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Curso de introdução à fotografia do Cala a boca e clica
quais são as melhores cameras para 2013?

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quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Descanse em paz 50mm f/1.4


Despeço-me da minha lente Canon 50mm f/1.4.

Por alguns anos, foi uma das minhas lentes favoritas, utilizada para as mais diversas circunstâncias. Algumas das mais belos fotos que tirei nos últimos tempos foi com ela, sempre com aquele bokeh incomparável, essencial para situações com pouca iluminação.
Se você acompanha este blog, sabe bem como recomendo uma 50mm para qualquer fotógrafo.

Recentemente, fiz uma viagem a Portugal e, no último dia, na cidade costeira de Albufeira, ao entrar numa confeitaria, a porta automática se fechou em mim e acertou a lente.

O problema das 50mm f/1.4

Última foto com a 50mm f/1.4 antes da tragédia
A princípio, depois da cacetada, não percebi nada, pois não tirei mais nenhuma foto naquele dia.

Só fui perceber que havia um problema no dia seguinte, quando no caminho de volta a Madri, passamos por Sevilha e fomos dar uma volta na cidade.

A lente não focava mais
O foco do lente havia travado entre 3 metros e infinito, ou seja, se eu estivesse fotografando paisagens ou pessoas neste intervalo, a lente focava bem, mas se eu tentasse fazer o foco mais perto, mesmo com foco manual, a imagem ficava borrada.

A princípio, pensei que fosse um problema simples de ser resolvido. Foi quando descobri que este é um sério problema de fábrica com as lentes Canon 50mm f/1.4.
Parece que o anel de foco é movimentado por um braço de plástico que se solta facilmente, quase qualquer tipo de impacto, por mais leve que seja, pode fazer com que este braço se desloque e desregule o foco.

Para o conserto, existem duas opções:

1 - mandar para a assistência técnica autorizada e pagar uma taxa fixa de uns 100 dólares/euros para regular o foco; ou

2 - abrir a lente você mesmo e tentar ajustar o braço.

Juro que fiquei tentado a recorrer à segunda opção, mas eu sou daqueles que, se abrir um eletrônico, nunca mais consigo fechar, assim eu teria uma lente desmontada e que não serviria para nada.
Agora, pagar 100 euros para arrumar uma lente com quase 4 anos de uso, correndo o risco de ter o mesmo problema no futuro, não me animou muito.

O que fazer?

Comparação entre as lentes 50mm f/1.4 e f/1.8

Li vários fóruns de fotógrafos que tiveram o mesmo problema que eu e também comentários comparando as lentes 50mm da Canon.

Quase todos foram unânimes em afirmar que a lente 50mm f/1.8 é o melhor negócio possível na fotografia. É uma lente barata, com um bokeh que alguns consideram até superior ao da 50mm f/1.4 e que, por incrível que pareça, não tem os mesmos problemas desta lente mais cara (e supostamente mais bem construída).

Assim, fiz um "downgrade" da f/1.4 para uma f/1.8, que acabou de chegar pelo correio em casa, e que custou 116 dólares nos EUA, praticamente o mesmo preço do conserto da outra lente.

Primeira foto tirada com a nova lente 50mm f/1.8
Já havia tido uma f/1.8 quando comecei a aprender fotografia e é uma lente excepcional.

Hoje, comparando as duas lentes lado a lado, a impressão que dá é que a 50mm f/1.8 parece de brinquedo, com uma fabricação muito inferior e com cara de ser frágil. Agora resta-me confiar que ela aguente alguns anos por diante, para que eu possa fazer algumas belas imagens com ela.

Já a 50mm f/1.4, que me custou a cacetada de quase 400 dólares, tentarei vendê-la a preço de banana para alguém que saiba consertá-la, assim pelo menos consigo pagar a aquisição da lente nova.

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domingo, 21 de julho de 2013

Então você decidiu comprar uma câmera Reflex?

Câmera Reflex

Quer dizer que agora você resolveu comprar uma câmera Reflex?

Antes de tudo, você precisa se perguntar: para que preciso de uma câmera como esta?

E segue uma lista de possíveis motivos:

1 - porque um dia quero me tornar um fotógrafo profissional;

2 - porque adoro fotografia e quero aprender a fotografar pra valer;

3 - porque não estou satisfeito com as fotos que obtenho com minha câmera compacta;

4 - porque quero me exibir para os meus amigos;

5 - porque é legal!

Vai nessa!
Se você respondeu 1 ou 2, já é meio caminho andado.
Realmente, você não será um fotógrafo profissional se tiver apenas uma câmera compacta, pois elas são bastante limitadas em comparação a uma câmera Reflex e dificilmente você será levado a sério se aparecer com uma camerazinha que cabe na palma da mão.
E para aprender fotografia, nada melhor do que uma câmera que lhe permite controle total sobre suas funções, como ajustes de velocidade do obturador, abertura de diafragma e ISO.
Várias câmeras compactas avançadas possuem controles manuais e são uma opção se você não quiser ou não pude gastar muito, mas, com uma Reflex, você terá opções de lentes e uma versatilidade muito maior.

Reflita
Agora, se você respondeu 3, pode estar ocorrendo duas possibilidades: a - sua câmera compacta é uma porcaria mesmo, ou b - você não sabe como utilizá-la.
Como já explicamos no artigo Tirando fotos melhores com sua câmera compacta, existem muitas camerazinhas boas por aí, basta você saber extrair o que elas tem de melhor.
Sem dúvida, algumas coisas não podem ser mudadas, a profundidade de campo e a redução de ruído digital das Reflex são muito mais agradáveis do que nas compactas, mas se você tiver uma compacta boa, como vários modelos da Panasonic, da Nikon, da Canon e da Olympus, você pode aplicar todos os princípios de composição e obter belas fotos.
O segredo de uma boa fotografia é, na maioria dos casos, um bom fotógrafo.

Não se iluda, se você não souber utilizar sua câmera compacta, há grandes chances que você tenha dificuldades maiores ainda para utilizar uma Reflex e a qualidade de suas fotos poderá ser ainda pior.
É necessário estudar e aprender como usar uma Reflex para se tirar belas fotos.

Cartão vermelho
No entanto, se você respondeu 4 ou 5, pense melhor antes de gastar sua grana numa Reflex.

Elas impressionam mesmo, e quanto maior for sua Reflex, mais atenção ela chamará na rua. Isto poderá atrair ladrõezinhos, curiosos ou, se você for do tipo que gosta de fotografar pessoas na rua, poderá fazer com que você perca belos momentos espontâneos porque sua câmera é muito chamativa.
Além disto, uma Reflex pode ser pesada e se você não quiser ficar carregando um chumbo nas costas por horas durante sua viagem, é melhor reconsiderar.
É um investimento muito grande para quem quer apenas se exibir.

Nem todo o mundo tem disposição para aprender como utilizar uma Reflex e depois sai reclamando que a câmera/marca/modelo é ruim.

Como escolher uma Reflex?

Câmera Reflex

Mas o que é uma Reflex?

Uma Reflex ou SLR (Single Lens Reflex) é uma câmera com um espelhinho dentro que reflete a imagem que passa através da lente e chega até o visor ótico. Quando você aperta o botão, o espelhinho se ergue, a cortina do obturador se abre e o filme ou o sensor digital captura a imagem.
A grande vantagem de uma câmera Reflex é o fato de você estar vendo exatamente a imagem que você obterá.
No entanto, uma das desvantagens é que, quando o espelho se levanta, o visor ótico fica todo escuro por uma fração de tempo, que é o tempo para capturar a foto e a câmera retornar a seu estado inicial. Se for uma velocidade do obturador rápida, isto será quase imperceptível, mas se for uma velocidade lenta, poderão ser vários segundos sem ver nada pelo visor ótico.

Existem várias marcas e modelos de câmeras Reflex por aí, mas você provalvemente comprará - e é o que eu recomendo - uma Reflex da Canon ou da Nikon.

- E a Sony, ou a Pentax, ou a Olympus, ou sei lá o quê? - você me pergunta.

Até podem existir modelos bons destas outras marcas, mas, repito, vá de Canon ou Nikon que não haverá erro. São as melhores marcas do mercado, com a maior variedade de lentes e acessórios, e são as marcas usadas por uns 90% dos fotógrafos profissionais, chutando por baixo.

O fator crucial na hora de escolher um modelo de Reflex é quanto você pode ou quer gastar.

Uma Reflex manufaturada de um modelo anterior, com a lente do kit, pode custar a partir de uns 400 dólares e é um preço justo para quem está entrando neste mundo.
Os modelos mais recentes podem custar o dobro, mas não se deslumbre com os lançamentos. Comprar uma câmera usada ou remanufaturada é uma ótima maneira para investir seu dinheiro e ainda sobrar um pouquinho para comprar lentes.
No caso de câmeras usadas, atente para o número de cliques, pois a câmera tem uma vida útil média que varia de modelo para modelo. As Reflex introdutórias costumam ter uma vida útil de 100 mil cliques, o que é bastante, mas, se você tiver o dedo nervoso, é um prazo de uns 4 ou 5 anos de uso.

Para mim, por exemplo, não interessa se uma Reflex faz vídeos ou se pode ser usada como telefone celular. O que importa é que tire fotos e só. Se eu quiser uma câmera de vídeo, comprarei uma câmera de vídeo, não uma Reflex.

Como escolher as lentes?

Canon lenses (and a Sigma one)

Se você comprar uma Reflex Introdutória, ela provavelmente virá com a lente do kit, que não será a melhor lente do mundo, mas dará um baile nas lentes de qualquer câmera compacta no mercado.
Estas lentes do kit são lentes de zoom que partem de grande angular até uma telefoto curta, e geralmente não tem aberturas muito grandes.

Uma ótima aquisição, que pode ser feita logo assim que você comprar a câmera, é de uma lente 50mm com uma grande abertura, como f/1.8. Tanto a Canon quanto a Nikon possuem modelos acessíveis, na faixa de 100 dólares, e estas lentes são excepcionais, essenciais para muitos fotógrafos.

Durante anos, eu fotografei apenas com uma lente Canon 50mm f/1.8 e obtive imagens extraordinárias. São ótimas para situações com pouca luminosidade e a pouca profundidade de campo é impressionante.

Posteriormente, é muito possível que você sinta a vontade de comprar lentes melhores para complementar o seu equipamento, talvez uma grande-angular, uma telefoto ou até uma lente de zoom com maior qualidade. Prepare-se para pagar o preço por um upgrade como este, pois as lentes são caras, às vezes muito mais caras do que a própria câmera.

Só lembrando que lentes com distância focal fixa, isto é, sem zoom, costumam ser mais baratas e com qualidade ótica melhor do que boas lentes de zoom. Além disto, estas lentes fixas são ótimas para treinar o olhar, já que você se acostuma com aquela distância focal e é obrigado a se mover para se aproximar ou se afastar do sujeito fotografado, explorando as possibilidades e os diferentes ângulos, ao contrário das lentes de zoom, que basta girá-las para fazer a aproximação.

E depois?

Bem, depois você estará condenado!

Assim que você comprar a primeira Reflex, você vai querer lentes, trocar a Reflex por uma outra melhor, comprar flashes, comprar mais lentes, e todos os tipos de equipamentos disponíveis.

É um vício que se justificará nas fotos que você tirar.

Não lhe diga que eu não avisei.

E, para concluir, não se esqueça de ler o manual da sua câmera! Do começo ao fim...



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domingo, 23 de junho de 2013

Obtendo a verdadeira foto em preto e branco


A fotografia em preto e branco é uma arte para poucos.

Ver o mundo à cores é fácil, pois é como todos nós o enxergamos diariamente. Na fotografia colorida, a hierarquia de uma imagem depende de vários fatores, incluindo as cores vívidas e chamativas.


Todavia, na fotografia em preto e branco, na ausência das cores, o fotógrafo precisa tentar enxergar também o mundo de maneira monocromática.


Aquele lindo céu azul será cinzento, enquanto aquele dia nublado nos dará um céu branco, ou com nuvens escuras e ameaçadoras.


Não é à toa que dias nublados são algumas das melhores oportunidades para a fotografia em preto e branco, pois permite uma rica nuance de tonalidades, tanto para retratos quanto para fotografia de paisagens.

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O essencial numa foto em preto e branco pode parecer óbvio na teoria, mas muitos têm dificuldade na prática.
O branco precisa ser branco e o preto precisa ser preto.


E isto, numa câmera digital, geralmente só será possível de se obter com perfeição no pós-processamento.

Deixando suas fotos em preto e branco (lendo o histograma)

A primeira recomendação para boas fotos em preto e branco é sempre fotografar a cores, ou em formato .RAW.
Primeiro, porque se você fotografar diretamente em preto e branco num formato comprimido como .JPEG, você perderá todas as informações de cores, ou seja, você não poderá reverter posteriormente para uma foto colorida.

Em segundo lugar, porque você terá de passar a foto pelo pós-processamento de qualquer maneira, seja uma imagem colorida, seja em preto e branco, isto é, fotografar em P/B não facilitará muito sua vida.


Geralmente, a foto que você obterá com sua câmera será mais ou menos como a imagem acima.
Sem muito contraste, com vários tons de cinza. Uma imagem sem graça e que exigirá um pouco de trabalho para melhorá-la.

Antes de tudo, veja o histograma da foto (aquele gráfico no topo direito da imagem). Ali, você obterá a informação do grau de contraste da imagem, onde estão localizados os pixels na curva de tonalidades.

Nesta primeira imagem, é possível ver no histograma que há bastante informação na região central do gráfico, ou seja, há vários tons de cinza.


A nossa intenção no pós-processamento, pelo menos para o meu estilo de fotografia em preto e branco, é aumentar o número de pixels nas regiões extremas do histograma, nas regiões do branco e do preto.

Depois de ajustarmos o contraste e o brilho, temos a segunda imagem acima.


Aqui temos outro exemplo. Basta uma rápida olhada no histograma para percebermos que a região central do gráfico indica vários tons de cinza.


Ao ajustarmos o brilho e o contraste, obtivemos esta segunda imagem, muito mais forte do que aquela saindo direto da câmera.

Se você se interessa por este estilo de fotografia, dê uma lida em nossos artigos sobre como converter fotos coloridas para preto e branco

técnica 1 - dessaturação no Photoshop
técnica 2 - B/W no Lightroom

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quinta-feira, 13 de junho de 2013

Como fazer .GIF animado no Photoshop


Ontem li um artigo afirmando que uma das novas tendências entre fotógrafos para destacarem suas imagens são .GIF animados.

A possibilidade de fazer uma pequena animação com várias fotos em sequência não é de hoje, no entanto, sempre esteve associada a um certo mal gosto. A primeira coisa que me vem à mente quando se fala em .GIF animado são aqueles sites do final dos anos 90, todo coloridos e com dezenas de imagens animadas de bichinhos, botões piscando, e assim por diante.

Sinceramente, não sei se .GIF animado se tornará realmente uma moda - espero que não! -, de qualquer modo, fiquei curioso para saber como funcionava a criação de um arquivo do gênero e abaixo explicarei como é possível fazer um no Photoshop.


A primeira etapa é criar três camadas (layers) e importar as fotos que estarão presentes na sequência.

Escolhi as imagens de um grupo percussão que cruzavas as ruas da Perúgia, na Itália, mas você pode selecionar qualquer tipo de imagem em sequência, ou até imagens que não possuem nenhuma relação entre si, mas que possuam uma proposta estética específica.
Isto ficará a seu critério.


Feito isto, você deve ir no menu Janela (window) e clicar em Animação (animation). Isto fará com que uma janela apareça no rodapé do Photoshop.

Neste ponto, você deverá incluir na animação as imagens que estão em cada camada (layer). Para tanto, você deverá ocultar todas as fotos, clicando no ícone do olho da respectiva camada, deixando visível somente a foto que você quer incluir na sequência da animação.


Para adicionar novos quadros (frames), você precisa clicar no ícone Novo quadro (new frame), ao lado da lixeira no rodapé. Depois, ocultar a camada anterior e tornar visível a próxima camada, e assim por diante, até completar todos os quadros da animação.

Fiz um .GIF animado com 3 quadros, mas você pode inserir quantos quadros desejar.


Em seguida, selecione todos os quadros, clique no menu à direita da janela de animação (onde está a flecha vermelha) e selecione a opção Tween...

Assim você terá posto sua animação em marcha.


Retorne aos quadros e você verá que abaixo das miniaturas das imagens há uma informação de tempo (inicialmente, de 0 segundo).
Escolha a velocidade desejada, neste caso, selecionei 1 segundo.


Por fim, para gerar o arquivo, vá no menu Arquivo (file) e selecione a opção Salvar para Web e dispositivos (Save for web and devices).

Abrirá uma nova janela, com vários opções customizáveis. Como as fotos que usei eram grandes, optei por reduzir o tamanho dela nos campos Tamanho da Imagem/Percentual (Image Size/Percent).
Deste modo, o .GIF ficará menos carregado.

Para visualizar o resultado, clique no botão Visualizar (Preview). Depois é só salvar e fazer o upload do .GIF animado na internet.
Para ver o resultado com a imagem já pronta, é preciso visualizá-la no navegador. Não será possível conferir a animação abrindo a imagem num programa normal de fotos.

No fundo, a qualidade final de um trabalho como este dependerá muito de sua criatividade na hora de montar a sequência e também de seu talento como fotográfo.
Pode ser piegas, mas também pode ser bastante interessante.

Exercício prático

A partir deste tutorial, tente criar um .GIF animado com fotos em sequência, ou como você desejar.
Depois, compartilhe conosco o resultado em nosso grupo do Flickr
http://www.flickr.com/groups/calabocaeclica/

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segunda-feira, 3 de junho de 2013

Envelhecendo fotos no Photoshop - técnica 1

(foto por: Denise Nappi)

Após a publicação do artigo "Maravilhosas fotos de... nada! - Erros de fotografia que todos nós já cometemos", a leitora Lyze me escreveu pedindo-me que explicasse como fazer o efeito de pós-processamento da imagem abaixo.


Há inúmeras formas para envelhecer uma foto no Photoshop, desde as mais simples até as mais sofisticadas.
A que usei para a imagem dos senhores descobri por conta própria, mas certamente não deve ser inédita.

É rápida, fácil de aplicar e os efeitos ficam interessantes, dando um ar dramático à foto.


Acima está a imagem original que usarei como exemplo. É uma foto convencional, com as cores corretas e com um flash externo para dar uma luz de preenchimento no rosto.


Assim que abrirmos a imagem no Photoshop, a primeira coisa que se deve fazer é duplicar a camada (layer) pressionando CTRL+J.

A camada acima, aqui chamada de Layer 1, será onde trabalharemos.


Clicando no menu superior "camada" (Layer), você deve selecionar a opção "nova camada de ajuste" (New Adjustment Layer), e em Preto & Branco (Black & White).

Assim que você criar esta camada de ajuste, a imagem ficará em preto e branco.


Na aba lateral das camadas, você seleciona a camada de ajuste (onde está escrito Black & White 1) e, depois em Opacidade (Opacity), você ajusta a transparência desejada. Neste caso, escolhi 50%.


Sua imagem ficará assim, parcialmente acinzentada.

Esta foto por si só já parece um pouco envelhecida, mas ainda não estamos satisfeitos.


Agora será a hora de adicionarmos um pouco de ruído digital, isto é, os pontinhos pretos que aparecem quando usamos ISO alto.
Vá no menu Filtro (filter), Ruído (noise) e selecione Adicionar Ruído (add noise).
Geralmente as configurações padrões já criam um belo resultado.

Caso você queira fazer alguns ajustes de contraste, brilho ou saturação, basta selecionar a camada principal (layer 1), e realizar a alterações desejadas.


Aqui está a comparação entre a foto original e a foto pós-processada.

Agora só falta você testar esta técnica e compartilhar o resultado conosco em nosso grupo do Flickr
http://www.flickr.com/groups/calabocaeclica/

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quinta-feira, 23 de maio de 2013

Maravilhosas fotos de... nada! - Erros de fotografia que todos nós já cometemos


Você aponta sua câmera para uma linda cena, realiza os ajustes, agacha-se, faz caretas, aperta o botão e acaba com uma foto de NADA!
E quando digo nada, refiro-me a uma foto que não tem nenhuma tema, que não tem nenhuma hierarquia de importância, ou seja, sem composição alguma, mais ou menos como a foto acima.

Preste bem atenção à esta imagem e me diga, qual é o tema dela? É a fonte no fundo, o rapaz de boné vermelho, a moça andando do lado direito, o gramado, o caminhão de sorvetes, as árvores?

Eu também não saberia responder.

Convivendo com estas fotos de nada

Todos nós tiramos fotos sem sentido. Todos os fotógrafos fazem isto, sem exceção.
Frequentemente, vemos muita beleza ou coisas interessantes no mundo, mas nem sempre conseguimos passar isto para nossas fotos.
Ainda mais se você estiver aprendendo fotografia, fotos sem sentido vão se acumular aos milhares em seus arquivos.
É preciso aprender como compôr uma bela foto, antes de conseguir estabelecer uma certa ordem numa imagem, para passar às outras pessoas aquilo que você estava vendo.


Há uma linha muito tênue entre fotos artísticas, conceituais ou abstratas e fotos que simplesmente não querem dizer nada.

Será preciso treinar o olho, mas nem isto será garantia absoluta que, no final do dia, você não estará trazendo em sua câmera uma porção de fotos mal enquadradas.

Consertando fotos que não dizem nada
Pós-processamento

Muitas vezes, fotos sem sentido podem ser arrumadas no pós-processamento, quando você dará algum sentido àquela bagunça.
Por exemplo, a imagem das cerejeiras: ela continua não sendo uma foto muito interessante, mas aumentar a saturação, realçando as cores, e o contraste já melhorou bastante a imagem.

Estabelecendo o tema

Nesta outra foto, uma porção de coisas está ocorrendo ao mesmo tempo. Há uma criança estranha com um óculos de sol no canto esquerdo, uma senhora com um casaco, um menino jogando bola, um senhor de camisa branca no fundo, um outro senhor caminhando distraidamente, e uma criança de calça vermelha brincando.
Qual é o tema desta imagem? O que ela deseja transmitir?

Podemos escolher...


Eu preferi contar uma historiazinha. A senhora com o casaco é esposa daquele outro senhor distraído. Ela está nervosa com ele por alguma razão, enquanto ele não está nem aí.
Fiz um recorte e passei a foto no Photoshop, dando uma envelhecida nela.
Pelo menos, temos um tema.

Recortando

Outra imagem bastante bagunçada. Há algumas cabeças no primeiro plano, um poste branco quase no meio, umas estruturas na lateral esquerda, prédios e um helicóptero.


Neste caso, é muito fácil determinar que o mais importante é o helicóptero, assim, com um recorte e alguns ajustes no pós-processamento, temos uma foto um pouco mais interessante.

Desconstruindo a imagem

Às vezes, teremos de ser um pouco mais criativos, desmontando a imagem em pequenas partes e tentando determinar o que poderia dar certo.
A foto acima foi muito mal tirada. Há um carro passando no meio da foto, um homem atravessando a rua, ônibus, caminhões, prédios, e parece que não daria para salvá-la.


Então, com um recorte em formato paisagem, foi possível ampliar uma pequena parte da foto, convertendo-a para preto e branco e aumentando o contraste.

Acabou ficando uma pitoresca, e até interessante, cena urbana.

Exercícios práticos

1 - dê uma olhada em suas fotos e procure por 6 imagens sem sentido (isto será fácil, eu lhe garanto).

a - o que deu errado?
b - é possível consertá-la?

2 - usando um programa de edição de imagens, tente arrumar estas imagens, recortando-as ou usando outros ajustes.

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domingo, 19 de maio de 2013

Cala a Boca e Clica! - Curso de Introdução à Fotografia agora em livro

Cala a Boca e Clica! - prévia da capa do livro

Isto era inevitável.

Após vários meses escrevendo os artigos para o Cala a Boca e Clica!, percebi que estava na hora de lançar um material que você pudesse reler com facilidade em seu computador ou tablet.

Assim, reunindo os principais artigos do site e outros inéditos, estamos lançando o livro digital Cala a Boca e Clica! - Curso de Introdução à Fotografia.

São 179 páginas, totalmente ilustradas e coloridas, ensinando tudo o que você precisa para sair com sua câmera e deixar os outros de queixo caído com suas fotos.

O Curso de Introdução à Fotografia custa R$ 19,90 em formato digital (.PDF), e será enviado para seu e-mail no final do dia, após a confirmação da compra.

Como comprar o livro do Cala a Boca e Clica?

Existem duas maneiras para isto:

1 - com cartão de crédito ou conta no Paypal, clicando no botão abaixo




2 - através de depósito bancário em conta do Banco do Brasil, as informações para depósito são as seguintes:

Banco do Brasil
Denise R. Nappi
Agencia: 1537-7
conta corrente: 9481-1

No valor de R$ 19,90. Depois, é só enviar uma cópia do comprovante de depósito (pode ser foto ou imagem escanerizada) para o e-mail

calabocaeclica@hotmail.com (e-mail exclusivo para a venda do livro, questões devem ser feitas aqui no blog ou no grupo do Flickr)

e, após confirmarmos o depósito, o guia será enviado para seu e-mail no final do dia.

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O que tem no Curso Introdutório de Fotografia do Cala a Boca e Clica?

- O que é fotografia?
- Quais são as melhores câmeras fotográficas e como escolher uma?
- Entendendo melhor sua câmera
- Aprendendo a controlar ISO, velocidade do obturador e abertura de diafragma
- Obtendo a melhor exposição
- Lentes e distância focal
- Equilíbrio do branco
- Todos os princípios de composição e como obter fotos mais interessantes
- Os segredos dos grandes fotógrafos
- Workflow digital e como organizar suas fotos

Adquirir o Curso Introdutório de Fotografia do Cala a Boca e Clica! é a melhor maneira para estudar as técnicas fotográficas e também para contribuir com nosso trabalho, permitindo-nos trazer cada vez mais informações e técnicas para os fotógrafos amadores ou profissionais.