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quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Quer fotografar com câmeras de filme? É mais simples do que parece - parte 1


Se você veio para aqui no "Cala a Boca e Clica!", então talvez você já esteja apaixonado pelo mundo da fotografia, disposto a aprender novas técnicas e se aperfeiçoar.

Mas você já pensou em fotografar com uma câmera de filme?

Entendo que as câmeras digitais sejam muito legais e práticas. É clicar, passar para o computador, fazer a pós-edição (mesmo que a maioria das pessoas pulem esta etapa) e pôr na internet para todos verem. São as vantagens do mundo contemporâneo.

No entanto, recentemente houve um revival das câmeras fotográficas analógicas, ou seja, daquelas que ainda usam filme fotográfico. A Lomografia veio com força total e angariou muitos adeptos.

(imagem obtida com uma Pentax K1000)

Eu mesmo nunca havia me interessado por fotografar na época de filme. A minha primeira câmera foi digital, e aprendi a fotografar em câmeras digitais. Todavia, depois de um tempo, pensei que talvez fosse interessante comprar uma câmera de filme e me arriscar, mesmo que fosse apenas para brincar um pouco. E isto se tornou um vício.

Pois fotografar com filme é tudo de bom! É cool, é diferente, é muito charmoso!

Escolhendo uma boa câmera de filme


Ótimas opções de câmeras fotográficas de filme é o que não falta. Desde 1920 até o começo do século XXI, as câmeras de filme dominaram inquestionavelmente o mercado, desde as tradicionals 35mm (o rolo pequeno) até as de outros formatos maiores, geralmente para uso profissional.

Se você está entrando agora neste mundo, o melhor mesmo é começar com uma câmera 35mm, por várias razões:

1 - é mais fácil encontrar os rolos de filme para comprar;
2 - é mais fácil encontrar alguém para revelar os filmes;
3 - os filmes e a revelação custam mais baratos; e
4 - as câmeras também custam mais em conta.

Depois, se você se animar, então pode pensar em partir para uma câmera de formato médio, como as de filmes 120, porém os filmes já são mais caros e nem sempre se encontrará um laboratório capaz de revelá-los.


A minha primeira câmera de filme foi uma FED-3, câmera de fabricação russa da década de 60, uma réplica das antológicas Leicas. Esta câmera não é para amadores, eu já adianto. Ela é totalmente manual, sem baterias, sem fotômetro, sem foco automático, sem nada.
Tem a lente, um visor ótico de uma rangefinder (ou seja, você não veja a imagem através da lente da câmera, como nas Reflex), os controles de abertura de diafragma e velocidade do obturador, a manivela para adiantar o filme e só!

(imagem obtida com uma FED-3)

Para fotografar com uma câmera destas são dois desafios: 1 - obter a exposição correta sem um fotômetro, e 2 - conseguir ajustar corretamente o foco.

No primeiro caso, a princípio eu andava com duas câmeras na rua, uma Reflex digital e a FED-3. Eu media a exposição com o fotômetro da Reflex e copiava as configurações na câmera de filme. Por exemplo, se na Reflex indicava velocidade de 1/100, abertura de f/8 para ISO 100, eu reproduzia esta mesma informação na FED-3.
E as exposições ficavam perfeitas.

(imagem obtida com uma FED-3)

Depois, comprei um fotômetro de mão, como aqueles usados em estúdios, mas, no final, acabei decorando a tabela Sol-16, e, na maior parte das situações, eu fazia o cálculo mental de qual era a melhor configuração.


Já para o foco, em lentes manuais há uma tabelinha com duas informações, a distância em metros (m) e pés (ft), e a profundidade de campo de acordo com cada abertura de diafragma. Isto é, se você quiser uma foto mais nítida, terá de encontrar uma abertura de diafragma que permita um foco mais profundo.

Nestes casos, eu precisava fazer um cálculo mental de qual era a minha distância até o objeto fotografado, e ajustar o anel do foco para a distância estimada, pois é um processo muito mais rápido do que tentar usar o assistente do foco do visor ótico.

No fundo, este é um grande treino para qualquer fotógrafo, pois permite que você prepare sua câmera antes sequer de olhar pelo visor, pois você já montou toda a imagem em sua cabeça e já fez toda a matemática antecipadamente.

(imagem obtida com uma Pentax K1000)

Posteriormente, comprei uma Pentax K1000, um dos equipamentos favoritos de qualquer estudante de fotografia nos EUA. São câmeras baratas, confiáveis, duráveis e fáceis de usar. São completamente manuais, sem baterias e um fotômetro simples, o suficiente para sair fotografando sem medo.

Não espere comprar a câmera analógica e sair tirando fotos excelentes do dia para a noite. Você queimará muitas fotos antes de começar a obter ótimos resultados.

O importante na hora de selecionar um equipamento é pesar o preço e a qualidade da câmera. Câmeras de marcas consagradas, como Leica, Zeiss Contax e Voigtlander serão quase sempre caras. Desconfie se encontrar exemplares muito baratos.
Já de marcas como Canon, Nikon, Pentax, Olympus, Minolta, Kodak, Konica, Fuji, Vivitar e Yashica tem de todos os preços. Câmeras boas custarão mais caro, câmeras mais populares estarão em conta.
Por fim, existem as réplicas soviéticas, como FED e Zorkis (cópias da Leica), a Kiev (réplica da Zeiss Contax), e a Zenit (câmeras Reflex). É possível encontrar boas câmeras russas a preço de banana e é, sem dúvida, a melhor maneira para começar.

Onde conseguir uma boa câmera de filme?

Muita gente começa a fotografar com filme porque encontra uma câmera velha do pai ou do avô e se apaixona. Há ótimas câmeras perdidas nos baús dos antepassados.

No entanto, se você não tiver esta sorte, o melhor site para comprar câmeras que conheço é o Ebay.

Para pesquisar por câmeras fotográficas de filme, você tem de ir na categoria "Electronics", depois em Film Photography, por fim "Film Cameras". Antes de comprar, certifique-se que a câmera já vem com a lente. Além disto, confira se a câmera está em estado operacional, sem fungos nas lentes ou nenhum problema mecânico, pois tem gente que só compra câmeras como objetos de decoração, o que não será o seu caso.
Agora, muitos vendedores do Ebay não gostam de trabalhar com compradores da América Latina, por isto, para refinar sua busca, clique na opção "Worldwide" da barra lateral direita, onde está "Item Location", ou seja, onde se encontra a câmera fotográfica.
Muitas das réplicas russas são enviadas de vendedores na Ucrânia, que não tem restrições de países para a venda.
Um link direto para a seção de câmeras está abaixo.

http://www.ebay.com/sch/Film-Cameras-/15230/i.html

O site da Lomography tem várias câmeras legais e geralmente em bom estado, no entanto, os preços deles são hiper-inflacionados. Caso você prefira, pesquise no site da Lomography, e depois compare os preços e modelos no Ebay. Geralmente, encontrá câmeras pela metade ou até 1/3 do preço.

http://www.lomography.com.br/

Na segunda parte, veremos como escolher os filmes fotográficos e como aprender a mexer na sua câmera de filme.

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domingo, 28 de outubro de 2012

Revista SAMIZDAT é Top 100 do Topblog 2012. Ajude-nos, votando!



A Revista SAMIZDAT (www.revistasamizat.com) está entre os 100 blogs mais populares da categoria de Literatura no Topblogs 2012.

Por isto, viemos aqui para pedir o seu apoio e o seu voto, clicando no botão acima.
Existem três opções de voto, através do e-mail, por sua conta do Facebook ou Twitter, sem complicação alguma.
Inclusive, você pode votar três vezes, uma para cada opção.

Se você é nosso leitor habitual, já conhece a qualidade do nosso trabalho e compreende a importância de publicações como a SAMIZDAT para o panorama literário atual, apresentando o melhor da Literatura que ainda não aparece nas grandes livrarias, feiras literárias ou nos cadernos de Literatura dos jornais.

Nossa missão, hoje e sempre, é a de contornar o brutal processo de exclusão do mercado literário, que tenta relegar às sombras grandes talentos que, por qualquer razão que seja, não se enquadrem em seus restritos perfis de negócio.
Simplesmente não vamos nos calar nem deixar de lutar.

Se você está nos visitando pela primeira vez, gostaríamos de compartilhar com você algumas informações sobre a Revista SAMIZDAT.


 - criada em 2008, a SAMIZDAT foi uma das primeiras revistas digitais distribuídas gratuitamente em .PDF, apresentando autores brasileiros e portugueses, além de grandes nomes da literatura nacional ou internacional;
- foram 34 edições regulares e 1 edição especial;
- mais de 1000 obras publicadas no blog, com a participação de mais de 170 autores consagrados e estreantes, dos mais diversos gêneros;
- acessada por mais de 140 mil leitores no site;
- e lida por outros 130 mil leitores nas edições da Revista SAMIZDAT em .PDF.

Contamos com seu apoio, caro leitor, pois nosso labor e nosso esforço é e sempre será o de lhe trazer o melhor do nosso talento, com obras instigantes, profundas, divertidas, angustiantes ou informativas.

Se ainda estamos aqui, dia após dia e ano após ano, é pelo simples prazer de sermos lidos por vocês.

A votação vai até dia 10 de novembro de 2012.

Obrigado,

Henry Alfred Bugalho
editor

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Fotografando com o IPad, quando a conectividade se une à falta de senso do ridículo


Não vou mentir dizendo que nunca havia visto ninguém fotografando com um tablet antes. Inclusive, quando comprei o meu, tirei algumas fotos para testar a qualidade da câmera.

No entanto, na minha viagem mais recente à Roma, vi algumas cenas perturbadoras: não eram um nem dois turistas, mas vários fotografando com IPad (ou com tablets de outros fabricantes).

Primeiro, você se espanta com isto, depois começa a pensar quão ridículo é.

As vantagens de se fotografar com um tablet

Só consigo pensar em uma: conectividade.

Com um IPad ou tablets em geral, você pode fotografar e enviar a imagem quase que instantaneamente para a internet, para fazer seus amigos morrerem de inveja das suas viagens incríveis.

E só...

Mesmo assim, você necessita de um tablet com 3G ou que haja conexão wireless onde você estiver. Aliás, você pode usar seu smartphone para isto, com praticamente a mesma qualidade de imagem, com bem menos esforço.

As desvantagens de se fotografar com um tablet

Todo o resto.

1 - os tablets são grandes e desengonçados para servirem como câmeras fotográficas;

2 - a qualidade ótica da maioria das câmeras compactas, ou de compactas avançadas são superiores às câmeras dos tablets. Em comparação às Reflex então, a competição é totalmente desleal.

3 - as configurações das câmeras fotográficas dos tablets são praticamente zero. Até dá para controlar o equilíbrio de branco (white balance), a exposição e alguns outros ajustes. Mesmo assim, geralmente não há controle de zoom, muito menos qualquer tipo de função manual. Se você deseja aprender a fotografar, certamente precisará mais do que um tablet tem a oferecer.

4 - alguns aplicativos, como o Instagram, podem ajudar a dar um visual legal nas fotos, mas não equivalem ao que você poderia fazer num programa de edição de imagens.

É possível tirar boas fotos com um tablet?

Se você já acompanha este blog, deve saber que, para mim, o maior segredo de uma foto é o fotógrafo. Um bom fotógrafo é aquele capaz de usar a melhor câmera disponível do mercado, ou até mesmo uma camerazinha de celular.

Isto quer dizer que é possível tirar fotos decentes com tablets, sem dúvida. Abaixo estão dois exemplos:



Mesmo assim, a maioria das fotos que vi feitas com IPads ou com tablets não me impressionaram. Inclusive, não consigo nem imaginar como alguém consegue compor uma bela imagem com um trambolho desengonçado daqueles...

Por outro lado, já vi algumas imagens incríveis feitas com IPhones, ou seja, se esta é a sua onda, está aí uma alternativa.

Como isto parece estar se tornando uma tendência, gostaria de saber a sua opinião.
O que você pensa sobre o assunto? Tem alguma experiência fotografando com tablets? Como foi?


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terça-feira, 9 de outubro de 2012

Tudo borrado - Erros de fotografia que todos nós já cometemos um dia


Duas das situações mais desafiadoras para um fotógrafo são: 1 - fotografar bem à noite e 2 - fotografar bem pessoas, animais ou objetos em movimento.

Se você reunir estas duas condições, isto é, fotografar à noite algo em movimento, então você estará diante de uma missão quase impossível.

Todos nós tiramos fotos borradas, por isto, você não deve se martirizar. Com câmeras compactas, é extremamente complicado obter boas imagens em condições de pouca luminosidade, ou em cenas com movimento.
No entanto, mesmo com uma Reflex, ainda mais se estiver em Modo Manual, você terá de ajustar as configurações de velocidade do obturador, abertura de diafragma e ISO até conseguir a exposição correta, e isto pode implicar em alguns quadros de teste.

O que faz com que uma foto fique borrada?

Velocidade do obturador lenta demais


A velocidade do obturador será a função que o permitirá congelar o movimento. Quanto mais lenta ela for, maior serão as possibilidades de sua foto ficar borrada, seja por causa do movimento do sujeito fotografado, como na imagem acima, seja por causa do movimento do próprio fotógrafo, como na imagem abaixo.


Para objetos ou sujeitos estáticos, a velocidade do obturador mínima recomendável caso você esteja segurando a câmera (isto é, sem tripé) é de 1/15.
É possível obter imagens nítidas com velocidades mais lentas, mesmo sem um tripé, no entanto, você precisará de pulso firme.

Além disto, quanto maior for a distância focal da sua lente, maior será a velocidade mínima recomendável para obter uma foto nítida. Por exemplo, com uma lente de 50mm, a velocidade mínima deveria ser 1/50; já para uma lente de 300mm, a velocidade mínina seria de 1/300.

Fora de foco


Outras vezes, mesmo com uma velocidade do obturador bastante rápida, ainda assim você acabará com uma foto borrada.
Nem sempre é culpa da velocidade. Em alguns casos, o problema pode ser o foco.

Repare na imagem acima.
Apesar de ser uma foto de dois cães em movimento, que já poderia estar borrada pelo próprio deslocamento dos animais, mesmo usando uma velocidade alta de 1/400, os dois cachorros estão borrados.
No entanto, se você observar bem o segundo plano, verá que está tudo nítido. O que ocorreu é que o foco ficou no segundo plano, assim, o primeiro plano ficou ligeiramente borrado.

Velocidade lenta + fora de foco


Quando fotografamos à noite, ou em situações com pouca iluminação, sua câmera terá uma dificuldade natural de obter o foco, demorando muito mais do que o habitual.

Além disto, em situações com movimento, também existirá uma dificuldade normal de se obter o foco, pois, às vezes, o sujeito retratado estará mais próximo da câmera, em outras, mais distante.


Agora reúna estas duas situações. Com pouca iluminação, a velocidade do obturador terá de ser mais lenta e será mais demorado obter o foco. Com objeto em movimento, você terá dificuldades para focar corretamente.
Esta é a fórmula para a desgraça.


Sob estas condições, há grandes chances que você obtenha uma foto:

a - borrada, por causa da velocidade lenta do obturador;
b - desfocada; ou
c - borrada e desfocada.

As Soluções

A primeira solução básica para obter uma foto nítida em condições de pouca luminosidade e/ou em movimento é subir o ISO, abrir a abertura de diafragma e tentar manter uma velocidade do obturador mínima equilavente à da distância focal da lente (por exemplo, para uma lente 100mm, velocidade mínima de 1/100, e não se esqueça do crop factor!).

A segunda solução, que nem sempre poderá ser utilizada, é fotografar com flash. Todavia, de nada adianta usar o flash para fotografar um show, por exemplo, se você estiver 50 metros longe do palco.
O alcance do flash é limitado a poucos metros, por isto, é patético ficar fotografando um sujeito lá do outro lado do planeta com flash.


A terceira solução implica em gastar um pouco para comprar uma lente rápida, isto é, com uma grande abertura de diafragma. As lentes 50mm f/1.8 ou f/1.4 são ótimas para quem precisa fotografar em ambientes escuros.
Com uma grande abertura, você poderá jogar a velocidade do obturador lá para cima, garantindo uma foto nítida.

Por fim, às vezes não conseguimos perceber se a foto ficou completamente nítida no visor da câmera e só descobrimos depois, no computador, que ela está um pouco borrada.
Nestes casos, o pós-processamento não ajuda muito, então só resta deixar estas fotos de lado e selecionar as que ficaram boas.
Além disto, algumas fotos borradas até acabam ficando artísticas, apesar de isto não ser o usual.


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segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Comprando uma câmera fotográfica usada - algumas recomendações práticas


Comprar uma câmera fotográfica usada é uma ótima maneira para economizar e, ao mesmo tempo, ter acesso a um bom equipamento.

Mesmo assim, é preciso ter cautela para encontrar uma câmeta em bom estado e que ainda possa ser utilizada por vários anos pela frente.

Por que comprar uma câmera usada?

Antes de tudo, desconfie deste frenesi tecnológico. Todos os anos são lançados novos modelos de câmeras digitais, muitas vezes com inovações pouco significativas.

É como comprar um carro.
Se você comprar um carro novo, você terá garantia e a certeza de que o automóvel está em boas condições. No entanto, você pagará um preço MUITO mais alto por isto, além de que um carro novo se desvaloriza rapidamente.
O mesmo ocorre com as câmeras fotográficas. Você compra o último modelo hoje e, ano que vem, ela já está ultrapassada, e o valor de mercado dela cai, à vezes, pela metade.

Os dois fatores primordiais para alguém se interessar por uma câmera usada são:
1 - o preço, pois uma câmera usada pode custar muito mais em conta do que um lançamento, e
2 - às vezes, pelo valor de um modelo inferior novo, você pode comprar um equipamento melhor, mas usado.

Cuidados na hora de comprar uma câmera digital usada


1 - pesquise bastante

Antes de sair comprando a primeira câmera usada que você encontrar, pesquise bastante os preços e as condições por aí.
O valor de câmeras usadas, mesmo para modelos idênticos, oscila muito. Você pode encontrar uma câmera por 500 dólares e, com outro vendedor, para a mesma câmera, por 250 dólares.

E isto não quer dizer que uma esteja em melhor estado que a outra. Às vezes, o vendedor está apenas desesperado para se desfazer do equipamento, precisando da grana, e, para acelerar a venda, põe o preço muito abaixo.

Ao pesquisar os preços e modelos, você terá uma noção de qual é o preço médio e de quanto você terá de desembolsar. Além disto, esta variação de preços também lhe dará poder de barganha, pois você sempre poderá dizer: "olha, mas eu vi esta mesma câmera mais barata em outro lugar".

2 - o estado da câmera diz muito

Imagino que você não vai querer comprar uma câmera toda detonada, riscada e suja. O estado cosmético, isto é, a aparência da câmera, não é tudo, mas o ajudará a perceber a que tipo de uso o equipamento foi submetido.

Se você estiver comprando online, sem poder olhar a câmera, o ideal é pedir para o vendedor lhe enviar várias fotos, em vários ângulos diferentes, do equipamento, para você poder julgar melhor as condições.

3 - o número de cliques é fundamental

Quando você põe a mão no bolso para investir em equipamento fotográfico, você espera que esta câmera dure alguns anos pela frente.
Por isto, é importantíssimo saber um número aproximado de cliques da câmera fotográfica pela qual você está interessado, pois há o desgaste do obturador.
Todo vendedor de câmeras usadas deveria lhe fornecer estes números, assim você pode estimar a vida útil da câmera, mesmo que isto não seja uma regra exata.

4 - saiba se tem algum tipo de garantia

Geralmente, quando você compra uma câmera usada, não há nenhum tipo de garantia, ou seja, se ela der pau, é você quem terá de arcar com o conserto.
No entanto, ocasionalmente, caso a câmera usada tenha menos de um ano de uso, a garantia do fabricante ainda é válida, e esta é sempre uma informação importante se ocorrer algum problema.

Além disto, em lojas que revendem câmeras usadas, é de praxe dar uma garantia da loja, às vezes de 30 dias, ou até 90 dias. Informe-se com o vendedor.

5 - quão antiga pode ser a câmera?

As câmeras digitais se tornam obsoletas muito rapidamente. Os saltos tecnológicos implicam em aumento de resolução (megapixels), de ISO, de qualidade de vídeo, e assim por diante.
Contudo, o básico da fotografia, como enquadramento e uso manual das funções serão os mesmos numa câmera digital de hoje e numa de 2003.

Se o importante para você é aprender os princípios da fotografia, sem muito frufru nem pirotecnias, talvez seja interessante comprar uma câmera bem mais antiga e que não pesará no seu bolso. Depois, caso você queira se profissionalizar, então será a hora de investir mais pesado.

Inclusive, alguns modelos profissionais antigos ainda dão um baile em modelos introdutórios de hoje, ou seja, é algo a se pensar se você quiser ter em mãos uma câmera impressionante de verdade.

Só lembrando que, para a maior parte de usos das imagens, uma câmera com resolução de 8 megapixels já é mais do que o suficiente.

6 - com ou sem lente?

Quando você compra uma câmera digital usada, mas um pouco mais avançada, comumente ela será vendida sem a lente, ou seja, ou você compra a lente à parte, ou já possui uma que seja compatível com a marca e modelo da câmera.

Isto ocorre porque, com os modelos profissionais de câmeras, os fotógrafos preferem as melhores lentes possíveis, ou seja, elas podem não vir com lentes do kit como com os modelos introdutórios.

Neste caso, não basta ter somente dinheiro para comprar a câmera, é preciso incluir o preço de uma lente no orçamento.

Também certifique-se se o equipamento vem com todos os acessórios necessários, como cabos USB, baterias, manual e CD de instalação; se estiver faltando alguma coisa, peça um desconto.

7 - encontre formas de pagamento confiáveis

Se você estiver comprando a câmera numa loja, não haverá grandes problemas.

No entanto, se você estiver comprando a câmera de uma pessoa física, projeta-se pagando o equipamento através de métodos confiáveis, isto é, de um modo que, se por acaso for um golpe, você terá como reaver o dinheiro. O Paypal é uma das alternativas, por exemplo.

E que fazer na hora e depois de comprar a câmera?


Se você estiver comprando pessoalmente, peça para testar o equipamento. Tire algumas fotos e confira se está tudo OK com a lente, se não há arranhões. Certifique-se do estado do visor digital.

Caso você compre pela internet, faça esta conferência assim que receber a câmera.

Eu por exemplo, raramento compro câmeras novas. Para mim, esta histeria pelo último modelo é uma grande besteira, principalmente porque boas fotos são trabalhos de bons fotógrafos; a câmera é apenas uma ferramenta.

Por fim, é só sair fotografando e revelando ao mundo o seu olhar.


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segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Conseguindo um bom desfocado (bokeh) com sua câmera compacta


Se eu ganhasse um real para cada vez que ouvi a pergunta - como consigo aquele desfocado legal com a minha câmera? -, eu já estaria milionário.

Se esta for sua dúvida, recomendo antes de tudo a leitura dos seguintes artigos:

1 - Profundidade de Campo e Foco
2 - Composição: Profundidade de Campo
3 - O que é Bokeh e como faço isto?

Neles, você encontrará todos os princípios básicos e exercícios para obter um bom desfocado (bokeh) em suas fotos.
Se você tiver uma câmera Reflex, seus problemas estão resolvidos, basta ajustar corretamente as configurações de sua câmera e pronto.

Porém, se você tiver uma câmera compacta, aí as dificuldades começam a aparecer...

As limitações das câmeras compactas


As camerazinhas compactas podem ser muito úteis quando você precisa de um equipamento leve e prático. São fáceis de carregar e não chamam atenção. São ótimas para aquilo que chamamos de instantâneos, ou seja, fotos casuais de nosso dia a dia.

No entanto, quando se trata de fotografia profissional, elas possuem sérias limitações, ou você aprende a conviver com tais limitações, ou sentirá a necessidade de passar para outro nível de equipamentos.

O fato é que não se pode violar as leis da Física, ou seja, você jamais obterá com uma câmera compacta um desfocado (bokeh) como este aqui abaixo.


E muito menos como este outro abaixo, com um foco tão raso que apenas um parte da imagem está nítida.


Inclusive, mesmo com câmeras Reflex, para obter desfocados como os dos exemplos acima, você precisará de lentes específicas, senão, ainda assim, o desfocado não ficará tão legal.

Via de regra, as câmeras compactas possuem aberturas de diafragma pequenas, o que dificulta bastante a obtenção de um bom desfocado.

Além disto, a maioria das camerazinhas compactas não permitem ao fotógrafo nenhum controle manual de abertura de diafragma e velocidade do obturador (às vezes, é possível regular o ISO), ou seja, você tem de se virar com o seu conhecimento sobre fotografia para compensar estas faltas.

Os princípios do desfocado (bokeh)

Como já falamos por aqui algumas vezes e repetiremos agora, um bom desfocado depende de quatro fatores:

1 - abertura máxima de diafragma da lente;
2 - distância focal da lente;
3 - distância entre a câmera e o sujeito fotografado;
4 - distância entre o sujeito e o segundo-plano.

Portanto, as condições ideais para um bom desfocado são a maior abertura de diafragma possível, uma lente longa, fotógrafo próximo do sujeito fotografado e primeiro-plano distante do segundo-plano.
Se você conseguir reunir estes quatro elementos, aumentam muito as chances de um desfocado bonito.

Aplicando estes princípios a uma câmera compacta

Numa câmera compacta, não temos controle sobre a abertura de diafragma, aliás, só temos como saber qual foi a abertura utilizada posteriormente, ao conferirmos as propriedades da foto, ou seja, isto está além do nosso poder.

Geralmente, as câmeras compactas possuem lentes de zoom, começando em grande-angular até telefoto, e isto é uma vantagem.
Além disto, alguns modelos possuem a função macro, para fotografar pequenos objetos. Esta função é muito útil para um bom desfocado, pois nos permite aproximar bastante a câmera do primeiro-plano, como veremos nos exemplos abaixo.

Macro

Esta foto foi tirada a uns 4 centímetros do objeto, usando a função macro. Veja como os prédios ao fundo estão desfocados. Não é um bokeh extraordinário, mas já quebra um galho.

Macro Zoom

Nesta outra foto, utilizamos uma outra função, chamada macro zoom, que nos permite aproximarmos ainda mais do objeto.
Se você ampliar a foto, verá que inclusive a parte dianteira da foto ficou um pouco desfocada também, o que é um efeito muito difícil de se obter com uma câmera compacta.

Telefoto - zoom

Nesta outra sequência, nós nos afastamos do objeto um pouco e demos o zoom máximo na câmera.
Fotografar com lentes telefotos são boas maneiras para se obter bons desfocados, mesmo com câmeras compactas.
Veja como os prédios do fundo ficaram menos nítidos.

Macro zoom

Já nesta foto acima, ainda afastados, usamos a função macro zoom. Neste caso, não há diferenças perceptíveis, inclusive parece até que o desfocado da primeira foto havia ficado melhor.

Zoom + Macro

Por fim, ainda com o zoom no máximo, com a função macro habilitada e chegando o mais perto possível do objeto, fizemso esta última série de fotos, obtendo os melhores desfocados de todos.

Telefoto + Macro zoom

E, nesta última foto, com o zoom no máximo e com a função macro zoom habilitada, conseguimos desfocado no segundo-plano e até um pouco de desfocado em elementos do primeiro-plano.

Foi com esta mesma configuração que tiramos a primeira foto deste artigo, no topo, do inseto: zoom máximo, mais a função macro zoom, chegando bem perto do primeiro-plano.

Conclusão

Não é fácil para se obter um bom desfocado (bokeh) com sua câmera compacta. Você terá de testar muito as configurações possíveis, além de experimentar com o zoom e com as distâncias entre o primeiro e segundo-plano.

Às vezes, será possível obter alguns resultados satisfatórios, porém, se você deseja imagens com desfocados incríveis, talvez esteja na hora de considerar a possibilidade de fazer um upgrade em seu equipamento.

Exercícios práticos

1 - com sua câmera compacta, tire três fotos de um objeto com o segundo-plano distante:

a - bem próximo do objeto fotografado;
b - com o zoom máximo;
c - usando a função macro (se houver).

Conseguiu obter um bom desfocado?

Depois, compartilhe conosco o resultado de seus experimentos em nosso grupo do flickr
http://www.flickr.com/groups/calabocaeclica/


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quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Como fotografar raios e relâmpagos?


Na minha opinião, fotografar relâmpagos e raios, principalmente raios, é uma das coisas mais difíceis na fotografia.

Não porque a técnica para isto seja muito complicada, mas porque você não tem como prever quando haverá as condições propícias para este tipo de fotografia.
Você nunca terá 100% de certeza que trovejará e relampejará num dia de chuva e, o que é pior, que você estará num ângulo bom para tirar as fotos.

Tudo dependerá da natureza.

Ajustando sua câmera para fotografar raios e relâmpagos


Os princípios básicos para se fotografar numa situação com relâmpagos e raios são exatamente os mesmos para a fotografia de longa exposição.

Quanto mais tempo você deixar o obturador aberto, mais luz o sensor da câmera capturará, e quanto mais alto estiver o ISO, mais ruído digital aparecerá em sua foto. Tenha sempre em mente estes dois fatores, velocidade do obturador e ISO, numa fotografia noturna.

Além disto, você necessitará de um tripé (ou uma superfície plana para apoiar a câmera) e, se possível, de um disparador remoto.


O disparador remoto é um acessório como o da foto acima, que é encaixado na câmera e com o qual você pode disparar o obturador sem precisar pressionar o botão na câmera.
Além disto, o disparador possui uma trava, assim você pode deixar o obturador aberto por quanto tempo desejar, até horas de for o caso.

Um acessório como este custa baratinho no Ebay, basta fazer a busca por "shutter release" e a marca de sua câmera. No entanto, certifique-se que sua câmera possui uma entrada específica para o disparador, pois nem todos os modelos tem esta entrada.

Além disto, você precisará de lentes específicas para as condições e para a distância da tempestade. Nestas fotos, usei uma lente 200mm, pois a chuva estava bem longe, para lá das montanhas.


Assim como com qualquer outra fotografia de longa exposição, os primeiros quadros serão para testar as configurações da câmera e ter uma noção se a foto ficou com a exposição correta.

Por exemplo, nesta imagem acima, em ISO 100, abertura de diafragma de f/8 e 19 segundos de exposição, uma das primeiras que tirei durante a tempestade, a imagem ficou bastante subexposta.


Já nesta segunda imagem, reduzimos ainda mais a velocidade do obturador, para 30 segundos, aumentamos a abertura para f/4 e subimos o ISO para 400, e a foto ficou bastante superexposta.

Conclusão: a exposição correta estaria em algum meio termo.


Mantendo o ISO e a abertura na mesma configuração, só alteramos a velocidade do obturador para 10 segundos e obtivemos a exposição desejada.

A minha técnica principal para fotografar os raios foi a seguinte:

1 - realizo o foco automático em alguma seção distante e iluminada da imagem, travando o foco em manual, assim a câmera não tentará refocar depois.
2 - em modo Bulb, isto é com o obturador aberto pelo tempo que eu desejar (para isto, tem a trava do disparador remoto), eu disparo a câmera, aguardando os relâmpagos e os raios.
3 - destravo o disparador, fechando o obturador.

Nesta tempestade fotografada, o tempo médio entre os relâmpagos era entre quinze e trinta segundos, ou seja, era o intervalo que eu tinha para abrir o obturador e aguardar.

Eu até recomendaria alguns exercícios práticos, mas raios e relâmpagos são condições tão particulares que não há como prever. Precisar ter sorte (ou azar, na opinião de alguns).

Ah, por favor, se sua câmera não for à prova de d'água, não fique esperando o pé d'água alcançá-lo!

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sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Convertendo fotos coloridas para preto e branco - técnica 2: B/W no Adobe Lightroom



Existem várias técnicas diferentes para se obter fotos em preto e branco a partir de fotos coloridas.

Aliás, a recomendação é que você sempre fotografe em cores, para depois realizar a conversão, senão você poderá perder as informações das cores e não há como fazer o caminho inverso, de monocromático a colorido (a não ser que esteja fotografando em .RAW).


Neste caso, utilizamos uma foto já editada em .JPEG, uma das minhas favoritas que tirei na Times Square.
E o programa usado para fazer a conversão foi o Adobe Lightroom. Se você ainda não conhece este programa, vale a pena baixar o trial no site da Adobe e testá-lo.
Para o uso diário, é muito mais prático e rápido do que o Photoshop, pois você arrumar e exportar fotos em lotes, além de também ser extremamente útil para indexar e catalogar suas imagens.
É o programa que uso 99% do tempo, seja para converter de .RAW para .JPEG, seja para fazer pequenos ajustes nas fotos.

(clique na imagem para ampliá-la)

O conversão de colorido para preto e branco no Lightroom não poderia ser mais simples.
Na barra lateral direita, onde estão todos os ajustes da imagem, há um botão "Black & White", ou seja, "preto e branco" (sublinhado em vermelho por mim).



Clicando neste botão, sua imagem automaticamente será convertida para preto e branco.

Sem segredo algum.


Veja acima como ficou a conversão automática do Lightroom.

No entanto, ainda não estamos muito satisfeitos com este resultado, apesar de ele não ser dos piores.

(os canais de cores após a conversão automática)

O mais legal do Ligthroom é que, nesta própria barra lateral de ajustes, indo um pouco mais para baixo na barra de rolagem, há os canais específicos de cada cor da foto, como vermelho (red), laranja (orange), amarelo (yellow), verde (verde), aqua, azul (blue), púrpura (purple) e magenta.

Isto quer dizer que você pode controlar individualmente cada uma destas cores, o que numa foto em preto e branco influenciará nas tonalidades de cinza desta cor.

(canais de cores após ajustes)

É nesta hora que você vai brincar com estes canais, movendo-os um a um, de um lado para outro, vendo qual é o efeito na foto.

O ideal é que, para cores mais fortes, como vermelho, púrpura e magenta, você escolha tonalidades de cinza mais escuros (movendo a barra para o lado direito). E para as cores mais claras, como amarelo e aqua, tons mais fracos (movendo para a esquerda).

Contudo, não existe uma regra inviolável. Você terá de testar e ver qual é o resultado melhor.


Por exemplo, em fotos com céu azulado convertidas para preto e branco, sempre fica um cinza claro, assim eu prefiro reduzir a tonalidade do azul, deixando o céu branco ou bem próximo de branco. Mas esta é uma preferência pessoal minha.

Na imagem acima já foram feitos pequenos ajustes nos canais de cores.

 (clique na imagem para ampliá-la)

Veja a conversão automática e depois dos ajustes nesta comparação acima.
Há algumas diferenças sutis, quase imperceptíveis, mas há outras grandes, como o céu.


Por fim, fizemos alguns pequenos ajustes de contraste e brilho, mas nada muito significativo, posto que a imagem colorida já havia sido editada.

Na minha opinião, a conversão de colorido para preto e branco através do Adobe Lightroom é a mais simples e indolor.

O resultado final dependerá exclusivamente de como você controla os ajustes, mas quase não tem erro algum.

Exercícios práticos

1 - faça a conversão de uma foto colorida para preto e branco no Adobe Lightroom:

a - mexa nos ajustes dos canais de cores e veja como isto influencia na imagem;
b - compare a foto em preto e branco original, com a conversão automática, e a foto depois dos ajustes.


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http://www.flickr.com/groups/calabocaeclica/


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