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quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Fotografando com o IPad, quando a conectividade se une à falta de senso do ridículo


Não vou mentir dizendo que nunca havia visto ninguém fotografando com um tablet antes. Inclusive, quando comprei o meu, tirei algumas fotos para testar a qualidade da câmera.

No entanto, na minha viagem mais recente à Roma, vi algumas cenas perturbadoras: não eram um nem dois turistas, mas vários fotografando com IPad (ou com tablets de outros fabricantes).

Primeiro, você se espanta com isto, depois começa a pensar quão ridículo é.

As vantagens de se fotografar com um tablet

Só consigo pensar em uma: conectividade.

Com um IPad ou tablets em geral, você pode fotografar e enviar a imagem quase que instantaneamente para a internet, para fazer seus amigos morrerem de inveja das suas viagens incríveis.

E só...

Mesmo assim, você necessita de um tablet com 3G ou que haja conexão wireless onde você estiver. Aliás, você pode usar seu smartphone para isto, com praticamente a mesma qualidade de imagem, com bem menos esforço.

As desvantagens de se fotografar com um tablet

Todo o resto.

1 - os tablets são grandes e desengonçados para servirem como câmeras fotográficas;

2 - a qualidade ótica da maioria das câmeras compactas, ou de compactas avançadas são superiores às câmeras dos tablets. Em comparação às Reflex então, a competição é totalmente desleal.

3 - as configurações das câmeras fotográficas dos tablets são praticamente zero. Até dá para controlar o equilíbrio de branco (white balance), a exposição e alguns outros ajustes. Mesmo assim, geralmente não há controle de zoom, muito menos qualquer tipo de função manual. Se você deseja aprender a fotografar, certamente precisará mais do que um tablet tem a oferecer.

4 - alguns aplicativos, como o Instagram, podem ajudar a dar um visual legal nas fotos, mas não equivalem ao que você poderia fazer num programa de edição de imagens.

É possível tirar boas fotos com um tablet?

Se você já acompanha este blog, deve saber que, para mim, o maior segredo de uma foto é o fotógrafo. Um bom fotógrafo é aquele capaz de usar a melhor câmera disponível do mercado, ou até mesmo uma camerazinha de celular.

Isto quer dizer que é possível tirar fotos decentes com tablets, sem dúvida. Abaixo estão dois exemplos:



Mesmo assim, a maioria das fotos que vi feitas com IPads ou com tablets não me impressionaram. Inclusive, não consigo nem imaginar como alguém consegue compor uma bela imagem com um trambolho desengonçado daqueles...

Por outro lado, já vi algumas imagens incríveis feitas com IPhones, ou seja, se esta é a sua onda, está aí uma alternativa.

Como isto parece estar se tornando uma tendência, gostaria de saber a sua opinião.
O que você pensa sobre o assunto? Tem alguma experiência fotografando com tablets? Como foi?


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terça-feira, 31 de julho de 2012

O Milagre da Longa Exposição


Se você já tentou fotografar à noite, deve ter descoberto que existem dificuldades particulares quando há pouca luminosidade, e que pode ser muito complicado obter fotos que não estejam tremidas.

Você se lembra da tríade velocidade do obturador/abertura de diafragma/ISO?

Então sabe que, quanto menor for a iluminação ambiente, mais lenta terá de ser a velocidade, maior a abertura e mais alto o ISO, caso desejemos uma fotografia bem exposta.

O que veremos agora é um caso muito especial de fotografia, conhecida como Longa Exposição.

Basicamente ela consiste numa imagem criada com velocidades do obturador bastante lentas, que faz com que o sensor da câmera capture mais luz por muito mais tempo.

O que eu necessito para uma fotografia de longa exposição?


Velocidade do obturador
Antes de tudo, você necessita de uma câmera que possua Modo Manual e que o permita a menor velocidade do obturador possível (por exemplo, 30 segundos), ou com a opção "bulb", quando o obturador fica aberto pelo tempo que você desejar.
A maioria das câmeras Reflex pode ser programada para fotografar em longa exposição, e várias compactas avançadas também.

Tripé
O segundo acessório essencial é um tripé, ou uma superfícia plana onde você possa apoiar sua câmera. Se suas fotos noturnas ficam sempre borradas é porque você não tem respeitado a seguinte regrinha básica: para se fotografar segurando a câmera, a velocidade do obturador mínima deve ser igual ou superior à distância focal de sua lente para se obter uma foto nítida.
Isto quer dizer que, se você estiver fotografando com uma lente de 100mm, a velocidade mínima para a foto não ficar tremida será 1/100 ou superior. 1/50 para uma lente 50mm, ou 1/30 para uma lente 35mm.
No entanto, à noite pode ser difícil encontrar as condições necessárias para uma velocidade do obturador rápida.

Isto não significa que será impossível fotografar uma foto nítida segurando a câmera com velocidades mais lentas, pois alguns fotógrafos tem pulso firme e cada um tem uma técnica própria para que a foto não fique tremida. No entanto, será MUITO difícil que você consiga uma foto nítida numa exposição de 5 segundos, por exemplo.

Existem tripés de todos os tamanhos e preços. Tome cuidado: quando for procurar um tripé, compre um que seja específico para máquinas fotográficas, pois os que são para filmadoras não permitem o ajuste para modo retrato, somente para paisagem. Também evite comprar tripés muito frágeis e que talvez quebrem com facilidade, para não ter de ficar comprando um atrás do outro.

Disparador remoto
Quando se trata de longas exposições, qualquer vibração, mesmo do vento ou a de apertar o botão da câmera, pode fazer com que a imagem fique ligeiramente tremida.
Para evitar isto, um disparador remoto é bastante útil, principalmente porque você pode travá-lo e, em bulb, você pode deixar o obturador aberto por quanto tempo desejar, até por horas, se for o caso.
Agora, se você não possui um disparador remoto, o ideal é usar o timer da câmera para 10 segundos. Assim, você aperta o botão e, depois de 10 segundos, a câmera já terá parado de vibrar.

Entendendo a fotografa de longa exposição


Enquanto houver luz é possível fotografar, mesmo que leve horas para a câmera capturar a exposição correta.
Veja estas duas imagens acima, da vista de minha varanda à noite.
Ambas as fotos foram tiradas em ISO 100 e abertura em f/8.
A primeira, com velocidade do obturador de 1.3 segundos é exatamente como a paisagem se parece ao olhar humano, é aquilo que vemos.
Já na segunda foto, com velocidade do obturador de 918 segundos (ou seja, mais de 15 minutos de exposição), temos uma paisagem tão iluminada que parece como se fosse pouco antes do pôr do sol.
Se você ampliar as imagens, verá uns riscos brancos no céu da segundo foto: aquilo ali são as estrelas em movimento, pois com o obturador aberto por tanto tempo, o sensor capturou o rastro das estrelas em seu percurso, assim como na foto no topo capturamos as luzes dos carros na rua.

Nas duas fotos acima, tiradas com ISO 100 e f/4, temos o mesmo cenário com duas velocidades do obturador diferentes.
Na primeira, que é como o olho humano enxerga, em velocidade de 1.3", só vemos alguns pontinhos luminosos num breu quase total.
Na segunda imagem, em velocidade de 90 segundos, todos aqueles pontinhos luminosos se tornaram casas, postes de rua e carros em movimento.


Nesta terceira sequência, todas tiradas em ISO 100 e f/4, temos três fotos tiradas em longa exposição. A primeira em 77 segundos, a segundo em 365 segundos e a última em 619 segundos.
Perceba a diferença de luminosidade entre as fotos e quão clara a última ficou.

A dificuldade da longa exposição é que você não tem como prever como a foto ficará enquanto não houver aguardado todos os segundos ou minutos de exposição, pois o fotômetro da câmera é de pouca serventia em condições de baixa luminosidade.
Além disto, você geralmente optará por fotografar em ISO 100 ou o menor ISO possível, pois terá fotos com pouco ou nenhum ruído digital, extremamente nítidas e belas.

Alguns exemplos de fotografia de longa exposição


Esta imagem do panorama urbano de Nova York foi obtida com uma velocidade de 1 segundo, que já é uma exposição longa, mas, como se tratava de um cenário bastante iluminado, não havia necessidade de um tempo muito prolongado.
Foi usado um tripé e um disparador remoto.


Foto da Ponte do Brooklyn tirada em 1.3 segundos, com tripé e disparador remoto.


Paisagem noturna da Perúgia, na Itália, em 20 segundos, com tripé e disparador remoto. Tempo o suficiente para capturar o brilho das estrelas, mas sem deixar aquele rastro delas.


Foto tirada num lago em Taiwan, em 5 segundos.
Este foi um cenário problemático, pois eu estava sem tripé e tiver de apoiar a câmera numa mureta. Para que os barcos não ficassem borrados por causa do movimento da água, nem que o restante do cenário ficasse tremido pelo meu movimento do braço segurando a câmera sobre a mureta, tive de optar por um ISO alto e uma velocidade do obturador mais rápida.


Torre de uma igreja em Santiago do Chile, tirada em 30". Como eu não tinha tripé, apoiei a câmera numa grade que havia na janela e usei o timer da câmera para dispará-la.

Exercícios práticos

1 - utilizando sua câmera em Modo Manual, ISO 100 e abertura de f/8, usando um tripé ou apoiando sua câmera sobre uma superfície plana, tire três fotos noturnas:

a - em velocidade do obturador em 1 segundo;
b - em velocidade do obturador em 15 segundos; e
c - em velocidade do obturador em 30 segundos.

Qual delas ficou melhor?

2 - se possível, encontre um cenário urbano, com prédios e com ruas movimentadas, e tire três fotos:

a - em velocidade do obturador em 1 segundo;
b - em velocidade do obturador em 15 segundos; e
c - em velocidade do obturador em 30 segundos.

Qual delas ficou melhor? Alguma delas ficou clara de demais? Conseguiu capturar os rastros de luzes dos carros passando?

3 - Compartilhe conosco o resultado de seus experimentos com longa exposição em nosso grupo do flickr
http://www.flickr.com/groups/calabocaeclica/



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quinta-feira, 31 de maio de 2012

O que é crop factor e qual é o efeito dele em suas fotos?


Crop factor, ou fator de multiplicação, é um termo usado para designar a proporção da área da imagem em relação ao formato de referência, isto é, 35mm, que era o formato usado por muitas câmeras de filme.

Crop factor de 1, ou full frame, significa que a área da imagem é igual a de uma câmera 35mm, enquanto que um crop factor de 1.6 significa que a área da imagem é menor, quer dizer, o campo de visão de sua câmera será reduzido (foto acima, em vermelho área de uma câmera 35mm, em azul, área com crop factor).

Minha câmera é full frame (35mm) ou "cropada"?

Se você está se fazendo esta pergunta e você tem uma câmera digital, então é muito provável que o sensor de sua câmera tenha algum tipo de crop factor, ou a expressão horrorosa que vejo muitos usando, ela é "cropada"...

Câmeras full frame, ou com sensores com proporção equivalente à câmeras 35mm, são caríssimas, geralmente para uso profissional, e são poucos os amadores que podem se dar o luxo de carregar uma por aí.

Se você tem uma Reflex introdutória, você deve ter uma câmera com crop factor de 1.6 ou de 1.5, que são os formatos mais usados pela Canon e Nikon.

Alguns modelos podem possuir crop factor de 1.3, mas são mais incomuns.

câmeras compactas possuem outras proporções, como crop factor de 2 ou superior, ou seja, a área da imagem é ainda inferior.

E como isto me afeta na prática?

Depois de todo este blablablá teórico, o que importa é como isto vai afetar suas fotos na prática, então, para isto, apresentaremos três exemplos.

Tenho duas câmeras com crop factors diferentes, uma de 1.3 e outra de 1.6. Apesar de ser uma diferença pequena no campo da imagem, você poderá perceber claramente o efeito nas fotos, e poderá imaginar como este efeito seria ainda maior entre um crop factor de 1.6 para uma câmera full frame.

Na prática, o crop factor aumentará a distância focal de sua lente, e é por isto que também é conhecido como fator de multiplicação, pois você deverá multiplicar o valor do crop factor pela distância focal da lente.
Por exemplo, se você tem uma lente 50mm (isto é, equivalente a 50mm numa câmera full frame), para saber a distância focal real em sua câmera "cropada", você deverá multiplicar o crop factor pela distância focal.

50mm x 1.6 = 80mm

Neste exemplo, a sua lente de 50mm equivalerá, num sensor com crop factor de 1.6, a uma lente de 80mm, ou seja, de uma lente normal ela passará a uma telefoto.

Veja as comparações abaixo:

(clique na imagem para ampliá-la)

Aqui, há duas fotos com crop factor diferentes usando uma lente 17mm. Na primeira foto, com crop factor de 1.3, a lente de 17mm equivale a uma de 22mm, enquanto na segunda, com crop de 1.6, equivale a 27mm.
Repare como o campo da segunda imagem é um pouco reduzido em relação à primeira.

(clique na imagem para ampliá-la)

Já nesta segunda comparação, temos duas fotos tiradas com uma lente de 70mm. Em crop 1.3, equivale a 91mm, e em 1.6 a 112mm.

(clique na imagem para ampliá-la)

Por fim, nesta última comparação, temos uma lente de 300mm, que em 1.3 corresponde a 390mm, e em 1.6 a 480mm.

Como o crop factor pode ajudá-lo ou atrapalhá-lo?

Uma câmera com crop factor pode atuar a seu favor ou contra, dependendo da situação na qual você se encontra.

Se você necessita do maior ângulo possível de uma imagem, com uma lente grande-angular ou fisheye, você obterá os melhores resultados com câmeras full frame, ou com crop factor menores.

No entanto, se você estiver fotografando objetos distantes com lentes telefoto, um crop factor maior expandirá o alcance de sua lente, aumentando a distância focal. Por exemplo, se você tem uma lente de 500mm com crop factor de 1.6, sua lente equivalerá a uma lente de 800mm, o que é bastante!

E jamais se esqueça que, quando estiver fotografando em Modo Manual sem tripé, a velocidade do obturador mínima deve equivaler à distância focal da lente, para evitar que a foto fique borrada. Isto é, com uma lente de 70mm em full frame, a velocidade mínima deve ser de 1/70, mas se for uma 70mm em crop de 1.6, a velocidade mínima deverá ser de 1/100.

Outro efeito do crop factor é o aumento da profundidade de campo da imagem, ou seja, você obterá um desfocado com grandes aberturas muito mais evidente em câmeras full frame do que em sensores com crop factor.


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sexta-feira, 16 de março de 2012

A câmera fotográfica, este bicho desconhecido


Recentemente, recebi uma pergunta neste blog que me deixou um pouco encafifado. Aparentemente, muita gente, incluindo profissionais de fotografia, não entendem e não conhecem a câmera que utilizam.

É por isto que repito à exaustão que ler o manual da câmera deveria ser o primeiro passo. Mesmo se você já é um profissional experiente, mas trocou de equipamento, modelo ou marca de câmera, você deve sentar-se e ler o manual, descobrir se houve alguma mudança de funções, quais são as possibilidades e recursos dela.

Para alguns, no entanto, basta saber onde fica o botão de liga e desliga, onde fica o Modo Automático, e onde se vê e apaga a foto. Se você NÃO é um destes, então você estará pronto para aprender fotografia pra valer!

Apenas como uma referência para novatos e gente do ramo, segue um checklist de quais funções ou atributos de uma câmera você deve conhecer e saber onde fica (e isto vale para câmeras Reflex e, em alguns casos, para compactas também).

Se você tiver alguma dúvida sobre o que cada uma destas funções quer dizer, talvez devesse conferir o Curso de Introdução à Fotografia do Cala a Boca e Clica!


Botão do obturador

Este é o botão que você aperta para tirar a foto, geralmente fica no topo da câmera, do lado superior direito, mas esta nem sempre é a regra.
Atualmente, este botão também serve para ajustar o foco automático, pressionando-o pela metade.

Dial do obturador

Este é o controle da velocidade do obturador, ou seja, a função que lhe permitirá congelar o movimento ou deixá-lo borrado.
Em algumas Reflex, ele fica um pouco atrás do botão do obturador, em outras para frente, ou em algumas compactas num dial multifuncional nas costas da câmera.

Em câmeras antigas de filme, ou em alguns modelos digitais retrô, há um dial no topo com as diferentes velocidades padrões do obturador já indicadas.

Dial da abertura de diafragma

Para Reflex introdutórias, ou seja, modelos mais simples de Reflex, talvez você utilize o mesmo dial para o obturador, mas pressionando simultaneamente um outro botão nas costas da câmera (Av, nas câmeras Canon).
Para modelos mais avançados, há um outro dial nas costas da câmera para controlar a abertura de diafragma, que também serve para navegar nos menus da câmera.

Em algumas compactas, é o mesmo dial para abertura e obturador, nas costas da câmera.

No entanto, se você estiver utilizando lentes manuais da época de filme, a abertura de diafragma é controlada por um anel diretamente na lente.

Botão do ISO

Em câmeras Reflex, o botão de ISO estará no corpo da câmera, em alguma posição de fácil acesso.
Mas em câmeras compactas, você provavelmente terá de acionar esta função em algum menu, onde você poderá controlar a sensibilidade à luz.

Controle de foco

Em lentes automáticas, o controle de foco pode ser feito de duas maneiras: 1 - pressionando o botão do obturador pela metade até que o elemento desejado esteja nítido, ou 2 - ativando o uso manual na lente e girando o anel de foco na parte dianteira da lente.

No caso de lentes manuais, o ajuste só é possível através do anel na lente.

Distância focal

É importantíssimo saber qual é a distância focal da lente que você utiliza, pois os efeitos óticos das lentes criam imagens muito diferentes. Sua lente é uma grande-angular, uma lente normal ou telefoto?

Para saber isto, primeiro você terá de saber qual é a distância focal da lente e isto pode ser descoberto ao olhar na parte da frente da lente, ou ao redor na parte dianteira dela. Você encontrará um número, como 50mm, 100mm, 18-55mm, e assim por diante.
Esta é a distância focal da sua lente.

Agora, para descobrir qual é a tipo da lente, você tem de saber qual é o crop factor do sensor (que recorta uma parte do campo de visão da lente) de sua câmera, pois os valores de referência de distância focal baseiam-se nas antigas de câmeras de filme (35mm).
A maior parte das Reflex introdutórias possui crop factor de 1.6x ou 1.5x, já os modelos mais avançados podem ter 1.3x ou ser full frame, isto é, sem corte.
Após descobrir isto, você multiplica o valor do crop factor pelo número de distância focal indicado em sua lente e voilá! Você obterá a distância focal daquela lente em sua câmera.

Por exemplo:
Uma lente 50mm (normal) numa Reflex com crop factor 1.6x equivale a uma lente de 80mm (telefoto).
Já uma lente de 35mm (grande-angular) em crop factor 1.6x equivale a uma lente de 56mm (normal).

Já em câmeras compactas, o bagulho fica nervoso, pois são sensores com tamanhos muito diferentes, então fica difícil dizer com certeza a que aquela distância focal se refere.

Valores únicos, como 50mm, 35mm, 80mm, 300mm indicam que são lentes fixas, ou seja, sem zoom. Comumente, são lentes com qualidade ótica superior e mais em conta.
Enquanto que lentes como 18-55mm, 24-105mm, 70-200mm indicam que são lentes de zoom. São lentes mais versáteis, mas boas lentes de zoom costumam custar os olhos da cara.


Abertura de diafragma máxima da lente

Esta também é uma informação que você pode encontar na lente.
Por exemplo, uma lente 50mm f/1.8 tem a abertura máxima de f/1.8, que é uma grande abertura. Uma lente 70-200mm f/4, a abertura de diafragma máxima é de f/4 em todas as distâncias focais.

Contudo, se você encontrar uma numeração como a seguinte, comum nas lentes do kit de Reflex, 18-55mm f/3.5-5.6, isto quer dizer que a abertura máxima varia de acordo com a distância focal. Em 18mm, a abertura máxima é f/3.5, e ela vai reduzindo até f/5.6 em 55mm, ou seja, você JAMAIS conseguirá fotografar, com esta lente, em 55mm com abertura de f/3.5.

Equilíbrio do Branco/White Balance

Em câmeras Reflex, o botão de equilíibrio do branco/white balance será de fácil acesso (WB em câmeras Canon).
Todavia, em câmeras compactas, você talvez tenha de procurar esta função em menus.

Porém, se você fotografar em formato .RAW, ao invés de .JPEG, você pouco utilizará o equilíbrio de branco.

O indicador do fotômetro


Esta a uma das informações mais importantes para quem fotografa em Modo Manual, pois este é o medidor de luz e o ajudará a ajustar sua câmera para uma exposição correta.

Em câmeras Reflex, você avistará o medidor do fotômetro em alguma das laterais do visor ótico, no visor atrás da câmera, e em alguns modelos mais avançados em mostradores no topo da câmera.

Em compactas, você encontrará o medidor do fotômetro no visor digital atrás da câmera, se houver Modo Manual.

Conclusão

Você precisa conhecer bem seu equipamento para utilizá-lo corretamente.
Se você é um fotógrafo amador, o ideal é sempre adquirir sua câmera antes de fazer as viagens, pois o pior que você pode fazer é estragar suas fotos por não saber como utilizá-la.

Se você é profissional, jamais vá a um evento ou trabalho sem antes ter aprendido todas as funções da câmera, bem como os acessórios. Se você está sendo pago, é preciso ser muito mais prudente.

Conhecer seu equipamento é uma obrigação de qualquer fotógrafo, pois somente assim que você poderá explorar todo o potencial dele.


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domingo, 8 de maio de 2011

Introdução à Fotografia 10 - os Modos da Câmera

Dial canon XSI

As câmeras Reflex e algumas compactas possuem diferentes modos para se fotografar, tais como automático, manual e outros para diferentes situações de luminosidade ou estilos de fotografia.

Automático (Auto Mode)
No modo automático, o retângulo verde no dial*, a câmera determina qual é a melhor configuração de velocidade de obturador, abertura de diafragma e ISO sem nenhuma intervenção do fotógrafo. É a câmera que decide qual é a melhor exposição de acordo com a medição do fotômetro, por isto, como vimos, nem sempre obtemos a melhor foto.
Neste modo, se a câmera detecta pouca luminosidade, o flash embutido se abre automaticamente. Se você quiser fotografar sem flash, há um Modo Automático Sem Flash (que é um retângulo com um raio riscado), assim, o flash não se abre de maneira automática.
Sinceramente, não vejo nenhuma razão para alguém fotografar em Modo Automático com uma Reflex. Se a pessoa não está interessada em ter maior controle sobre as configurações da câmera, uma compacta já seria mais do que suficiente.

Modos Criativos (Creative Modes)
Os Modos Criativos das câmeras ajustam as configurações de velocidade de obturador, abertura de diafragma e ISO de acordo com diferentes situações.
Por exemplo:

- no modo "Esporte" (o homenzinho correndo) a câmera selecionará velocidades de obturador mais rápidas para poder congelar o movimento;
- no modo Macro (a flor) a câmera escolherá a melhor configuração para se fotografar objetos pequenos ou muito próximos da câmera;
- no modo Paisagem (as montanhas) a câmera ajustará a abertura de diafragma para deixar todos os elementos do quadro em foco;
- no modo Retrato (a carinha) a câmera utilizará a melhor configuração para se fotografar pessoas;
- por fim, no modo Retrato Noturno (a pessoa com uma estrela atrás) a câmera decidirá qual o melhor ajuste para se fotografar uma pessoa à noite. 

Estes modos criativos nada mais são que um Modo Automático um pouco mais espertos, dedicados a certas ocasiões. Em câmeras compactas, ainda é possível encontrar outros modos criativos, como Fogos de Artifícios (fireworks), Luz de Vela (Candlelight), Longa Exposição (Long Exposition) e assim por diante.
Já não é um uso tão básico, mas eu também não recomendaria a qualquer um interessado em aprender fotografia.

Os Modos Automático, Criativos e Automático sem Flash só fotografam em formato .JPEG, não possuem a opção de se fotografar em .RAW, um formato não comprimido que registra todas as informações originais da foto.

Program Mode (P)

Cierro Santa Lucia, Santiago, Chile

Neste modo, a câmera funciona, à princípio, como no Modo Automático, ajustando as configurações de velocidade do obturador e da abertura de diafragma de acordo com a medição do fotômetro.
No entanto, o Program Mode também permite que o fotógrafo altere as velocidades do obturador OU da abertura de diafragma, sendo que a outra configuração se ajustará automaticamente. O ISO é selecionado pelo próprio fotógrafo.

Por exemplo, numa determinada situação num dia ensolarado, a câmera em Program Mode (P) ajusta as configurações, para ISO 100, em 1/125 e f/16.
No entanto, se você desejar uma velocidade de obturador mais rápida, como 1/250, neste modo, a câmera automaticamente ajustará a abertura de diafragma para f/11 assim que você alterar a velocidade.
Agora, se você desejar uma abertura de f/8, a câmera em Program Mode ajustará a velocidade de obturador para 1/500.
Já é um grande passo para quem deseja a ter algum controle sobre como ficará sua foto.

Prioridade de Obturador/Shutter Priority (Tv)
Neste modo, o fotógrafo seleciona qual a velocidade do obturador e ISO desejados e a câmera ajusta a melhor configuração de abertura de diafragma de acordo com o fotômetro.
Ótima configuração para se fotografar pessoas, animais ou objetos em movimento, pois a velocidade do obturador permanece fixa, enquanto a abertura se modifica de acordo com a luminosidade da cena.

Prioridade de Abertura/Aperture Priority (Av)
Neste modo, o fotógrafo seleciona qual a abertura de diafragma e ISO desejados e a câmera ajusta a melhor configuração de velocidade do obturador de acordo com o fotômetro.
Esta é uma boa configuração para retratos ou fotos de paisagens, pois se determina qual é a abertura desejada, e a câmera ajusta a velocidade do obturador de acordo com a luminosidade da cena.

Modo Manual/Manual Mode (M)

Parque das Aguas Magicas, Lima, Peru

Este é o modo que utilizo 99,9% das vezes, pois nele o fotógrafo tem controle total da velocidade do obturador, da abertura de diafragma e do ISO, ajustando estas configurações de acordo com a proposta de sua fotografia.
Via de regra, você utilizará o medidor do fotômetro como indicativo da exposição correta e realizará ajustes posteriores caso necessário.
À princípio, pode levar um tempo até se acostumar a fazer todos os ajustes manualmente, mas depois você passará realizá-los de maneira quase espontânea. É preciso insistir!

Modo A-Dep
Neste modo, a câmera ajusta automaticamente qual é a melhor configuração de velocidade de obturador e abertura de diafragma para que todos os elementos do quadro fiquem em foco.
Acho que nunca utilizei o modo A-Dep na vida...

* - estes modos referem-se a uma câmera Reflex da Canon, em outras marcas podem ser indicados por nomes ou ícones diferentes.

Exercícios Práticos


1 - tire uma foto de um mesmo objeto, pessoa ou paisagem utilizando todos os modos de sua câmera. Compare-as e confire quais foram as configurações de abertura, ISO e obturador das fotos.
Qual delas ficou melhor, na sua opinião?

2 - tente fotografar apenas no Modo Manual, ajustando a exposição de acordo com o medidor de luz (fotômetro) da câmera.
Está conseguindo obter boas fotos, ou elas estão ficando claras ou escuras demais?

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