom (aproximando ou afastando) enquanto fotografa algum objeto ou paisagem.

Para isto, você precisa usar uma velocidade do obturador mais lenta, mas com a qual ainda possa fotografar sem tripé, sendo que o ideal é entre 1/15 e 1 segundo.
Nas duas fotos acima, usei a velocidade do obturador em 1/5, ou seja, tempo suficiente para dar este visual psicodélico dos anos 70.

A técnica é simplérrima: você aperta o botão do obturador e, quase simultaneamente, dá zoom na lente (para isto, você precisará de uma câmera Reflex ou de alguma com dial de zoom na própria lente, e com Modo Manual ou com Shutter Priority).

O resultado será alguma aberração como as que tirei.

Está uma técnica que nunca tinha aplicado antes, e que certamente nunca mais usarei em minha vida.

Agora, se você gostou e conseguiu obter alguma foto decente com "efeito zoom", crie coragem e compartilhe conosco em nosso grupo do Flickr.

http://www.flickr.com/groups/calabocaeclica/


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