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quarta-feira, 2 de maio de 2012

Curso de iluminação artificial - o que umas luzinhas não podem fazer por sua foto?


Então, você se questiona:
- OK, iluminação artificial pode ser legal, mas o que eu ganho com isto?

Para entendermos as vantagens de se utilizar iluminação artificial, seja para retratos, seja para natureza morta ou para qualquer outro tema passível de ser iluminado, precisamos comparar algumas imagens e entendermos o que acontece.

Todas as fotos abaixo foram tiradas em formato .RAW, com uma lente Canon 50mm f/1.4 e com o mínimo de pós-edição.

Iluminação ambiente

(1/250 f/1.4 ISO 200, por Denise Nappi: http://www.flickr.com/photos/henrybugalho/7135577047/)

Veja a imagem acima, somente com iluminação ambiente numa sala com um janelão e, aparentemente, luz o suficiente para iluminar o sujeito retratado (eu).

Para que a foto não ficasse tremida, a fotógrafa preferiu uma abertura de diafragma grande, de f/1.4, e uma velocidade de obturador relativamente rápida de 1/250.

Esta não é uma foto ruim, mas também não é o que chamaríamos de uma imagem interessante. É um cara sentando diante de uma parede branca, há um pouco de sombra atrás dele (eu estava de frente para a janela), e só.

Ampliação em 100%

Quando ampliamos a foto, vemos que não foram preservados muitos detalhes. A gola da camiseta está um pouco difusa e a textura do tecido do casaco se perdeu completamente.

Flash direto

(1/20 f/6.3 ISO 200, por Denise Nappi: http://www.flickr.com/photos/henrybugalho/6989498368/)

Este é o tipo de imagem que você obtém usando o flash embutido de sua câmera, seja de uma câmera compacta ou Reflex.
É uma luz forte e direta, que cria sombras bem definitidas e, frequentemente, deixa as pessoas com olhos vermelhos (existe uma função para reduzir isto, mas sempre acaba alguém com cara de vampiro).

Preste atenção na sombra atrás de mim, formando um contorno. O flash direto não favorece muito as pessoas retratadas, pois acentua olheiras, cicatrizes e rugas.

No entanto, se você não possui opção por estar num ambiente escuro demais, na minha opinião é melhor uma foto com flash direto do que foto nenhuma.

Ampliação em 100%

Na ampliação, já é possível perceber bem a textura tanto do casaco, quanto da camiseta e da própria pele.
Há uma riqueza de detalhes que não era possível perceber somente com iluminação ambiente.

Flash rebatido

(1/20 f/6.3 ISO 200, por Denise Nappi: http://www.flickr.com/photos/henrybugalho/6989497974/)

Se você possui um flash externo, uma das primeiras coisas que você deve aprender é como rebater a luz.
Para fotógrafos de eventos, como casamentos e festas de 15 anos, o flash externo é um acessório imprescindível, e conseguir atingir uma iluminação mais natural é a lição número um.

Ao rebater a luz do flash no teto (para isto, basta levantar o feixe de luz para cima), você cria uma iluminação bastante natural e com a qual nós já estamos habituados, pois as lâmpadas de nossas casas costumam ficar no teto.

Você pode perceber que a tonalidade da pele já é bem menos artificial e as sombras são suaves.

Ampliação em 100%

No entanto, por se tratar de uma luz difusa, houve uma perda dos detalhes e das texturas, como podemos visualizar na ampliação.

Flash remoto ou iluminação de estúdio

(1/100 f/13 ISO 200, por Denise Nappi: http://www.flickr.com/photos/henrybugalho/7135580227/)

Mas a brincadeira começa a ficar divertida quando retiramos o flash externo de nossas câmeras e o utilizamos remotamente como luzes de estúdio.
Existem várias maneiras para fazer isto: com cabos, com disparadores remotos infravermelhos ou a rádio, ou com alguns modelos de câmeras que podem disparar remotamente os flashes.

Nesta imagem acima, eu usei um flash principal (master) para disparar um flash secundário (slave) através do infravermelho. A luz do flash principal estava desativada, ou seja, somente a luz do flash secundário atingiu o sujeito retratado.

Esta é uma luz forte e que cria sombras muito evidentes. Você pode suavizá-la ao controlar a potência diretamente no flash ou utilizando modificadores e difusores.

Ampliação em 100%

A textura da pele, da camiseta e do casaco foram preservadas, mas as sombras são fortíssimas.

Flash remoto com modificadores


(1/100 f/13 ISO 200, por Denise Nappi: http://www.flickr.com/photos/henrybugalho/6989495588/)


Por fim, além do flash remoto, adicionamos também um refletor, que estou segurando na minha mão esquerda, que rebate um pouco da luz do flash (e também da luz ambiente) para suavizar as sombras e deixar a foto mais agradável.


Esta iluminação cria uma tridimensionalidade que não é perceptível nas demais imagens, com um impacto visual mais intenso.


Utilizamos um refletor (que na verdade é apenas um aro prateado de tecido), mas poderia ser um isopor, uma cartolina branca ou um terceiro flash. Em sets de iluminação como este, é possível utilizar tantas luzes como desejar, uma para iluminar o fundo, outra para iluminar o cabelo e criar uma linha divisora entre o primeiro e o segundo-plano.


Não existem limites para sua criatividade em se tratando de iluminação, desde que se obtenha uma bela foto.

Ampliação em 100%

Neste último caso, ao utilizarmos um refletor, podemos ver até a trama da camiseta, assim como detalhes da textura que já eram perceptíveis ao se utilizar a iluminação artificial.


Conclusão


Como fotógrafo, você terá de se adaptar às situações. Nem sempre será possível montar um set de estúdio e fotografar usando duas ou três luzes.
Às vezes, você terá de se virar com um flash rebatido, apenas com o flash embutido da câmera, ou mesmo com a luz disponível no ambiente.


Todavia, é fundamental descobrir o potencial de seu equipamento e explorá-lo. Isto o ajudará a tornar-se um profissional melhor, um hobbista mais experiente e também permitirá que você crie imagens muito belas e interessantes.


Exercício prático


1 - de uma mesma pessoa, objeto ou animal tire quatro fotos:

a - com iluminação ambiente, isto é, aquela disponível no ambiente em que você está;
b - com o flash embutido de sua câmera (flash direto);
c - se possuir, com o flash externo de sua câmera, apontado para o teto;
d - se possuir, com o flash externo de sua câmera, apontado para uma parede lateral branca.

Qual destas fotos ficou a melhor, em sua opinião?


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quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Vamos invadir sua praia! Você, sua câmera e suas fotos nas férias de verão

Porto de Galinhas - PE

Vem chegando o verão e você está indo para a praia, doido para arrasar nas fotos. Junto com as dicas para fotografar melhor em suas viagens e como fotografar grupos nas festas, este é o terceiro artigo de fotografia para ajudá-lo a tirar fotos mais bonitas em suas férias.

Esteja você indo para o Guarujá, seja para o Nordeste do Brasil, seja para Punta del Este ou até mesmo para a Costa Amalfitana (no verão europeu), as dicas que se seguem servirão para que você exponha suas fotos corretamente e possa retratar melhor seus passeios.

Expondo a imagem com precisão


Suponho que, se você se interessa por fotografia, você esteja usando o Modo Manual da sua câmera Reflex ou da sua compacta avançada e, por isto, que também já saiba como utilizar o fotômetro para expor sua foto.
O que você logo descobrirá ao fotografar na praia é que, se você obedecer cegamente o medidor do fotômetro de sua câmera, muitas de suas fotos ficarão escuras. Isto se deve porque a areia da praia e a água do mar são superfícies mais reflexivas do que o normal, então o medidor de luz da sua câmera identifica a claridade excessiva e indica um ajuste para isto, que quase sempre subexporá a foto.

Como evitar isto?

Maragogi

O mais fácil é você tirar uma primeira foto, ver se ficou escura ou exposta corretamente, e ajustar a velocidade do obturador ou a abertura de diafragma para a exposição adequada.

A segunda opção, se for um dia ensolarado na praia, é ajustar sua câmera meio stop ou até um stop mais claro do que indica o fotômetro, por exemplo:

Se o fotômetro indica que a exposição correta na praia é 1/500 f/8 ISO 100, você pode ajustar para 1/250 f/8 ISO 100 e ver como fica a foto.

A terceira opção é você tirar fotos escuras mesmo e arrumar depois em algum editor de imagens, como o Adobe Ligthroom ou o Photoshop, mas o ideal é tirar a foto bem exposta diretamente na câmera.

Fotografando em movimento ou de algo se movendo

Dunas de Marapé - AL

Se você estiver dentro de um veículo em movimento, seja em um carro, um bugue, um ônibus, ou até mesmo num barco, e quiser fotografar alguma pessoa, paisagem ou objeto, o ideal é que você ajuste a velocidade do obturador o mais rápido possível, para evitar que a foto fique borrada.
Para tanto, você deve configurar a abertura de diafragma para a maior possível que sua lente permita e, se for necessário, subir um pouco o ISO para 200 ou até 400.

A não ser que você queira dar a sensação de movimento, então você pode manter a velocidade do obturador mais lenta, como 1/50 ou até 1/30.

Pipa - RN

No caso da foto acima, do rabo do golfinho, eu estava dentro de um barco em movimento, com o golfinho longe pulando para fora da água e com uma lente telefoto de 300mm, que por si só já necessita de uma velocidade rápida do obturador, além do enjoo!
Conseguir obter uma boa imagem nestas condições era quase um trabalho de franco-atirador.

Lembre-se da Regra dos Terços

Praia do Gunga

Quando você for fotografar paisagens, com a linha do horizonte no fundo, a Regra dos Terços é essencial.
Evite centralizar o horizonte do quadro, o melhor é que o horizonte esteja na metade inferior (como na foto acima), ou na metade superior (como na foto abaixo).

Natal - RN

Esta regra ajuda a criar uma hierarquia de interesse, determinando o que é mais importante no quadro, se é o céu ou se é o que está abaixo.

É óbvio que você poderá aplicar várias das outras regras do nosso Curso de Introdução à Fotografia, mas a Regra dos Terços é essencial nestes casos.

Os melhores horários do dia

Mundau - CE

Os melhores horários para se fotografar no litoral são exatamente os mesmos que em qualquer outro tipo de fotografia: de manhãzinha ou ao cair da tarde.
Meio dia é o pior horário para se fotografar, por causa das sombras fortes e curtas, do contraste fortíssimo e também por causa dos perigos do sol deste horário. Não se esqueça de passar o protetor solar também!

Maragogi

No entanto, para fotografia subaquática, o horário de meio dia é o melhor, pois a luz entra diretamente na água, iluminando melhor o fundo e os peixes.

O milagre da luz de preenchimento

Eu em Barceloneta
(1/250 f/9 ISO 100, com flash embutido, por Denise Nappi: http://www.flickr.com/photos/henrybugalho/6589357667/)

O primeiro grande equívoco dos leigos em fotografia é pensar que flash é apenas para se fotografar à noite.
Na minha experiência, o flash embutido da câmera é muito mais útil durante o dia do que à noite, pois é uma ótima maneira para se obter uma luz de preenchimento.

Mas o que é luz de preenchimento?

Basicamente é uma segunda fonte de luz usada para amenizar as sombras, que pode tanto ser um flash, quanto um rebatedor ou até uma parede branca. Qualquer coisa que sirva para suavizar as sombras de uma luz principal.
A vantagem de utilizar o flash embutido da câmera para isto é que se trata de uma luz tão fraca que dificilmente conseguirá sobrepujar a luz do sol.
No caso da foto acima, o sol estava às minhas costas, ou seja, o meu rosto estaria totalmente nas sombras, mas, com o flash embutido da câmera, foi possível suavizar as sombras, tornando a foto melhor.

Vai por mim: da próxima vez que for fotografar alguém sob sol forte, use o flash de sua câmera e veja o resultado (mas não pode ser muito de longe, pois este tipo de flash não tem tanta potência assim...).

Uma câmera à prova d'água é super legal!

Câmera Compacta - Maragogi

Lembre-se, sua câmera Reflex ou compacta avançada não pode entrar na água! A não ser que você tenha um acessório específico para isto (e que costuma custar mais caro do que a própria câmera).

No entanto, se você tiver a possibilidade de comprar uma câmera à prova d'água, mesmo que seja de filme, eu lhe garanto que é muito legal.

Câmera Compacta - Maragogi

Primeiro, por causa da reação das outras pessoas quando você entra com a câmera no mar. De longe, você já pode ouvir os outros falando: "Putz! Já era a câmera!"

Depois, que é uma maneira diferente para registrar seu passeio, seja no mar ou na piscina, sem preocupar-se em molhar seu equipamento e adeus àquela cacetada de dinheiro que você gastou!

Eu recomendaria os modelos de câmeras compactas à prova d'água da Panasonic, mas a Olympus, a Pentax e Canon também fazem parte deste jogo.

E nunca se esqueça de, assim que sair do mar ou da piscina, lavar bem sua câmera em água corrente e remover quaisquer resíduos de areia.

Carregando uma câmera compacta

Porto de Galinhas

Recomendo que, sempre que você for viajar, além de levar a sua Reflex ou a sua melhor câmera, leve também uma compacta pequena e discreta.

Nem sempre será possível sair fotografando com uma câmera que chame atenção, seja porque algumas cidades ou áreas são perigosas, seja porque você quer capturar uma imagem com discrição.

Você nunca sabe quando encontrará uma imagem interessante para fotografar.

Cuidando de seu equipamento

Dunas de Marapé - AL

Tirar fotos na praia é uma das raras circunstâncias nas quais eu recomendo limpar a câmera diariamente, para remover areia que pode ter entrado na lente ou no sensor da câmera.

Ao final de cada dia, desmonto a câmera e faço uma limpeza geral. Você ficaria impressionado com a quantidade de areia que você encontrará.

Só lembrando que, se sua câmera não for à prova d'água, jamais tente entrar no mar com ela!


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sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Fotografando a galera durante as festas

Encontro dos mãos de vaca em NY
(1/250 f/1.8 ISO 400, com flash externo, foto por Gabriel Simão: http://www.flickr.com/photos/henrybugalho/6209034839/)

Estão chegando as festas de fim de ano e agora é a hora de reunir a família, toda a parentada e os amigos para celebrar.

Fotografar grupos não é nada fácil, por alguns motivos:

1 - sempre tem alguém que fecha o olho;

2 - sempre tem alguém que está olhando para o outro lado;

3 - como alguém precisar tirar a foto, ou a pessoa tem de:
a) ficar fora da foto, ou;
b) por no timer e sair correndo para entrar no quadro.

4 - geralmente as condições de iluminação não são das melhores, assim é quase obrigatório o uso do flash, que, por si só, já é um pepino à parte.

Quanto mais elementos, neste caso, pessoas, você tiver de prestar atenção, maior será a possibilidade de que alguma coisa não saia bem, mas, mesmo assim, se você não estiver fotografando profissionalmente estes grupos, você pode se dar um desconto.
Agora, se você estiver sendo pago para isto, tudo precisa sair perfeito!

O dois erros básicos ao se fotografar grupos

Tudo no mesmo plano

Fotografando grupos 4
(1/40 f/4.5 ISO 400, com flash embutido: http://www.flickr.com/photos/henrybugalho/6560189933/)

Este é um equívoco em qualquer tipo de foto, seja de objetos, seja de paisagens, seja de casais, seja de grupos.
Numa imagem, você precisar criar uma hierarquia de interesse, conduzindo o olhar o espectador através da foto, obrigando-o a prestar atenção em cada um dos elementos.
A fórmula de uma foto sem graça é deixar tudo no mesmo plano, tudo quadradinho, tudo alinhado.
Veja a foto acima, não é uma foto mal tirada, a exposição está correta, o flash não ficou estourado, mas não é uma imagem interessante. Todas as pessoas estão no mesmo plano, não existe uma ordem de atenção.

Fotografando grupos 7

Neste segundo caso, a própria diferença de altura entre as pessoas já serviu para criar uma distribuição mais atraente para a foto (que é o mesmo caso da primeiro foto no começo).
Se você se lembrar do artigo sobre linhas e formas, verá que, se uníssemos as cabeças das pessoas na imagem, formaríamos uma espécie de triângulo, compondo uma forma reconhecível e interessante.

Uso incorreto do flash

Fotografando grupos 5
(1/36 f/3.7 ISO 183, com flash embutido: http://www.flickr.com/photos/henrybugalho/6560186563/)

O uso adequado do flash da câmera é, na minha opinião, um dos aspectos mais avançados da fotografia. Ao incluirmos um iluminação artificial, criamos sombras, reflexos e efeitos que raramente temos como prever antes de tirarmos a foto.

A imagem acima, por exemplo, não está exatamente mal enquadrada (provavelmente, seu fosse o fotógrafo, teria esperado a garçonete no canto superior direito sair do quadro), porém, como era um ambiente interno com pouca iluminação, foi necessário o uso do flash embutido da câmera.

O que aconteceu?

A luz do flash primeiro atingiu a toalha da mesa, que ficou branquíssima. A medição da câmera determinou que o que era importante de se ver eram as duas primeiras pessoas na mesa, por isto, a potência do flash só expos corretamente estes dois primeiros elementos. A medida em que as pessoas se afastam do luz do flash, temos menos iluminação, e elas ficam subexpostas (escuras).
Por fim, temos um reflexo do flash no vidro lá no fundo, que é bastante comum em fotos amadoras com flash (às vezes, é quase inevitável e imperceptível).

No entanto, nesta situação, utilizando o mesmo ponto de vista, a única solução seria um flash externo, que pudesse ser rebatido no teto, iluminando todas as pessoas da mesa. Uma outra opção seria elevar o ISO da câmera ao máximo, porém, por se tratar de uma câmera compacta, o ruído digital seria muito grande e indesejável.

Fotografando grupos 2
(1/60 f/4 ISO 400, com flash embutido: http://www.flickr.com/photos/henrybugalho/6560222133/)

Nesta segunda foto, temos um ponto de vista bastante parecido, mas a imagem ficou muito mais natural.
O uso do flash embutido ainda criou certos efeitos indesejáveis, como as fortes sombras, mas, mesmo assim, com um ISO mais alto e uma iluminação ambiente melhor, foi possível obter uma foto mais agradável.
Além disto, existe uma ordem na imagem que conduz o olhar, começando com a pizza no canto inferior esquerdo e seguindo pela extensão da mesa até o fim. Já é uma foto muito mais interessante.

Autorretratando o seu grupo

Grupo Boneco de Neve
(1/500 f/4.5 ISO 100, com tripé: http://www.flickr.com/photos/henrybugalho/6560363665/)

Se você é do tipo que não pode ficar fora da foto, mas também costuma ser o fotógrafo das confraternizações, você provavelmente abusará do timer de sua câmera.

Praticamente todas as câmeras compactas e Reflex possuem uma função de timer, geralmente com duas opções: de 2 e de 10 segundos.

Se você estiver fotografando um grupo e quer aparecer também na foto, acredito que, na maioria das circunstâncias, terá de programar para 10 segundos, assim você terá tempo de correr e mesclar-se com as demais pessoas.

Nestes casos, você precisará de um tripé para apoiar a câmera, ou posicioná-la em alguma superfície plana, como uma mesa, uma estante, cadeira ou até mesmo no chão, em último caso.

Fotografando grupos 6
(1/40 f/4 ISO 400, com flash externo e tripé: http://www.flickr.com/photos/henrybugalho/6560176509/)

Ao autorretratar o seu grupo, você precisa ajustar a sua câmera previamente e já compondo a imagem pensando onde você ficará na foto. Além disto, uma alternativa é fazer o ajuste do foco manualmente, pois assim você evita que, na hora de pressionar o botão do obturador, a câmera focalize em algum outro elemento que não as pessoas.

Fotografando grupos 1
(1/200 f/4 ISO 200, com flash embutido: http://www.flickr.com/photos/henrybugalho/6560231791/)

Nem sempre será possível tirar autorretratos extraordinários de grupos, ainda mais se você não tiver um tripé e/ou um flash externo, pois, neste caso, você dependerá do ambiente no qual você está.

Na imagem acima, por exemplo, tive de apoiar a câmera sobre o balcão da cozinha e, por isto, apareceu aquela coisa (que não sei o que é) no canto inferior esquerdo que, para mim, é uma grande distração na imagem. Além disto, se houvesse a possibilidade, também teria tirado a foto de costas para aquela janela ao fundo, pois isto facilitaria a exposição e deixaria a foto mais bonita.

E, como você deve ter percebido nas imagens mostradas, um flash externo faz bastante diferença na qualidade da iluminação.

Considerações finais

Megaencontro dos Mãos-de-Vaca em São Paulo
(1/60 f/4.5 ISO 200, com flash embutido: http://www.flickr.com/photos/henrybugalho/4828614991/)

E não se esqueça que, nestas festas e confraternizações, você está lá para se divertir, rever a família e os amigos. Não precisa ficar tão histérico tirando fotos de tudo. Nestas situações, a fotografia é apenas uma maneira de registrar estes momentos juntos, para relembrarem no futuro.

A não ser que você esteja trabalhando, então é outra conversa!

Fotografando grupos 3
(1/200 f/4 ISO 400, com flash externo: http://www.flickr.com/photos/henrybugalho/6560205467/)

E só um lembrete: se você pedir para alguém, o tio, a prima ou o cunhado, tirar uma foto do grupo com sua câmera ultramodernosa, faça um favor para ele: ponha no Modo Automático.
A foto até pode não ficar das melhores, mas ninguém é obrigado a saber mexer no seu equipamento, só você mesmo.

Um feliz Natal e que o próximo ano seja ainda melhor do que este!


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quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Fotografia: o básico do básico

Henry Bugalho e uma Pentax K1000

Então você comprou a sua primeira câmera Reflex?

Muito bom! Agora você tem tudo que precisava para sair tirando lindíssimas fotos por aí, certo?

Errado! Antes de tudo, antes de tudo mesmo, assim que você abrir a caixa da câmera, você tem de...

Ler o Manual da Câmera

Eu não me canso de insistir e repetir, você precisa entender como sua câmera funciona e isto só será possível lendo o Manual do Fabricante. Não existe atalho para este passo.

É óbvio que, assim que você desempacotar sua câmera nova, você vai querer brincar com ela, tirar várias fotos, montá-la e desmontá-la, mas, por favor, no final do primeiro dia, sente-se por uma meia hora e leia o manual do começo ao fim!

E ali que você descobrirá todas as funções da câmera, como controlar a velocidade do obturador (shutter speed), o ISO e a abertura de diafragma (aperture), e várias outras funções que você nem imaginava que existia.

Pois não adianta você sair perguntado às pessoas (e isto inclui a mim): "onde controlo a função tal da minha câmera?"

Existe trilhões de modelos de câmeras fotográficas no mercado e, muitas vezes, a posição dos botões e as funções mudam drasticamente de um modelo para outro.

Assim, repito: LEIA O MANUAL!!!

Ponha a alça no pescoço

Fotografia: o básico do básico
(Foto por: Denise Nappi)

A alça da câmera não é enfeite (acho que já disse isto antes).

Pô-la ao redor do pescoço é a sua maior garantia que você não deixará a câmera cair nem a esquecerá em algum banco de restaurante. Antes que você pergunte: sim, eu sou do tipo que, se paro para comer alguma coisa, a câmera vai comigo, dependurada.
Certa vez ouvi de um americano que ele havia esquecido a Reflex dele dentro de um trem na Europa. Isto jamais ocorreria comigo, pois a câmera sempre está no pescoço. Sempre!

Aprendendo a segurar a câmera

Fotografia: o básico do básico
(Segurando a câmera para orientação paisagem)

O modo mais fácil e instantâneo para distinguir um completo leigo de alguém que sabe usar uma Reflex é como ele segura a câmera.

A mão esquerda deve ficar embaixo da lente, dando sustentação à câmera e servindo para dar zoom e/ou controlar o foco.
A mão direita sustenta lateralmente a câmera, enquanto o dedo indicador fica posicionado sobre o botão que dispara a câmera, e também controla o dial do obturador.

Fotografia: o básico do básico
(Segurando a câmera para orientação retrato)

Se sua câmera tiver o controle da abertura da lente nas costas da câmera, como alguns modelos mais avançados, é o polegar da mão direita que realiza este controle.

Este é o modo correto para segurar uma câmera Reflex, independentemente de marca ou modelo, analógica ou digital e, assim que você se acostumar, será muito difícil retornar aos maus hábitos anteriores. Inclusive, será até um pouco antinatural tirar foto com câmeras compactas.

E lembre-se, sempre opte por fotografar enquadrando através do visor ótico da câmera, pois é como sua câmera está "vendo" a imagem.

Filtros

Fotografia: o básico do básico
(Filtros UV e polarizador. Foto por: Denise Nappi)

Os filtros devem ser comprados no mesmo instante em que você comprar a câmera ou uma lente nova, um para cada lente que você possuir.

O filtro básico é o UV, que reduz a incidência de raios ultravioletas numa fotografia. No entanto, o uso básico do filtro UV é mais para proteger os elementos frontais da lente, de riscos, arranhões ou batidas, do que qualquer outra coisa.

A lógica é simples: uma lente boa pode custar mais de mil dólares, um filtro mediano não custa mais do que 30 dólares. O que você prefere ter de comprar de novo, uma lente de U$ 1000 ou um filtro de U$ 30?

Eu prefiro comprar um filtro novo...

Existem vários tipos de filtros diferentes, polarizador, de densidade neutra, de correção de cor, para aumentar contraste, e assim por diante. No entanto, na era digital, quase tudo pode ser feito ou corrigido no pós-processamento, então estes outros filtros são dispensáveis.

Eu não gastaria meu dinheiro com isto e não recomendo que você faça.

Quando deixar o filtro na lente?

Os filtros UV ficam nas minhas lentes 99% do tempo. Eu só retiro o filtro para fotografia noturna, ou às vezes em ambientes internos, pois as luzes podem refletir internamente na lente e causar uns pontos estranhos na fotografia. Mas, assim que eu tiro a foto, coloco novamente o filtro.

Parassol (Hood)

Fotografia: o básico do básico
(Foto por: Denise Nappi)

O parassol não tem nada a ver com tomar um chopinho gelado na praia, é aquele acessório preto que se vê na frente de algumas lentes.

A função básica é obstruir a incidência lateral da luz na lente, que causa o famigerado flare, uma ou mais bolas de reflexo numa fotografia.

Post Office
(Está vendo o flare no canto superior esquerdo da foto, aquele círculo mais claro?)

O flare é bastante controverso, pois enquanto pode ser indesejado na maioria das circunstâncias, também pode ser um estilo fotográfico bastante charmoso.

Fotografia: o básico do básico
(Lente com o parassol. Foto por: Denise Nappi)

Mesmo assim, o parassol, ou hood, deve ser utilizado para evitar o flare indesejado, além de dar uma visual superfodástico para sua lente (e também serve para dar na cabeça dos intrometidos que se enfiarem na frente da sua foto)!

Kit de Limpeza

Fotografia: o básico do básico
(Foto por: Denise Nappi)

Assim que você comprar sua câmera, é bom também comprar um kit de limpeza básico, que venha com uma flanelinha, um líquido não-corrosivo e uma bombinha para soprar ar.

Com a flanelinha e com o líquido, você poderá limpar a lente, os filtros e o visor digital da câmera, deixando-os brilhando. Já a bombinha de ar serve para limpar o espelho interno da câmera e soprar qualquer partícula que esteja presa no sensor da câmera (isto se a câmera não for autolimpante).

Jamais molhe ou toque com a flanela ou com a bombinha as partes elétricas ou o sensor da câmera!

Não precisa ter mania de limpeza. Limpe a lente assim que você ver que ela está suja, com marca de dedos, e assim por diante, e o restante quando você julgar necessário. Geralmente, eu sempre dou uma limpada na câmera depois de fotografar na praia, ou quando pego muito vento, pois sei que terá areia ou poeira na câmera.

Flash embutido ou flash externo?

Fotografia: o básico do básico
(Foto por: Denise Nappi)

A não ser que você pretenda cobrir eventos, como casamentos, festinhas de crianças ou batizados, não sei se um flash externo (external flash) seja necessário logo de cara.

O flash embutido (built-in flash) da câmera não é lá essas coisas, mas é muito melhor do que o flash de câmeras compactas e, com certeza, é melhor do que tirar foto no escuro.

Já o flash externo proporciona uma liberdade criativa imensa, mas também necessita muito estudo e dedicação para dominá-lo. Se você é um principiante, já terá de estudar fotografia básica, o que lhe tomará bastante tempo. Deixe o estudo de iluminação artificial mais para adiante.

Para o uso cotidiano, o flash embutido cumpre bem o papel, mesmo que limitado.

Por fim, leia todo o curso introdutório de fotografia do Cala a Boca e Clica!

Agora que você já sabe o básico do básico, resta começar a estudar e ler todo o curso introdutório de Fotografia aqui do nosso site, realizar os exercícios e tirar as suas dúvidas conosco.

Abraços e boas fotos por aí!



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