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domingo, 21 de julho de 2013

Então você decidiu comprar uma câmera Reflex?

Câmera Reflex

Quer dizer que agora você resolveu comprar uma câmera Reflex?

Antes de tudo, você precisa se perguntar: para que preciso de uma câmera como esta?

E segue uma lista de possíveis motivos:

1 - porque um dia quero me tornar um fotógrafo profissional;

2 - porque adoro fotografia e quero aprender a fotografar pra valer;

3 - porque não estou satisfeito com as fotos que obtenho com minha câmera compacta;

4 - porque quero me exibir para os meus amigos;

5 - porque é legal!

Vai nessa!
Se você respondeu 1 ou 2, já é meio caminho andado.
Realmente, você não será um fotógrafo profissional se tiver apenas uma câmera compacta, pois elas são bastante limitadas em comparação a uma câmera Reflex e dificilmente você será levado a sério se aparecer com uma camerazinha que cabe na palma da mão.
E para aprender fotografia, nada melhor do que uma câmera que lhe permite controle total sobre suas funções, como ajustes de velocidade do obturador, abertura de diafragma e ISO.
Várias câmeras compactas avançadas possuem controles manuais e são uma opção se você não quiser ou não pude gastar muito, mas, com uma Reflex, você terá opções de lentes e uma versatilidade muito maior.

Reflita
Agora, se você respondeu 3, pode estar ocorrendo duas possibilidades: a - sua câmera compacta é uma porcaria mesmo, ou b - você não sabe como utilizá-la.
Como já explicamos no artigo Tirando fotos melhores com sua câmera compacta, existem muitas camerazinhas boas por aí, basta você saber extrair o que elas tem de melhor.
Sem dúvida, algumas coisas não podem ser mudadas, a profundidade de campo e a redução de ruído digital das Reflex são muito mais agradáveis do que nas compactas, mas se você tiver uma compacta boa, como vários modelos da Panasonic, da Nikon, da Canon e da Olympus, você pode aplicar todos os princípios de composição e obter belas fotos.
O segredo de uma boa fotografia é, na maioria dos casos, um bom fotógrafo.

Não se iluda, se você não souber utilizar sua câmera compacta, há grandes chances que você tenha dificuldades maiores ainda para utilizar uma Reflex e a qualidade de suas fotos poderá ser ainda pior.
É necessário estudar e aprender como usar uma Reflex para se tirar belas fotos.

Cartão vermelho
No entanto, se você respondeu 4 ou 5, pense melhor antes de gastar sua grana numa Reflex.

Elas impressionam mesmo, e quanto maior for sua Reflex, mais atenção ela chamará na rua. Isto poderá atrair ladrõezinhos, curiosos ou, se você for do tipo que gosta de fotografar pessoas na rua, poderá fazer com que você perca belos momentos espontâneos porque sua câmera é muito chamativa.
Além disto, uma Reflex pode ser pesada e se você não quiser ficar carregando um chumbo nas costas por horas durante sua viagem, é melhor reconsiderar.
É um investimento muito grande para quem quer apenas se exibir.

Nem todo o mundo tem disposição para aprender como utilizar uma Reflex e depois sai reclamando que a câmera/marca/modelo é ruim.

Como escolher uma Reflex?

Câmera Reflex

Mas o que é uma Reflex?

Uma Reflex ou SLR (Single Lens Reflex) é uma câmera com um espelhinho dentro que reflete a imagem que passa através da lente e chega até o visor ótico. Quando você aperta o botão, o espelhinho se ergue, a cortina do obturador se abre e o filme ou o sensor digital captura a imagem.
A grande vantagem de uma câmera Reflex é o fato de você estar vendo exatamente a imagem que você obterá.
No entanto, uma das desvantagens é que, quando o espelho se levanta, o visor ótico fica todo escuro por uma fração de tempo, que é o tempo para capturar a foto e a câmera retornar a seu estado inicial. Se for uma velocidade do obturador rápida, isto será quase imperceptível, mas se for uma velocidade lenta, poderão ser vários segundos sem ver nada pelo visor ótico.

Existem várias marcas e modelos de câmeras Reflex por aí, mas você provalvemente comprará - e é o que eu recomendo - uma Reflex da Canon ou da Nikon.

- E a Sony, ou a Pentax, ou a Olympus, ou sei lá o quê? - você me pergunta.

Até podem existir modelos bons destas outras marcas, mas, repito, vá de Canon ou Nikon que não haverá erro. São as melhores marcas do mercado, com a maior variedade de lentes e acessórios, e são as marcas usadas por uns 90% dos fotógrafos profissionais, chutando por baixo.

O fator crucial na hora de escolher um modelo de Reflex é quanto você pode ou quer gastar.

Uma Reflex manufaturada de um modelo anterior, com a lente do kit, pode custar a partir de uns 400 dólares e é um preço justo para quem está entrando neste mundo.
Os modelos mais recentes podem custar o dobro, mas não se deslumbre com os lançamentos. Comprar uma câmera usada ou remanufaturada é uma ótima maneira para investir seu dinheiro e ainda sobrar um pouquinho para comprar lentes.
No caso de câmeras usadas, atente para o número de cliques, pois a câmera tem uma vida útil média que varia de modelo para modelo. As Reflex introdutórias costumam ter uma vida útil de 100 mil cliques, o que é bastante, mas, se você tiver o dedo nervoso, é um prazo de uns 4 ou 5 anos de uso.

Para mim, por exemplo, não interessa se uma Reflex faz vídeos ou se pode ser usada como telefone celular. O que importa é que tire fotos e só. Se eu quiser uma câmera de vídeo, comprarei uma câmera de vídeo, não uma Reflex.

Como escolher as lentes?

Canon lenses (and a Sigma one)

Se você comprar uma Reflex Introdutória, ela provavelmente virá com a lente do kit, que não será a melhor lente do mundo, mas dará um baile nas lentes de qualquer câmera compacta no mercado.
Estas lentes do kit são lentes de zoom que partem de grande angular até uma telefoto curta, e geralmente não tem aberturas muito grandes.

Uma ótima aquisição, que pode ser feita logo assim que você comprar a câmera, é de uma lente 50mm com uma grande abertura, como f/1.8. Tanto a Canon quanto a Nikon possuem modelos acessíveis, na faixa de 100 dólares, e estas lentes são excepcionais, essenciais para muitos fotógrafos.

Durante anos, eu fotografei apenas com uma lente Canon 50mm f/1.8 e obtive imagens extraordinárias. São ótimas para situações com pouca luminosidade e a pouca profundidade de campo é impressionante.

Posteriormente, é muito possível que você sinta a vontade de comprar lentes melhores para complementar o seu equipamento, talvez uma grande-angular, uma telefoto ou até uma lente de zoom com maior qualidade. Prepare-se para pagar o preço por um upgrade como este, pois as lentes são caras, às vezes muito mais caras do que a própria câmera.

Só lembrando que lentes com distância focal fixa, isto é, sem zoom, costumam ser mais baratas e com qualidade ótica melhor do que boas lentes de zoom. Além disto, estas lentes fixas são ótimas para treinar o olhar, já que você se acostuma com aquela distância focal e é obrigado a se mover para se aproximar ou se afastar do sujeito fotografado, explorando as possibilidades e os diferentes ângulos, ao contrário das lentes de zoom, que basta girá-las para fazer a aproximação.

E depois?

Bem, depois você estará condenado!

Assim que você comprar a primeira Reflex, você vai querer lentes, trocar a Reflex por uma outra melhor, comprar flashes, comprar mais lentes, e todos os tipos de equipamentos disponíveis.

É um vício que se justificará nas fotos que você tirar.

Não lhe diga que eu não avisei.

E, para concluir, não se esqueça de ler o manual da sua câmera! Do começo ao fim...



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terça-feira, 12 de março de 2013

Minha câmera pifou! E agora?


Todo equipamento eletrônico ou mecânico tem uma vida útil e sua câmera fotográfica não é diferente.

As câmeras analógicas, pelo simples fato de serem equipamentos bem mais simples, costumavam ser muito mais duradouras e resistentes ao tempo. Inclusive, ainda hoje é possível encontrar e comprar câmeras fotográficas da década de 1920 que ainda funciona perfeitamente e que podem ser utilizadas.


Eu mesmo tenho uma pequena coleção de câmeras fotográficas antigas, como uma da década 60 e ou dos anos 70 e que, vez ou outra, uso por aí.
Para câmeras analógicas, geralmente não há muito segredo para a manutenção, porém, se você tiver algum problema sério, atualmente poderá ser um pouco complicado encontrar alguém que saiba como consertá-las.


No entanto, quando falamos de câmeras fotográficas digitais, o buraco é mais embaixo, pois, além de partes mecânicas, como a cortina do obturador, o espelho (que dá nome de Reflex às câmeras do gênero), as lâminas da abertura de diafragma da lente, entre várias outras partes móveis que permitem a obtenção da imagem, há também as partes eletrônicas, as baterias, os sensores e visores digitais, ou seja, uma série de elementos sensíveis e que podem dar pau em algum momento, graças ao uso excessivo ou também ao pouco uso.

Sua câmera se desgastará com o tempo, e isto é inevitável.

Defeito de fábrica


Se sua câmera digital for nova e ainda estiver na garantia, vários problemas poderão ser resolvidos diretamente e sem custo com a assistência técnica especializada.
A garantia padrão é de 1 ano, podendo ser extendida caso você pague à mais por isto.

Realmente, eu não saberia lhe dizer se compensa ou não pagar pela garantia extendida. Comprei algumas, mas nunca tive problemas sérios com minhas câmeras nos anos iniciais.
Penso que é muito uma questão de sorte (ou de azar), pois algumas pessoas simplesmente têm dedo podre e conseguem fazer até avião dar pane. Se você for desta espécie, então talvez compense pagar a mais pela garantia prolongada.

Obviamente que a garantia de fábrica não protege contra mau uso do equipamento, nem se ele cair no mar ou ser pisado por alguém na rua.
Se você tiver algum problema mecânico ou eletrônico durante a garantia, antes de mandar para a assistência, leia quais são os casos previstos, senão você terá de pagar pela manutenção.

Mau uso

Estes são casos que a câmera quebrou porque você se descuidou, ou por algum acidente.

Não se culpe, acidentes acontecem e o conserto dependerá muito das dimensões do estrago. Se a câmera ficar completamente estraçalhada e inutilizada, você terá de comprar uma nova, agora, se for danos pequenos, mande para um técnico, faça um orçamento e veja se compensa pagar o conserto ou investir num novo equipamento.

No meu cálculo, se o conserto custar 50% ou mais do que o valor de uma câmera equivalente nova, o melhor é comprar uma nova.

Problemas na lente

Mais do que problemas no corpo da câmera, há grandes possibilidades de ocorrer defeitos nas lentes, que são acessórios bastante frágeis e que podem ser danificados mesmo com pequenas cacetadas.

Uma vez mais, a decisão de mandar consertar uma lente ou comprar outra nova dependerá do valor total de uma lente do mesmo tipo. Se você bateu sua lente L na parede, que custa mais de 1500 dólares, e causou algum estrago, eu preferiria mandá-la para a assistência.

Agora, se você tem uma 50mm f/1.8 que custou 100 doletas, provavelmente o conserto sairá elas por elas, ou seja, talvez uma lente nova seja um melhor negócio.

Recomendações para preservar melhor seu equipamento

Não precisa ser paranóico e andar com sua câmera por aí envolta em plástico-bolha, mas alguns cuidados básicos nunca fizeram mal a ninguém.

Para sua câmera
1 - saiba quão resistente ela é ao clima, se é isolada para chuva e areia. Modelos avançados (e mais caros) costumam ser muito mais bem protegidos e duros na queda;
2 - limpe seu equipamento periodicamente. Isto evitará que ele enferruje ou que partículas se fixem no sensor digital, ou arranhem o espelho;
3 - sempre uso produtos de limpeza apropriados. Água sanitária NÃO é uma boa ideia.
4 - carregue sua câmera numa mochila apropriada e com acolchoamento, além disto, caso não seja possível, compre uma capa de neoprene, que são baratinhas;
5 - não deixe seu equipamento com crianças ou pessoas descuidadas. Basta um "mão furada" para sua câmera se espatifar no chão;
6 - antes de mandar para o conserto, confira se a bateria não acabou.

Para suas lentes
1 - use filtros UV sempre!
2 - não deixe elas largadas por aí sem as tampinhas nas duas extremidades;
3 - cuidado quando for se virar para não acertá-las na parede, ou em qualquer outra coisa;
4 - limpe-as periodicamente, ainda mais se houver ido à praia com elas.

Ter um problema com uma câmera fotográfica, que geralmente não custou nada barato, é sempre um aborrecimento, mas não há muito o que fazer: é mandar consertar, comprar uma nova, jogá-la fora ou tentar usá-la quebrada mesmo.

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quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Samsung Galaxy Camera: um tablet, um celular ou uma câmera fotográfica?


Há anos que prevejo que isto seria o futuro das câmeras fotográficas, ou pelo menos de um segmento das câmeras fotográficas.

Seja sincero e me responda: para que você usa uma câmera fotográfica hoje em dia?

Aposto que a maioria de vocês respondeu, sem hesitação: "para compartilhar com meus amigos no Facebook".

Fotografar se tornou um hábito social. Fotografamos as nossas vidas para poder dividi-las com nossos amigos, familiares, ou amores, muitos deles que estão distante de nós.

Nada mais natural que a câmera fotográfica também se transformasse e se conectasse à internet.
Isto não é novidade. Celulares com câmeras fotográficas já tem alguma história nas costas, e recentemente há uma porção de pessoas andando e fotografando com tablets por aí.
Mas qualquer um que já usou uma câmera de celular ou de um tablet e que já teve a oportunidade de fotografar com uma Reflex conhece as diferenças e as limitações daqueles equipamentos.

É neste ponto em que a Samsung resolvou atacar com a Samsung Galaxy Camera. Esta criatura é um tablet, assim como qualquer outro Samsung Galaxy, e também um telefone celular 3G, porém, o mais impressionante é que, acima de tudo, é uma câmera fotográfica, com resolução de 16.3 megapixels, zoom ótico de 21x (isto é, uma superzoom), com modo manual, filma em HD e possui uma porção de apps para incrementar suas fotos, usando Android.

A Samsung deu um passo imenso na tentativa de unir fotografia de verdade com os tablets. Sua grande concorrente no mercado de tablets, a Apple, não possui tradição de fabricar câmeras. As grandes fabricantes de câmera, como Canon e Nikon, não tem competência no ramo de tablets.

Por enquanto, a Samsung corre sozinha neste universo e, provavelmente, ditará o futuro das câmeras para muitos de nós, que usamos nossas fotos como uma maneira de dialogar com as pessoas ao nosso redor (virtualmente).

Por enquanto, o preço é alto, por volta de 600 dólares nos EUA, mas a tendência é que, se por acaso se popularizar e tornar-se uma tendência, que caia bastante nos próximos anos.


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quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Filtro UV: usar ou não usar na lente?


Este é um dos pequenos debates polêmicos entre os fotógrafos e que pode até causar inimizades: usar ou não usar o filtro UV em suas lentes?

Tradicionalmente, os filtros UV eram usados para reduzir a incidência de raios ultravioletas, que podiam causar efeitos indesejados em filmes fotográficos.

No entanto, atualmente, apesar de as câmeras digitais não serem afetadas pelos raios UV, muitos fotógrafos ainda utilizam estes filtros com um único propósito: de protegerem suas lentes contra arranhões ou demais danos causados pelo uso.

Quando utilizar o filtro UV?


É difícil julgar pela cabeça do outro, mas desde que comprei minha primeira câmera Reflex e passei a estudar fotografia, praticamente em todas as fotos que tirei o filtro UV estava nas lentes.

Possuo um filtro UV para cada lente minha, de diferentes tamanhos de acordo com o diâmetro de cada lente específica. O ideal é sempre comprar o filtro na mesma loja e no mesmo instante em que você compra a lente e/ou a câmera. Algumas das melhores marcas são Hoya e Tiffen.

A minha lógica, ao usar um filtro, é a seguinte: as boas lentes custam caro, filtros bons são baratos. Se eu riscar uma lente, são algumas centenas ou até milhares de dólares para comprar uma nova. Se eu riscar um filtro, com 30 ou 40 dólares compro um outro.


Particularmente, não percebo nenhuma perda de qualidade ótica que me estimule a me arriscar a fotografar sem os filtros, e como sou um fotógrafo de viagens, sempre em movimento, com a câmera dentro da mochila, na praia, em ruas movimentadas, subindo e descendo escadas, e assim por diante, para mim os filtros são essenciais.

No entanto, sei de vários fotógrafos que não usam e não recomendam o uso.

Mas eu recomendo!

Quando não usar os filtros UV?


Por mais eficaz que um filtro seja na hora de proteger sua lente, em algumas situações ele poderá atrapalhar.
A partir do momento que você adiciona mais um elemento diante de sua lente, você estará sujeito a interferências desagradáveis em sua foto. Por causa de reflexos internos, sua imagem poderá ficar com flare, isto é, alguns círculos luminosos em pontos da foto.

Observe a imagem acima e tente perceber se há alguma coisa de errada com ela.

Está vendo quatro círculos verdes na parte superior direita da foto?


Estes círculos e outros dois reflexos marcados em vermelho nesta segunda imagem demostram o efeito que o filtro UV pode causar em suas fotos, principalmente em fotos noturnas, quando há vários focos de luz, como luzes de postes, faróis de carros, lâmpadas, etc.

Nestas circunstâncias, você terá duas escolhas: 1 - retirar o filtro e fotografar sem ele por alguns instantes, ou 2 - fotografar com o filtro e depois tentar corrigir as imagens no pós-processamento.

No primeiro caso, você estará expondo a sua lente a arranhões (e, não se engane, todo cuidado é pouco!), no segundo, você terá o trabalho de tentar arrumar a foto depois, o que nem sempre é possível.


Quando estou em situações controladas, usando um tripé e/ou sem muita gente por perto (como na imagem acima), não tenho nenhum receio em remover o filtro para fotografias noturnas, mas se for num show ou num ambiente muito movimentado, prefiro tentar corrigir a foto depois.

E você, fotografa com ou sem filtro em suas lentes?


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quarta-feira, 15 de agosto de 2012

O que são as câmeras sem espelho (mirrorless system cameras)?


Até alguns poucos anos atrás, as câmeras fotográficas digitais se dividiam em três categorias básicas: compactas, compactas avançadas e Reflex (ou SLR).

No entanto, uma nova geração de câmeras nasceu, e tem prosperado e atraído a atenção de fotógrafos entusiastas e até de alguns profissionais, no que se conhece como câmeras sem espelho, ou mirrorless system.

Antes de tudo, a comparação com as Reflex, ou seja, as câmeras com espelho dentro, que permite que o fotógrafo veja a imagem através da própria lente, é imediata.
Basicamente, a proposta por detrás das câmeras sem espelho é a de uma grande qualidade ótica, por causa de sensores maiores, e lentes intercambiáveis, o que permitiria uma maior versatilidade ao fotógrafo.

As qualidades das câmeras sem espelho

1 - como não é necessário o espelho para o visor ótico, estas câmeras são menores, com lentes de tamanhos reduzidos também;
2 - um sensor maior influencia numa qualidade superior de imagem;
3 - são câmeras silenciosas em comparação às Reflex.

As desvantagens das câmeras sem espelho

1 - apesar de serem menores que as Reflex, ainda são câmeras relativamente grandes, ainda mais se estiverem com uma lente de zoom;
2 - há uma opção limitada de lentes, ou é necessário utilizar adaptadores para poder usar as lentes de câmeras Reflex;
3 - são câmeras caras, geralmente com preços mais altos do que muitos modelos introdutórios de Reflex;
4 - a maioria dos modelos não possui visor ótico.

Comprar ou não uma câmera sem espelho?


Todos os grandes fabricantes de câmeras já entraram neste mercado, ou estão para lançar suas versões das câmeras sem espelho (mirrorless system).
Isto é um indício claro que é uma categoria que chegou para ficar e que tem seu público cativo.

Não acredito que estas câmeras sem espelho encham os olhos da maioria dos fotógrafos profissionais, que optarão, caso desejem câmeras menores e mais leves, por compactas confiáveis, ao invés de um mini-trambolho.
Se é para carregar peso e chamar atenção, penso que quase todos votariam por uma Reflex introdutória.

E se pensarmos no quesito preço, basta dar uma olhada em alguns modelos para ver que o preço, por enquanto, é abusivo.
Em 2012, a Reflex da Nikon mais barata, a D3100, está custando nos EUA U$ 496, enquanto a mirrorless mais barata do mesmo fabricante, a Nikon 1 J1, está custando os mesmos U$ 496.

Lembrando que, com uma Reflex, você terá a opção de comprar quase qualquer uma das extraordinárias lentes disponíveis tanto da Nikon quanto de outros fabricantes, já com a mirrorless, há uma meia dúzia de opções, quando muito, além de várias outras limitações próprias da categoria.

Agora, se estas camerazinhas o seduziram, a minha recomendação é conferir os modelos de algumas das marcas mais tradicionais, como as da Nikon, da Canon (que lançará seu primeiro modelo de mirrorless ainda este ano), da Oympus e da Panasonic.

Existem também as câmeras da Leica e da Fuji, mas estas estão em outro patamar de fotografia e preço. Para uso amador, estão fora de cogitação para a maioria dos fotógrafos.

Você possui uma câmera sem espelho (mirrorless system)? Como tem sido fotografar com ela?
Por que então não compartilha alguma de suas fotos em nosso grupo do flickr?

http://www.flickr.com/groups/calabocaeclica/


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domingo, 17 de junho de 2012

Dúvida do leitor - Essa paixão por Câmeras SLR e Fotografias é apenas Hobby ou é mesmo algo para me profissionalizar? Qual o conselho que você me daria?


Recentemente, o leitor Douglas Jefferson me enviou esta pergunta por e-mail, querendo saber se deveria encarar a Fotografia somente como hobby, ou se existe a possibilidade de profissionalizar-se.

Antes de tudo, isto é muito pessoal, depende do talento e do esforço individual, e também da garra para correr atrás das oportunidades.

Para entendermos se vale a pena tentar a carreira de fotógrafo, precisamos olhar um pouco para uma ou duas décadas atrás e vermos como o cenário da fotografia mudou bastante.

Como era a profissão do fotógrafo antes?


Na era do filme, a fotografia profissional era um ramo bastante especializado.

A maioria das pessoas normais, como eu e você, tinha câmeras automáticas, que faziam todos os ajustes sem intervenção do fotógrafo, assim como com as câmeras compactas digitais de hoje.
Eram raríssimos os amadores que possuíam câmeras profissionais, tanto por causa dos altos custos dos equipamentos, mas também para aquisição e revelação dos filmes.
Certa vez, durante um workshop com um fotógrafo americano de casamento, ele disse que somente com filme e revelação, ele gastava quase 2 mil dólares, ou seja, era um investimento altíssimo para inserir-se no ramo, e nem todos podiam arcar com ele.

Além disto, para se obter boas fotos com câmeras de filme, era necessário um profundo conhecimento técnico, pois não havia a facilidade de conferir na hora se a foto havia ficado boa ou não.
Imagine só você ser pago para cobrir um casamento e, na hora da revelação, descobrir que todas as fotos ficaram fora de foco, sobrexpostas ou queimadas?

Isto é, a profissão do fotógrafo era para quem entendia do assunto e, justamente por isto, era mais valorizada e pagava melhor.

Como é a profissão do fotógrafo hoje?


Estamos na era da popularização da informação, e isto inclui também a fotografia. Todos nós temos câmeras, sejam compactas ou Reflex. Todos os celulares veem com camerazinhas fotográficas e qualquer criança pode clicar e obter imagens razoáveis.

Boa parte do mistério e do fascínio da fotografia se perdeu. Hoje, qualquer um pode comprar uma câmera fotográfica profissional com quatrocentos dólares, sem custo algum com filmes ou revelação. Basta pegar uma câmera destas, sem qualquer conhecimento técnico de fotografia, cobrar 300 reais e cobrir casamentos, ou cobrar 30 reais e fazer um book de 15 anos.
Juro que já vi fotógrafos cobrando estes preços!

Estamos vendo a desintegração da profissão de fotógrafo diante da concorrência desleal, mas principalmente por causa da amadorização extrema da fotografia.

Isto é ruim?

Talvez sim, talvez não, dependendo de qual lado você estiver.

O fato é que os fotógrafos profissionais estão se descabelando e vendo o pão sendo tirado de suas bocas dia após dia. Mesmo grandes nomes, fotógrafos que trabalham para grandes revistas como a National Geographic ou Newsweek estão sendo afetados pelo trabalho de amadores que, às vezes, conseguem obter imagens tão extraordinárias quanto os profissionais, e que estão dispostos a distribuir gratuitamente suas fotos na internet.

Devo me tornar um fotógrafo profissional?


Após entendermos qual é o cenário atual, resta-nos responder à questão crucial: é possível profissionalizar-se em fotografia hoje em dia?

É claro que sim! As pessoas ainda continuam se casando, comemorando aniversários, bodas ou festas de 15 anos. Crianças ainda são batizadas. Ainda ocorrem incêndios e catástrofes. Ainda existe espaço para Arte.

A fotografia não está morrendo, pelo contrário, está mais presente em nossas vidas do que jamais foi. Todos estão deslumbrados com a fotografia, mas nem todos são capazes de criar imagens extraordinárias.
Isto ainda depende principalmente dos fotógrafos profissionais, que estudaram e praticaram muito antes de saírem com sua câmera na mão cobrando uma exorbitância por um trabalho.

Quando você for se casar, você prefere um profissional que cobre alguns milhares de reais e será a garantia de um trabalho excelente, ou prefere pagar uns tostões para um amador que mal sabe como usar o equipamento?

Aposto que, nesta situação, você preferirá o profissional.

Ainda não sabemos como será o futuro da fotografia, nem qual será o destino dos poucos grandes profissionais que restam deste ramo, mas, se você deseja se tornar um fotógrafo profissional, não existem atalhos.
É preciso estudar muito, praticar muito, conhecer bem seu equipamento e destacar-se dos demais, criando uma linguagem própria. Estes serão seus diferenciais, e é por isto que alguém o contratará e confiará em você.


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segunda-feira, 4 de junho de 2012

O que é brilho, contraste e saturação?

(1/250 f/8 ISO 100, foto saindo diretamente da câmera: http://www.flickr.com/photos/henrybugalho/7336143238/)

A foto que você obtém com sua câmera digital, seja com uma Reflex, seja com uma compacta, geralmente necessitará de um pouco de pós-edição.

Talvez muitas pessoas publiquem suas fotos na internet sem nenhum tipo de tratamento digital, mas como você está interessado em melhorar suas imagens e deixá-las mais bonitas, cedo ou tarde você acabará recorrendo ao Photoshop ou ao Lightroom para dar aquele toque à mais nelas.

Então, assim que você começar a explorar o editor de imagens, você se deparará com três termos cruciais: brilho, contraste e saturação.

Na foto do topo, temos a imagem saída diretamente da câmera, em formato .RAW, sem nenhum tipo de ajustes de brilho, contraste ou saturação. Em seguida, vamos lhe mostrar como cada um destes ajustes afetará a foto.

Brilho (Brightness)

Brilho refere-se à claridade de uma imagem, tanto das partes iluminadas quanto dos contornos.


Neste primeiro exemplo acima, movemos a barra de brilho (brightness) do Adobe Lightroom para o máximo de claridade, e obtivemos esta imagem bastante sobrexposta nas áreas claras, apesar de os contornos ainda serem bastante nítidos.


Já neste segundo exemplo, movemos a barra do brilho para o mínimo de claridade. Obtivemos uma imagem bastante subexposta, mas você poderá perceber que os contornos continuam nítidos.

Você ajustará a função brilho toda vez que quiser deixar a área iluminada mais clara ou mais escura, de acordo com o efeito desejado.

Contraste (Contrast)

Já falamos sobre contraste por aqui. Contraste refere-se à diferença entre a região clara e escura de imagem.


No caso, acima, ajustamos o contraste (contrast) para o máximo, então os contornos e as áreas mais escuras ficaram extremamente demarcadas.


Já neste outro exemplo, a barra de contraste foi ajustada para o mínimo, ou seja, os contornos ficaram bastante suaves, até um pouco cinzentos e desinteressantes.

Saturação (Saturation)

Saturação refere-se à percepção que temos da cor numa imagem.
Geralmente é o segredinho não tão secreto de muitos fotógrafos para deixarem as cores mais intensas, como o vermelho mais vermelho, o verde mais verde, ou o amarelo mais amarelo.

Esta é uma ferramenta poderosa, portanto, não dá para abusar demais dela.


Na foto acima, ajustamos a função saturação (saturation) ao máximo, ou seja, todas as cores foram realçadas, ao ponto de ficar totalmente artificial.
Este é o tipo de efeito que você não vai querer...


Já no ajuste mínimo de saturação, temos a perda total das cores. Esta é uma das maneiras para se criar fotos em preto e branco a partir de uma foto colorida. É a mais simples, mas nem sempre a mais recomendada.

E, por fim, a foto com os ajustes


O ajuste correto de uma foto é muito particular.
Cada fotógrafo tem um gosto particular e um estilo que deseja reproduzir em suas imagens. Alguns curtem fotos com alto contraste, ou com baixo contraste, outros preferem imagens mais claras e outros mais escuras, e outros adoram fotos cheias de cores, enquanto outros se realizam com imagens monocromáticas.



Acima estão as informações da configuração utilizada para ajustar a foto. Aumentamos o brilho (brightness) e o contraste (contrast), e um pouquinho a saturação (saturation) para realçar as cores.

Para o meu gosto, a foto ficou satisfatória, na medida certa, sem ficar muito artificial e com os detalhes bastante perceptíveis.

Só lembrando que cada foto necessitará de ajustes diferentes, pois foram tiradas em condições de iluminação que exigirão cuidados particulares.

Exercício prático

1 - escolha uma foto, preferencialmente colorida, e, no Photoshop ou no Adobe Lightroom, brinque com as funções mencionadas acima:

a - aumente e reduza a barra de brilho;
b - aumente e reduza a barra de contraste;
c - aumente e reduza a barra de saturação.

2 - depois tente encontrar o melhor ajuste para esta foto específica e compartilhe conosco em nosso grupo do Flickr.

http://www.flickr.com/groups/calabocaeclica/


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sábado, 26 de maio de 2012

6 razões para você incluir uma 50mm em seu kit de lentes


Se você já está fotografando há algum tempo, ou começou a pesquisar agora sobre equipamentos, então deve ter ouvido bastante sobre as lentes 50mm com grandes aberturas (por exemplo, a de f/1.8), pequenas para carregar e que aparentemente são capazes de fazer milagres.

Antes de tudo, nenhum equipamento tirará a foto por você. Se você não souber utilizá-lo, suas fotos não serão tão boas quanto poderiam. Para isto, é necessário estudo e muitas horas de prática.

Mesmo assim, as lentes 50mm são excepcionais, costumam ter preços razoáveis e, quando bem usadas, poderão criar imagens inesquecíveis.

Seguem 6 razões para você comprar uma 50mm:

1 - são lentes rápidas


Quando alguém diz que uma lente é "rápida", provavelmente ele está querendo dizer que é uma lente "clara", ou seja, com grandes aberturas e que desempenham bem em situações de baixa luminosidade.

Na verdade, as 50mm estão entre as lentes mais rápidas já fabricadas, pois dificilmente você encontrá outras lentes com aberturas de diafragma superiores a f/1.2.
A Canon fabricou as raras lentes de f/1, e recentemente vi uma lente de f/0.8 e alguma coisa, mas, sinceramente, uma lente f/1.8 é rápida o bastante para a maioria das situações normais que você encontrará.


Para festas, à noite, em museus e outras situações em ambientes fechados, uma 50mm é uma mão na roda, apesar de ser uma lente um pouco longa (considerada uma telefoto curta em câmeras com crop factor) para fotografar grupos em espaços apertados.

2 - a pouca profundidade de campo é incrível


Sabe aquelas fotos onde somente um ponto está em foco, e todo o resto está desfocado?

Não é com qualquer lente que você conseguirá obter este efeito. Se você já leu os artigos sobre profundidade de campo, então sabe que um dos fatores para obter este desfocado é a abertura de diafragma da lente: quanto maior for a abertura, menos elementos estarão em foco.


E, neste caso, com a 50mm, você tem uma baita abertura!

3 - são ótimas para retratos

(Lente 50mm, mais flash remoto e refletor, 1/100 f/13 ISO 200, por Denise Nappi: http://www.flickr.com/photos/henrybugalho/6989495588/)

Habitualmente, as melhores lentes para retratos são as telefotos e, como a 50mm acaba se tornando uma telefoto em câmeras com crop factor (mas é uma lente normal em full frame), acaba cumprindo bem o papel para retratos, ou para fotos de corpo inteiro.




Outro motivo que faz com que a 50mm se destaque neste gênero é o bokeh extraordinário que se pode obter com ela, novamente uma consequência da grande abertura de diafragma.
No entanto, em retrato, não se recomenda fotografar perto demais do retratado, ou com a abertura máxima, pois, nestas situações, como a profundidade de campo é muito rasa, você pode acabar tendo um nariz, ou a boca, ou as orelhas fora de foco, o que comumente não é desejável.

4 - são lentes pequenas e leves

A grande vantagem das câmeras Reflex é que você pode trocar de lentes e ter uma enorme versatilidade.


Todavia, este é também um dos problemas das Reflex, pois se você tiver várias lentes com várias distâncias focais ou para objetivos diversos, terá de carregá-las todas numa viagem ou num trabalho, além de perder tempo valioso parando para trocar de lente quando necessário.

Neste sentido, a 50mm é ótima, pois é uma lente pequena e leve, que mal ocupa espaço na sua mochila. E, quando está na câmera, é discreta, sem chamar muita atenção.
Uma lente 50mm numa Reflex introdutória é tão prática que você mal sentirá que está carregando uma câmera.

5 - você será obrigado a treinar o olhar


Por ser uma lente fixa, isto é, sem zoom, você será obrigado a pensar um pouco antes de tirar a foto.

Lentes de zoom são muito versáteis, facilitando bastante a vida do fotógrafo em várias circunstâncias. No entanto, também pode deixar o fotógrafo preguiçoso e acomodado.


Com uma lente fixa, você terá se deslocar para obter o melhor ângulo, para afastar-se ou aproximar-se do tema fotografado, pois, às vezes, você estará perto demais, e outras longe demais. Sem zoom, você terá de usar suas pernas e isto é ótimo, pois caminhando à procura pela foto ideal você também acabará encontrando novas oportunidades para boas imagens.

(1/250 f/1.8 ISO 400, com flash externo, por Gabriel Simão: http://www.flickr.com/photos/henrybugalho/6209034839/)

Além disto, depois que você se habituar a uma lente fixa, você já saberá de antemão como ficará a foto, ou se vale a pena ou não tentar capturar aquela imagem, sem nem precisar olhar no visor. E esta é a meta de quase todo fotógrafo: fotografar naturalmente, como se seu equipamento fosse uma extensão de seu próprio olho.

Só lembrando que um dos maiores fotógrafos da História, Henri Cartier-Bresson, fotografou praticamente durante toda a carreira dele apenas com uma lente 50mm na câmera.

6 - são baratas, pela qualidade ótica que possuem


Você dificilmente encontrará lentes tão boas pelo mesmo preço de uma 50mm.

Para você ter uma ideia, uma 50mm f/1.8 custa pouco mais de 100 dólares, o que é uma barganha se você vir as fotos que podem ser obtidas com ela.

Na linha de lentes da Canon existem três tipos de lentes 50mm com grandes aberturas, com f/1.8, f/1.4 e f/1.2, cada uma com preços bastante diferentes.
Quanto você pagará por uma lente destas dependerá, principalmente, de quão bem construída a lente é. A 50mm f/1.8 é de plástico, com o disco de foco manual bastante estreito e pouco prático, e talvez não aguente uma cacetadinha ocasional na parede.
Já a f/1.4 é um pouco mais bem feita, mas custa quase 400 dólares.
Por fim, a f/1.2 é um assalto à mão armada, custando mais de 1500 dólares, mas pertence à melhor série de lentes da Canon, com construção exemplar, à prova de clima.

Além disto, você pode ainda conferir a 50mm f/1.4 da Carl Zeiss, com preço acima de 600 dólares, com foco manual, mas que é uma das melhores lentes que você poderia comprar para sua câmera.

A Nikon também possui sua gradação de lentes 50mm, que também são a alegria de muitos fotógrafos.

E qual 50mm devo comprar?


Se você ficou tentado a comprar uma lente 50mm, mas ainda está na dúvida o quanto deve investir, a minha recomendação é ir numa 50mm f/1.8, a princípio.

Primeiro, porque é uma lente baratíssima. Se você comprar e acabar não usando (o que acho difícil), não terá sido um investimento muito grande. A qualidade ótica é muito boa e você não terá motivos para se arrepender. Durante anos fotografei com uma f/1.8 e algumas das minhas melhores fotos foram tiradas com esta lente.

Depois, se você realmente se empolgar com a 50mm e decidir que será uma das suas lentes principais, você facilmente conseguirá vender a f/1.8 e poderá passar para a f/1.4, mais durável.

Agora, se você puder pagar a 50mm f/1.2 L, por que não?

Se você já tem uma 50mm?

E se você já tem uma lente 50mm, então junte-se ao nosso grupo do flickr e compartilhe consoco as fotos que você já conseguiu tirar com a sua cinquentinha

http://www.flickr.com/groups/calabocaeclica/

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