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quinta-feira, 23 de maio de 2013

Maravilhosas fotos de... nada! - Erros de fotografia que todos nós já cometemos


Você aponta sua câmera para uma linda cena, realiza os ajustes, agacha-se, faz caretas, aperta o botão e acaba com uma foto de NADA!
E quando digo nada, refiro-me a uma foto que não tem nenhuma tema, que não tem nenhuma hierarquia de importância, ou seja, sem composição alguma, mais ou menos como a foto acima.

Preste bem atenção à esta imagem e me diga, qual é o tema dela? É a fonte no fundo, o rapaz de boné vermelho, a moça andando do lado direito, o gramado, o caminhão de sorvetes, as árvores?

Eu também não saberia responder.

Convivendo com estas fotos de nada

Todos nós tiramos fotos sem sentido. Todos os fotógrafos fazem isto, sem exceção.
Frequentemente, vemos muita beleza ou coisas interessantes no mundo, mas nem sempre conseguimos passar isto para nossas fotos.
Ainda mais se você estiver aprendendo fotografia, fotos sem sentido vão se acumular aos milhares em seus arquivos.
É preciso aprender como compôr uma bela foto, antes de conseguir estabelecer uma certa ordem numa imagem, para passar às outras pessoas aquilo que você estava vendo.


Há uma linha muito tênue entre fotos artísticas, conceituais ou abstratas e fotos que simplesmente não querem dizer nada.

Será preciso treinar o olho, mas nem isto será garantia absoluta que, no final do dia, você não estará trazendo em sua câmera uma porção de fotos mal enquadradas.

Consertando fotos que não dizem nada
Pós-processamento

Muitas vezes, fotos sem sentido podem ser arrumadas no pós-processamento, quando você dará algum sentido àquela bagunça.
Por exemplo, a imagem das cerejeiras: ela continua não sendo uma foto muito interessante, mas aumentar a saturação, realçando as cores, e o contraste já melhorou bastante a imagem.

Estabelecendo o tema

Nesta outra foto, uma porção de coisas está ocorrendo ao mesmo tempo. Há uma criança estranha com um óculos de sol no canto esquerdo, uma senhora com um casaco, um menino jogando bola, um senhor de camisa branca no fundo, um outro senhor caminhando distraidamente, e uma criança de calça vermelha brincando.
Qual é o tema desta imagem? O que ela deseja transmitir?

Podemos escolher...


Eu preferi contar uma historiazinha. A senhora com o casaco é esposa daquele outro senhor distraído. Ela está nervosa com ele por alguma razão, enquanto ele não está nem aí.
Fiz um recorte e passei a foto no Photoshop, dando uma envelhecida nela.
Pelo menos, temos um tema.

Recortando

Outra imagem bastante bagunçada. Há algumas cabeças no primeiro plano, um poste branco quase no meio, umas estruturas na lateral esquerda, prédios e um helicóptero.


Neste caso, é muito fácil determinar que o mais importante é o helicóptero, assim, com um recorte e alguns ajustes no pós-processamento, temos uma foto um pouco mais interessante.

Desconstruindo a imagem

Às vezes, teremos de ser um pouco mais criativos, desmontando a imagem em pequenas partes e tentando determinar o que poderia dar certo.
A foto acima foi muito mal tirada. Há um carro passando no meio da foto, um homem atravessando a rua, ônibus, caminhões, prédios, e parece que não daria para salvá-la.


Então, com um recorte em formato paisagem, foi possível ampliar uma pequena parte da foto, convertendo-a para preto e branco e aumentando o contraste.

Acabou ficando uma pitoresca, e até interessante, cena urbana.

Exercícios práticos

1 - dê uma olhada em suas fotos e procure por 6 imagens sem sentido (isto será fácil, eu lhe garanto).

a - o que deu errado?
b - é possível consertá-la?

2 - usando um programa de edição de imagens, tente arrumar estas imagens, recortando-as ou usando outros ajustes.

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quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Foto escura ou clara demais - Erros de Fotografia que todos nós já cometemos


Num mundo ideal, todos conseguiríamos ajustar as configurações manuais da câmera logo de cara, obtendo uma exposição perfeita.

Mas, na realidade, este nem sempre é o caso. Muitas vezes, a primeira foto que tirarmos servirá mais como um teste, para checarmos como ficará a foto.

Por exemplo, você vê uma cena legal, realiza os ajustes de acordo com o fotômetro da câmera (ou pela tabela sol-16) e clicar. Então, você confere a foto no visor e ela está um pouco escura (subexposta) ou um pouco clara (sobrexposta).
A partir desta leitura inicial, você terá noção de como deverá ajustar as funções. Em inglês, isto é chamado de "bracketing".

Quase todo fotógrafo terá de fazer o bracketing em certas condições, especialmente quando estamos em situações de grande contraste, com fortes sombras, com contraluz, ou em ambientes mais escuros, quando a leitura do fotômetro nem sempre é 100% confiável.
Não tem nada de errado nisto e, quando você é um iniciante na fotografia, frequentemente terá de tirar várias fotos de teste até conseguir obter a exposição desejada.

No entanto, nem sempre você poderá ficar fazendo estes ajustes. Em certas circunstâncias, se você não tirar a foto como der, perderá a imagem. Assim, poderá acabar com uma foto mal exposta.

Foto escura demais

Veja esta foto acima, tirada na estação de trem Grand Central em Nova York. Como se trata de uma situação de alto contraste, por causa daqueles janelões, a primeira exposição ficou escura demais.

Na era digital, se a exposição não estiver correta, o ideal é que ela esteja ligeiramente subexposta, pois isto permitirá uma melhor correção no pós-processamento.


Ao passarmos a foto em .JPEG pelo Photoshop, conseguimos corrigir bem a exposição, mas, se forçássemos um pouco mais, a imagem começaria a ficar ruim, pois algumas áreas era tão escuras que as informações se perderam.
Sempre lembrando que o tratamento a partir de um arquivo .RAW permite melhores resultados que de .JPEG.


Na comparação, você pode ver que, apesar de não ter ficado perfeita, a imagem ficou muito melhor após o pós-processamento.

Foto clara demais

Esta foto foi tirada na sombra e acabou ficando muito mais clara do que o esperado.
Fotos sobrexpostas são um problema em câmeras digitais, pois nas áreas brancas não há nenhuma informação para ser recuperada no pós-processamento, ou seja, a não ser que esta seja sua intenção, não dá para arrumá-las de maneira satisfatória.


Nesta segunda imagem, passamos a foto sobrexposta (.JPEG) no Photoshop, mas, como você poderá perceber, o resultado é meia boca. Além disto, ainda há uma espécie de película azul, causada pelo equilíbrio de branco incorreto.


Na comparação, é possível constatar que, mesmo com o pós-processamento, a foto sobrexposta dificulta bastante o trabalho depois.

Conclusão

Nem sempre vamos acertar a exposição de primeira.
No entanto, em câmeras digitais é sempre melhor uma foto um pouco mais escura do que clara demais, pois ainda há boas chances de você conseguir arrumá-la depois.

O ideal é fotografar em formato .RAW, tirar uma foto de teste primeiro, para depois ajustar a exposição, e clicar à vontade.


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terça-feira, 9 de outubro de 2012

Tudo borrado - Erros de fotografia que todos nós já cometemos um dia


Duas das situações mais desafiadoras para um fotógrafo são: 1 - fotografar bem à noite e 2 - fotografar bem pessoas, animais ou objetos em movimento.

Se você reunir estas duas condições, isto é, fotografar à noite algo em movimento, então você estará diante de uma missão quase impossível.

Todos nós tiramos fotos borradas, por isto, você não deve se martirizar. Com câmeras compactas, é extremamente complicado obter boas imagens em condições de pouca luminosidade, ou em cenas com movimento.
No entanto, mesmo com uma Reflex, ainda mais se estiver em Modo Manual, você terá de ajustar as configurações de velocidade do obturador, abertura de diafragma e ISO até conseguir a exposição correta, e isto pode implicar em alguns quadros de teste.

O que faz com que uma foto fique borrada?

Velocidade do obturador lenta demais


A velocidade do obturador será a função que o permitirá congelar o movimento. Quanto mais lenta ela for, maior serão as possibilidades de sua foto ficar borrada, seja por causa do movimento do sujeito fotografado, como na imagem acima, seja por causa do movimento do próprio fotógrafo, como na imagem abaixo.


Para objetos ou sujeitos estáticos, a velocidade do obturador mínima recomendável caso você esteja segurando a câmera (isto é, sem tripé) é de 1/15.
É possível obter imagens nítidas com velocidades mais lentas, mesmo sem um tripé, no entanto, você precisará de pulso firme.

Além disto, quanto maior for a distância focal da sua lente, maior será a velocidade mínima recomendável para obter uma foto nítida. Por exemplo, com uma lente de 50mm, a velocidade mínima deveria ser 1/50; já para uma lente de 300mm, a velocidade mínina seria de 1/300.

Fora de foco


Outras vezes, mesmo com uma velocidade do obturador bastante rápida, ainda assim você acabará com uma foto borrada.
Nem sempre é culpa da velocidade. Em alguns casos, o problema pode ser o foco.

Repare na imagem acima.
Apesar de ser uma foto de dois cães em movimento, que já poderia estar borrada pelo próprio deslocamento dos animais, mesmo usando uma velocidade alta de 1/400, os dois cachorros estão borrados.
No entanto, se você observar bem o segundo plano, verá que está tudo nítido. O que ocorreu é que o foco ficou no segundo plano, assim, o primeiro plano ficou ligeiramente borrado.

Velocidade lenta + fora de foco


Quando fotografamos à noite, ou em situações com pouca iluminação, sua câmera terá uma dificuldade natural de obter o foco, demorando muito mais do que o habitual.

Além disto, em situações com movimento, também existirá uma dificuldade normal de se obter o foco, pois, às vezes, o sujeito retratado estará mais próximo da câmera, em outras, mais distante.


Agora reúna estas duas situações. Com pouca iluminação, a velocidade do obturador terá de ser mais lenta e será mais demorado obter o foco. Com objeto em movimento, você terá dificuldades para focar corretamente.
Esta é a fórmula para a desgraça.


Sob estas condições, há grandes chances que você obtenha uma foto:

a - borrada, por causa da velocidade lenta do obturador;
b - desfocada; ou
c - borrada e desfocada.

As Soluções

A primeira solução básica para obter uma foto nítida em condições de pouca luminosidade e/ou em movimento é subir o ISO, abrir a abertura de diafragma e tentar manter uma velocidade do obturador mínima equilavente à da distância focal da lente (por exemplo, para uma lente 100mm, velocidade mínima de 1/100, e não se esqueça do crop factor!).

A segunda solução, que nem sempre poderá ser utilizada, é fotografar com flash. Todavia, de nada adianta usar o flash para fotografar um show, por exemplo, se você estiver 50 metros longe do palco.
O alcance do flash é limitado a poucos metros, por isto, é patético ficar fotografando um sujeito lá do outro lado do planeta com flash.


A terceira solução implica em gastar um pouco para comprar uma lente rápida, isto é, com uma grande abertura de diafragma. As lentes 50mm f/1.8 ou f/1.4 são ótimas para quem precisa fotografar em ambientes escuros.
Com uma grande abertura, você poderá jogar a velocidade do obturador lá para cima, garantindo uma foto nítida.

Por fim, às vezes não conseguimos perceber se a foto ficou completamente nítida no visor da câmera e só descobrimos depois, no computador, que ela está um pouco borrada.
Nestes casos, o pós-processamento não ajuda muito, então só resta deixar estas fotos de lado e selecionar as que ficaram boas.
Além disto, algumas fotos borradas até acabam ficando artísticas, apesar de isto não ser o usual.


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quinta-feira, 26 de abril de 2012

Onde está o Wally? - Erros de fotografia que todos nós já cometemos um dia


Olhe bem para esta foto acima.

O que é que está sendo fotografado? Qual é o tema principal dela?

São as ruínas do fóro romano, aquele casal parado no lado direito, as duas meninas do lado esquerdo? O que o fotógrafo quis representar?

Na verdade, este é o tipo de imagem parecido a "Onde está o Wally?", com aquele personagem de camisa listrada de vermelho e branco que quase some em meio a tanta informações e cores.


O tema da imagem sou eu, quase no centro da foto, mas eu estou tão distante (propositalmente) da fotógrafa, utilizando uma lente grande-angular, que dilata o espaço, que quase não posso ser visto.

Volte para a primeira foto e tente me encontrar agora. Conseguiu?

Este é um equívoco comum quando alguém deseja mostrar um cenário muito interessante, ou com muitos elementos distrativos, e quando a pessoa se afasta demais para integrar-se neste cenário.


Nesta foto, é possível saber logo de cara qual é o tema: o casal nesta viela italiana. No entanto, eles estão distantes da câmera, também com uma lente grande-angular, que suas feições mal podem ser discernidas.

Aliás, há um segundo erro nesta fotografia acima (e isto não foi intencional), que é o fato de a imagem estar borrada. Como eu usei uma velocidade do obturador relativamente baixa, qualquer tremidinha com a câmera já faz com que a foto fique borrada. Só fui perceber isto quando já estava em casa, conferindo as fotos no computador.

A Solução


Para o complexo de "Onde está o Wally?", a solução é bastante simples: peça para o sujeito retratado se aproximar da câmera, ou dê zoom.
Na imagem acima, foi feito um pouco dos dois. Eu me aproximei da fotógrafa, e ela também deu um pouco de zoom.
Apesar de eu estar cercado por outras pessoas, com as ruínas atrás, é possível perceber claramente o quem é o tema da imagem, principalmente porque sou o único olhando para a câmera.


O mesmo ocorreu nesta segunda foto. Além de eu ter me aproximado do casal retrado, ainda dei um zoom na lente (e, melhor do que isto, estava segurando bem a câmera, por isto a foto não ficou tremida).

Ainda é possível visualizar a viela atrás deles, mas tivemos de escolher entre retratar o casal, ou mostrar a bela arcada sobre nós.
Nem sempre se pode capturar tudo numa única imagem e, frequentemente, menos é mais.


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segunda-feira, 26 de março de 2012

Cuidado com o segundo-plano - Erros de fotografia que todos nós já cometemos um dia


Nas próximas semanas, falaremos de alguns erros bastante comuns no mundo da fotografia, e que mesmos profissionais acabam cometendo de vez em quando.

O primeiro deles, e que cada vez mais observo nas fotos por aí, é não prestar atenção ao segundo-plano da imagem.

O fotógrafo está tão concentrando tentando obter a melhor imagem da pessoa, que acaba se esquecendo que os elementos ao fundo também aparecerão na foto.

Preste muito atenção a postes, árvores, mastros, e qualquer outra coisa que esteja atrás do fotografado, para evitar criar chifres, galhadas, a Torre Eiffel, ou qualquer outra protuberância estranha na cabeça da pessoa.

Na foto do topo - tirada propositalmente, é claro! -, a cúpula de uma igreja ficou parecendo como se eu estivesse usando um daqueles capacetes alemães da Primeira Guerra Mundial. Só faltou um bigodão para ficar perfeito.


Este tipo de situação, além de cômica, pode ser embaraçante para o fotografado, pois ninguém quer ficar com fama de chifrudo...


A solução é extremamente simples: ao observar elementos esquisitos no segundo-plano, que possam causar uma sensação ambígua, peça para a pessoa dar um ou dois passos para o lado, ou você mesmo pode se mover e arriscar ângulos diferentes.

Às vezes, alguns centímetros já são o suficiente para evitar este erro.

No entanto, se você tirou a foto e só percebeu isto depois, o que resta é escolher outra foto para mostrar aos outros, deixando de lado aquela com chifrinho, sem dó nem piedade.

Então, fica a advertência: cuidado com o segundo-plano!

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