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quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Foto escura ou clara demais - Erros de Fotografia que todos nós já cometemos


Num mundo ideal, todos conseguiríamos ajustar as configurações manuais da câmera logo de cara, obtendo uma exposição perfeita.

Mas, na realidade, este nem sempre é o caso. Muitas vezes, a primeira foto que tirarmos servirá mais como um teste, para checarmos como ficará a foto.

Por exemplo, você vê uma cena legal, realiza os ajustes de acordo com o fotômetro da câmera (ou pela tabela sol-16) e clicar. Então, você confere a foto no visor e ela está um pouco escura (subexposta) ou um pouco clara (sobrexposta).
A partir desta leitura inicial, você terá noção de como deverá ajustar as funções. Em inglês, isto é chamado de "bracketing".

Quase todo fotógrafo terá de fazer o bracketing em certas condições, especialmente quando estamos em situações de grande contraste, com fortes sombras, com contraluz, ou em ambientes mais escuros, quando a leitura do fotômetro nem sempre é 100% confiável.
Não tem nada de errado nisto e, quando você é um iniciante na fotografia, frequentemente terá de tirar várias fotos de teste até conseguir obter a exposição desejada.

No entanto, nem sempre você poderá ficar fazendo estes ajustes. Em certas circunstâncias, se você não tirar a foto como der, perderá a imagem. Assim, poderá acabar com uma foto mal exposta.

Foto escura demais

Veja esta foto acima, tirada na estação de trem Grand Central em Nova York. Como se trata de uma situação de alto contraste, por causa daqueles janelões, a primeira exposição ficou escura demais.

Na era digital, se a exposição não estiver correta, o ideal é que ela esteja ligeiramente subexposta, pois isto permitirá uma melhor correção no pós-processamento.


Ao passarmos a foto em .JPEG pelo Photoshop, conseguimos corrigir bem a exposição, mas, se forçássemos um pouco mais, a imagem começaria a ficar ruim, pois algumas áreas era tão escuras que as informações se perderam.
Sempre lembrando que o tratamento a partir de um arquivo .RAW permite melhores resultados que de .JPEG.


Na comparação, você pode ver que, apesar de não ter ficado perfeita, a imagem ficou muito melhor após o pós-processamento.

Foto clara demais

Esta foto foi tirada na sombra e acabou ficando muito mais clara do que o esperado.
Fotos sobrexpostas são um problema em câmeras digitais, pois nas áreas brancas não há nenhuma informação para ser recuperada no pós-processamento, ou seja, a não ser que esta seja sua intenção, não dá para arrumá-las de maneira satisfatória.


Nesta segunda imagem, passamos a foto sobrexposta (.JPEG) no Photoshop, mas, como você poderá perceber, o resultado é meia boca. Além disto, ainda há uma espécie de película azul, causada pelo equilíbrio de branco incorreto.


Na comparação, é possível constatar que, mesmo com o pós-processamento, a foto sobrexposta dificulta bastante o trabalho depois.

Conclusão

Nem sempre vamos acertar a exposição de primeira.
No entanto, em câmeras digitais é sempre melhor uma foto um pouco mais escura do que clara demais, pois ainda há boas chances de você conseguir arrumá-la depois.

O ideal é fotografar em formato .RAW, tirar uma foto de teste primeiro, para depois ajustar a exposição, e clicar à vontade.


***

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sábado, 4 de fevereiro de 2012

Dominando o fotômetro de sua câmera, ou como expor melhor suas fotos


Se você já leu o artigo sobre como obter a melhor exposição, então você sabe o que é um fotômetro e como você o utiliza para medir a iluminação e ajustar a sua câmera.

Basicamente, o fotômetro é um acessório, que pode estar embutido em sua câmera ou pode ser um aparelho à parte, para maior precisão, que avalia a iluminação que entra na câmera (fotômetro de luz refletida), ou que atinge o sujeito retratado (fotômetro de luz incidente).

Não sou professor de Física e tampouco sei explicar cientificamente quais são as propriedades da luz, mas ela viaja em linha reta, seja a luz do sol ou de luzes artificiais, incide sobre as pessoas, objetos, animais ou paisagem (luz incidente) e é refletida, que é o que os nossos olhos veem: a luz refletida nas coisas. O fotômetro embutido de nossas câmeras funcionam exatamente como os nossos olhos, analisando a luz refletida.


Como já dissemos, a medição da luz poderá ser vista em sua câmera (esta função existe em todas as Reflex digitais e em algumas compactas) através de uma linha pontilhada, com os indicadores de exposição (sobrexposição +/ subexposição -). Em tese, uma foto bem exposta é quando o indicador está no meio desta linha, mas, como vimos, este nem sempre é o caso.

Mesmo assim, você pode mandar a sua câmera medir corretamente a luz, pois, em vários modelos, inclusive de câmeras mais simples, há diferentes modos de medição de luz, conhecidos como metering. Veremos como cada um deles funciona.

Evaluative metering


Está vendo aquele retângulo no canto interior esquerdo, logo acima do indicador da bateria?
Aquele ali é o indicador de qual medição você está utilizando.

Um retângulo com uma bolinha preta no meio de dois semicírculos é o símbolo de evaluative metering (Canon e Sony) ou matrix (Nikon).
Esta é a medição padrão de várias câmeras atuais e foi utilizada na primeira foto acima, da entrada da Grand Central Station. Com esta medição, o fotômetro trabalha exatamente como os nossos olhos, avaliando a iluminação em vários pontos do quadro, tentando ajustar para a melhor exposição possível.

Se você tem uma câmera compacta sem Modo Manual, é provavelmente a medição que você utiliza sem saber.

Com iluminação natural, funciona muito bem na maioria das situações, mas alguns fotógrafos preferem não utilizar esta medição, já que os resultados podem ser um pouco imprevisíveis, sem muito controle do fotógrafo.

Center weighted metering


Este é o modo que mais uso, pois ele concentra a medição da luz em entre 80% e 60% na região central do enquadramento, dando menos importância à iluminação nos cantos. Isto evita que sombras periféricas, ou a luz do sol num dos cantos afetem a medição.
O símbolo do center weighted metering é um retângulo em branco.

Spot meter


O símbolo do spot meter é uma bolinha preta dentro de um retângulo, e é a medição mais precisa possível para uma câmera fotográfica.
Nesta configuração, o fotômetro só avaliará a exposição de um ponto bastante específico no centro do quadro (1% a 5% do enquadramento) e é ótimo para situações de altíssimo contraste, nas quais você sabe exatamente qual região da imagem você quer que esteja exposta corretamente.

Para esta medição, você primeiro aponta para a região que você deseja medir, centralizando-a, ajusta as funções da câmera, e recompõe a imagem como você a deseja.

Apesar de muito útil e confiável, não é a melhor medição para o dia a dia, somente para situações bastante específicas.

Partial metering


Esta é uma medição encontrada principalmente nas câmeras Canon e é uma medição intermediária, entre spot meter e center weighted, analisando uma região entre 10% e 15% do quadro.

É também bastante útil para situações de alto contraste.

Exemplos


Na imagem acima, segue uma sequência de quadro fotos tiradas com quatro medições diferentes: partial, evaluative, center weighted e stop meter.
Todas as fotos foram tiradas em ISO 100 e abertura de diafragma em f/5.6, medindo a luz centralizando o teclado do computador, no entanto, dá para perceber que em evaluative e em spot meter estão ligeiramente mais claras do que as outras, enquanto que em partial mais escura.
Segue a configuração de velocidade de obturador para cada uma delas:

partial - 1/25
evaluative - 1/15
center weighted - 1/20
spot meter - 1/15

Você pode notar que entre algumas destas medições há uma diferença de quase um stop de iluminação, ou seja, quase o dobro da iluminação.

Enquanto que isto pode parecer tecnicalidades dispensáveis para alguns, é sempre bom saber quais são as funções de sua câmera e como utilizá-las. São estes detalhes que às vezes podem fazer bastante diferença no resultado final de sua foto.

Exercícios práticos

1 - descubra onde fica o controle do fotômetro de sua câmera (ler o manual sempre ajuda, procure por metering ou light meter) e tire diferentes fotos apontando para o mesmo tema, em Modo Manual se sua câmera possuir, com a mesma configuração de ISO e abertura de diafragma, só ajustando a velocidade do obturador, em:
a - evaluative
b - center weighted
c - spot meter (se possuir)
d - partial (se possuir)

Compare os resultados finais. Percebe alguma diferença na exposição destas fotos? Alguma delas está mais clara?

2 - faça este mesmo teste em situações de alto contraste, como silhuetas, pôr do sol ou com cenas com muitas sombras e sol forte.

E nestes casos, notou alguma diferença entre as diferentes medições?



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quarta-feira, 20 de abril de 2011

Introdução à fotografia 4 - Obtendo a melhor exposição (exposure)

Times Square

Agora você já sabe como utilizar os controles de ISO, velocidade do obturador e abertura de diafragma de sua câmera, que, como dissemos são os três princípios básicos da fotografia.

Mesmo assim, se você está se atrevendo a fotografar em Modo Manual (M), suas fotos ainda não estão ficando grande coisa, não é?

Isto porque você ainda não aprendeu como ajustar sua câmera para tirar a melhor foto. De que adianta você ajustar ISO, obturador e abertura, se não souber qual é a melhor configuração para determinadas situações?

- E como eu descubro isto? - você me pergunta.

A grande sacada é que a sua câmera lhe diz qual é, supostamente, a melhor exposição (exposure). Todas as câmeras digitais possuem um medidor de luz, chamado fotômetro (ligh meter), que recebe através da lente a luz ambiente e calcula qual é a melhor exposição.

Vejamos abaixo as informações do visor digital de uma reflex da Canon.

Exposição - Canon XSI

Você reconhece o número dentro do retângulo azul?
Exatamente, é a velocidade do obturador!

E o número ao lado, com um "F" na frente?
Isto mesmo, é a abertura de diafragma!

O ISO é autoexplicativo, é o número ao lado de onde está escrito ISO...

Agora, o que é aquela barra pontilhada logo abaixo da velocidade do obturador?

Aquilo é o fotômetro da sua câmera, ou seja, o medidor de luz.
Se a barra vertical estiver no meio, é porque o fotômetro está indicando que a exposição está correta, se a barra vertical estiver para o lado esquerdo, onde há os números -2 e -1, é porque a foto está subexposta (escura), por fim, se a barra estiver para o lado direito, onde há os números +2 e +1, é porque a foto está sobrexposta (clara).

Os números -2, -1, +1 e +2 indicam stops de exposição, ou seja, se você fotografar com a barra sobre o +1, sua foto estará 1 stop mais clara.

Este medidor de luz pode ser visto, nas câmeras Reflex, pelo visor ótico, geralmente na parte de baixo ou na lateral do campo de visão. Em algumas câmeras, o medidor também pode ser visto pelo visor digital atrás câmera ou em um pequeno mostrador no topo.

Visor Canon XSI
(Usar o visor ótico da câmera é sempre a melhor opção para um boa foto)

Eu recomendo que você aprenda a fotografar e enquadrar suas fotos através visor ótico, pois assim você está olhando diretamente através da lente da câmera, sem nenhum tipo de processamento digital, no entanto, isto vale principalmente para câmeras Reflex (com o espelho dentro).
Se sua câmera for uma compacta avançada, que tem visor digital, isto não faz tanta diferença, penso que é até melhor ver no visor maior atrás da câmera.

É este mesmo medidor de luz que permite que as câmeras automáticas tirem, na maioria das vezes, fotos boas, só que isto é tudo feito sem o controle do fotógrafo.

Já sei o que você deve estar se indagando: "se o fotômetro me indica qual é a exposição correta, e este é o mesmo princípio das câmeras automáticas, por que não fotografar apenas no Modo Automático?"

O problema é que o fotômetro nem sempre está certo. Geralmente, ele faz uma avaliação de toda a claridade que entra pela lente e faz uma estimativa do que seria a melhor exposição, porém, se você estiver diante de uma situação com muito contraste, com sol forte e sombras, por exemplo, a medição pode ser um pouco equivocada, então, você, com o controle manual da câmera, pode fazer os ajustes e obter a melhor foto.
Como existem várias situações na qual o fotômetro pode dar a medição errada, o ideal é sempre pôr a barra vertical no meio, ajustando o ISO, a abertura e obturador como for necessário, tirar a foto, ver como ela ficou e, se você perceber que ela está muito clara ou muito escura, fazer os ajustes.

Cenas Curitibanas
(1/100 f/16 ISO 400 - muito contraste pode confundir o fotômetro. É nestas horas que o fotógrafo tem de decidir qual é a melhor exposição. Foto: http://www.flickr.com/photos/henrybugalho/4842788234/)

Com a prática, você poderá se antecipar a certas situações de luminosidade e já saberá se deve pôr a barra mais para a esquerda ou para a direita, dependendo do efeito desejado.

A partir de agora, quando formos indicar a configuração utilizada para se tirar uma foto (e recomendo que você faça o mesmo), usaremos a seguinte nomenclatura: (velocidade do obturador) (abertura de diafragma) (ISO).
Por exemplo, se você estiver mostrando uma foto tirada em velocidade do obturador de 1/500, com abertura de f/8 e ISO 400, você escreverá o seguinte, abaixo da foto:

1/500 f/8 ISO 400

Você pode anotar estas informações logo após tirar a foto, ou, a maneira mais prática já no computador, clicar com o botão direito sobre a foto e selecionar "Ver propriedades", na pasta "detalhes", na seção "camera", você encontrará toda a configuração utilizada naquela foto.

Passo a passo para ajustar sua câmera de acordo com o fotômetro

1 - Assim que você for fotografar, você apontará sua câmera para o que você quer retratar e observará o medidor de luz (a barra pontilhada) e verá onde está a pequena barra vertical. Se houver muita luz, ou pouca luz, a barra pode estar num dos cantos, piscando, isto quer dizer que você terá de aumentar ou reduzir bastante o ISO, o obturador e/ou a abertura.

2 - Geralmente, eu ajusto primeiro o ISO.
a - Está um dia ensolarado e eu quero a foto mais nítida possível? Então ponho em ISO 100.

b - Já é fim de tarde e o sol está se pondo? Então ponho em ISO 200 ou 400.

c - Está de noite e estou fotografando sem flash? Então ponho em ISO 800 ou maior.

3 - Em seguida, ajusto a abertura de diafragma.
a - Se for um dia ensolarado e quero que boa parte da minha foto fique em foco, ponho em f/8, f/11 ou f/16, porém, se eu estiver tirando um retrato de alguém e quiser que apenas a pessoa esteja em foco, e o segundo plano borrado, ponho em f/4 ou até aberturas maiores, como f/2.8, f/2 ou f/1.4 (se minha lente permitir);

b - Está de noite e estou fotografando sem flash? Ponho a maior abertura possível para a lente que estou usado, f/4 ou maior.

4 - Por fim, ajusto a velocidade do obturador, pondo a barra vertical no centro do medidor de luz (fotômetro). Numa dia ensolarado, poderá ficar entre 1/100 ou 1/500, dependendo das outras configurações. Já à noite, pode ser que fique entre 1/50 ou mais lento, porém, sem flash ou tripé, existem grandes chances de a foto ficar borrada.

Exercícios práticos

1 - Descubra onde está o medidor de luz de sua câmera (fotômetro/light meter), geralmente só presente nas câmeras com Modo Manual (M). Leia o manual do fabricante se tiver dificuldades.

2 - Apontando sua câmera para o que você desejar fotografar, ajuste a configuração em Modo Manual (M) de ISO, abertura e obturador até conseguir pôr a barra vertical no centro do medidor de luz. Tire a foto.
Como ficou? Boa, escura ou clara?

3 - Ajuste as configurações da câmera até ficar no centro do medidor de luz. Tire três fotos.
a - uma com a barra no centro;
b - uma com a barra em -2;
c - uma com a barra em +2.

Confira os resultados. O medidor de luz indicou a melhor exposição, ou não?

E não deixe de compartilhar suas experiências e suas dúvidas conosco através do comentário.

http://www.flickr.com/groups/calabocaeclica/



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