aprenda a fotografar com os artigos do cala a boca e clica
Curso de introdução à fotografia do Cala a boca e clica
quais são as melhores cameras para 2013?

Adsense aproval

Mostrando postagens com marcador velocidade do obturador. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador velocidade do obturador. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Como tirar fotos legais do seu cachorro

(1/250 f/8 ISO 100, com iluminação artificial: http://www.flickr.com/photos/henrybugalho/6232424442/)

O cão é o melhor amigo do homem, por isto, é natural que queiramos preservar a memória da passagem deles por nossas vidas.
No entanto, assim como com crianças, nem sempre será muito simples obter boas imagens dos cães, pois alguns serão tranquilos e não se importarão em ser fotografados, enquanto outros ficarão inquietos e terão medo do flash.

Abaixo, você encontrará algumas recomendações para obter fotos legais do seu cãozinho, bem como algumas técnicas para distraí-lo e fazê-lo olhar para a câmera, ou para o ponto desejado.

Retratos

Os dois maiores desafios na hora de fazer um retrato de seu cão são:

1 - que ele fique parado olhando para onde deve, e
2 - que a iluminação esteja boa o suficiente para privilegiar os detalhes.

A solução para a primeira dificuldade é pôr o cachorro sobre uma banqueta, ou uma mesa, pois assim ele não ficará andando de um lado para outro. Se ele for um cão obediente, mandar que ele "fique" já deveria bastar.
Já a questão do olhar será necessário ter algum brinquedo que faça barulho, ou um biscoito, para direcioná-lo. Se você não tiver um brinquedo, poderá pedir para que alguém faça ruídos estranhos com a boca. Também ajuda, apesar de ser ridículo!


Sobre a iluminação, o ideal é que você consiga obter o brilho no olhar do cão, se não nos dois olhos, pelo menos em um.
Como muitos cães tem olhos grandes, isto dá uma vivacidade e torna a imagem mais interessante.


Para isto, você tem de fazer o cão olhar em direção à luz, ou utilizar um flash ou outro tipo de iluminação artificial para isto.

Para retratos, sempre preste atenção ao segundo-plano, preferencialmente de uma cor sólida ou que não chame mais atenção do que o tema principal, isto é, o cachorro.

Ponto de vista

Como em qualquer outro tipo de fotografia, decidir-se sobre o ponto de vista é fundamental para transmitir a mensagem de sua imagem.


Fotografar o cão de cima, de uma posição com o fotógrafo de pé, pode passar duas impressões principais:
- de fragilidade, fazendo com o que o cachorro pareça ser menor e mais indefeso,
- outra de curiosidade, pois geralmente é como vemos os cães habitualmente, e como eles nos olham.


Todavia, o recomendável é fotografar os cães a nível dos olhos deles, pois assim você o privilegiará mais, dotando-lhes de maior dignidade.

Dormindo ou descansando

Os momentos de descanso de nossos cãezinhos são sempre maravilhosos para tirar belas fotos.
Como alguns deles estão sempre muito alertas, às vezes qualquer movimento pequeno pode fazer com que despertem.
Por isto, o ideal é usar uma lente longa, como uma telefoto, e tentar ser o mais silencioso possível.


Também não recomendo utilizar flashes para este tipo de imagens, para não correr o risco de assustar o cão e acordá-lo.

Profundidade de campo

O controle de profundidade de campo é uma das maiorias vantagens para você comprar uma Reflex, e com cães você poderá perceber como uma profundidade campo rasa pode tornar a foto muito mais impressionante.


Com lentes com grandes aberturas, como as 50mm, você poderá focar num único ponto, como o focinho do cão, e deixar todo o restante fora de foco.


Outra alternativa é focar no cão e deixar o segundo-plano fora de foco, destacando o tema da imagem.

Ao ar livre

Tirar fotos do cachorro ao ar livre também são ótimas oportunidades para capturar momentos de brincadeiras e alegria.


Paisagens urbanas também proporcionam belos cenários e dramáticos cenários.


Já parques são excelentes locais para deixar seu cão à solta, aprontando.


O maior problema nestas circunstâncias é conseguir fotografar bem seu cão em movimento, correndo ou brincando, e ainda assim com um bom ângulo.
Para isto, você terá de usar uma velocidade do obturador rápida, superior a 1/200.

No entanto, se o cão estiver correndo em direção à câmera, geralmente poderá ter dificuldades para obter o foco correto. Nestes casos, você precisará de uma lente que foque rapidamente e talvez usar o modo de focagem AI Servo, que recalcula automaticamente a distância de acordo com o movimento do cão.

Estúdio

Um ambiente controlado como um estúdio é excelente para retratos, pois ali você poderá ajustar a potência das luzes, usar luz de preenchimento, fundos coloridos e outros acessórios.


Só tome muito cuidado na hora de inserir um cão num estúdio, pois há fios para todos os lados, então é fácil que ele saia tropeçando e levando tudo para o chão, ainda mais se for um baita de um cachorrão agitado.

As Engraçadas

Já as fotos engraçadas, bem, estes são aqueles flagras do seu cachorro em momentos constrangedores, cômicos ou em ângulos estranhos.


A vantagem é que seu cachorro não tem o senso do ridículo a ponto de achar ruim que você tire e compartilhe a foto dele nestes momentos inusitados.

Exercícios práticos
Se você tiver um cão, ou puder ir a um parque para fotografá-los, tente os seguintes exercícios:

1 - tire duas fotos:
a - uma com você de pé, fotografando o cão no chão;
b - outra com você agachado, ou até deitado no chão, ao nível dos olhos do cão.

Qual das duas ficou mais interessante em sua opinião?

2 - use diferentes aberturas de diafragma para fotografar seu cão, testando a profundidade de campo.

3 - tente fotografá-lo em movimento, correndo ou brincando. Conseguiu obter o foco correto?

Por fim, compartilhe o resultado de seus exercícios conosco aqui http://www.flickr.com/groups/calabocaeclica/

***

Gostou deste artigo?


A melhor referência para quem deseja aprender a tirar fotos melhores.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Efeito zoom - técnicas ridículas com sua câmera que muita gente adora


Há um bom tempo que estou ensaiando escrever este artigo sobre algumas das técnicas mais ridículas da fotografia, mas que muita gente adora.
Várias delas são divertidas para se fazer com amigos, como brincadeira mesmo, outras são simplesmente ridículas e me surpreendo quando vendo fotógrafos profissionais incluindo tais imagens em seus portifólios.

Efeito Zoom


Na minha opinião, uma das técnicas mais horrendas da fotografia é conhecida como "efeito zoom". Que consiste basicamente em dar zoom (aproximando ou afastando) enquanto fotografa algum objeto ou paisagem.

Para isto, você precisa usar uma velocidade do obturador mais lenta, mas com a qual ainda possa fotografar sem tripé, sendo que o ideal é entre 1/15 e 1 segundo.
Nas duas fotos acima, usei a velocidade do obturador em 1/5, ou seja, tempo suficiente para dar este visual psicodélico dos anos 70.

A técnica é simplérrima: você aperta o botão do obturador e, quase simultaneamente, dá zoom na lente (para isto, você precisará de uma câmera Reflex ou de alguma com dial de zoom na própria lente, e com Modo Manual ou com Shutter Priority).

O resultado será alguma aberração como as que tirei.

Está uma técnica que nunca tinha aplicado antes, e que certamente nunca mais usarei em minha vida.

Agora, se você gostou e conseguiu obter alguma foto decente com "efeito zoom", crie coragem e compartilhe conosco em nosso grupo do Flickr.

http://www.flickr.com/groups/calabocaeclica/


***

Gostou deste artigo?


A melhor referência para quem deseja aprender a tirar fotos melhores.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Tudo borrado - Erros de fotografia que todos nós já cometemos um dia


Duas das situações mais desafiadoras para um fotógrafo são: 1 - fotografar bem à noite e 2 - fotografar bem pessoas, animais ou objetos em movimento.

Se você reunir estas duas condições, isto é, fotografar à noite algo em movimento, então você estará diante de uma missão quase impossível.

Todos nós tiramos fotos borradas, por isto, você não deve se martirizar. Com câmeras compactas, é extremamente complicado obter boas imagens em condições de pouca luminosidade, ou em cenas com movimento.
No entanto, mesmo com uma Reflex, ainda mais se estiver em Modo Manual, você terá de ajustar as configurações de velocidade do obturador, abertura de diafragma e ISO até conseguir a exposição correta, e isto pode implicar em alguns quadros de teste.

O que faz com que uma foto fique borrada?

Velocidade do obturador lenta demais


A velocidade do obturador será a função que o permitirá congelar o movimento. Quanto mais lenta ela for, maior serão as possibilidades de sua foto ficar borrada, seja por causa do movimento do sujeito fotografado, como na imagem acima, seja por causa do movimento do próprio fotógrafo, como na imagem abaixo.


Para objetos ou sujeitos estáticos, a velocidade do obturador mínima recomendável caso você esteja segurando a câmera (isto é, sem tripé) é de 1/15.
É possível obter imagens nítidas com velocidades mais lentas, mesmo sem um tripé, no entanto, você precisará de pulso firme.

Além disto, quanto maior for a distância focal da sua lente, maior será a velocidade mínima recomendável para obter uma foto nítida. Por exemplo, com uma lente de 50mm, a velocidade mínima deveria ser 1/50; já para uma lente de 300mm, a velocidade mínina seria de 1/300.

Fora de foco


Outras vezes, mesmo com uma velocidade do obturador bastante rápida, ainda assim você acabará com uma foto borrada.
Nem sempre é culpa da velocidade. Em alguns casos, o problema pode ser o foco.

Repare na imagem acima.
Apesar de ser uma foto de dois cães em movimento, que já poderia estar borrada pelo próprio deslocamento dos animais, mesmo usando uma velocidade alta de 1/400, os dois cachorros estão borrados.
No entanto, se você observar bem o segundo plano, verá que está tudo nítido. O que ocorreu é que o foco ficou no segundo plano, assim, o primeiro plano ficou ligeiramente borrado.

Velocidade lenta + fora de foco


Quando fotografamos à noite, ou em situações com pouca iluminação, sua câmera terá uma dificuldade natural de obter o foco, demorando muito mais do que o habitual.

Além disto, em situações com movimento, também existirá uma dificuldade normal de se obter o foco, pois, às vezes, o sujeito retratado estará mais próximo da câmera, em outras, mais distante.


Agora reúna estas duas situações. Com pouca iluminação, a velocidade do obturador terá de ser mais lenta e será mais demorado obter o foco. Com objeto em movimento, você terá dificuldades para focar corretamente.
Esta é a fórmula para a desgraça.


Sob estas condições, há grandes chances que você obtenha uma foto:

a - borrada, por causa da velocidade lenta do obturador;
b - desfocada; ou
c - borrada e desfocada.

As Soluções

A primeira solução básica para obter uma foto nítida em condições de pouca luminosidade e/ou em movimento é subir o ISO, abrir a abertura de diafragma e tentar manter uma velocidade do obturador mínima equilavente à da distância focal da lente (por exemplo, para uma lente 100mm, velocidade mínima de 1/100, e não se esqueça do crop factor!).

A segunda solução, que nem sempre poderá ser utilizada, é fotografar com flash. Todavia, de nada adianta usar o flash para fotografar um show, por exemplo, se você estiver 50 metros longe do palco.
O alcance do flash é limitado a poucos metros, por isto, é patético ficar fotografando um sujeito lá do outro lado do planeta com flash.


A terceira solução implica em gastar um pouco para comprar uma lente rápida, isto é, com uma grande abertura de diafragma. As lentes 50mm f/1.8 ou f/1.4 são ótimas para quem precisa fotografar em ambientes escuros.
Com uma grande abertura, você poderá jogar a velocidade do obturador lá para cima, garantindo uma foto nítida.

Por fim, às vezes não conseguimos perceber se a foto ficou completamente nítida no visor da câmera e só descobrimos depois, no computador, que ela está um pouco borrada.
Nestes casos, o pós-processamento não ajuda muito, então só resta deixar estas fotos de lado e selecionar as que ficaram boas.
Além disto, algumas fotos borradas até acabam ficando artísticas, apesar de isto não ser o usual.


***
Gostou deste artigo?


A melhor referência para quem deseja aprender a tirar fotos melhores.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Como fotografar raios e relâmpagos?


Na minha opinião, fotografar relâmpagos e raios, principalmente raios, é uma das coisas mais difíceis na fotografia.

Não porque a técnica para isto seja muito complicada, mas porque você não tem como prever quando haverá as condições propícias para este tipo de fotografia.
Você nunca terá 100% de certeza que trovejará e relampejará num dia de chuva e, o que é pior, que você estará num ângulo bom para tirar as fotos.

Tudo dependerá da natureza.

Ajustando sua câmera para fotografar raios e relâmpagos


Os princípios básicos para se fotografar numa situação com relâmpagos e raios são exatamente os mesmos para a fotografia de longa exposição.

Quanto mais tempo você deixar o obturador aberto, mais luz o sensor da câmera capturará, e quanto mais alto estiver o ISO, mais ruído digital aparecerá em sua foto. Tenha sempre em mente estes dois fatores, velocidade do obturador e ISO, numa fotografia noturna.

Além disto, você necessitará de um tripé (ou uma superfície plana para apoiar a câmera) e, se possível, de um disparador remoto.


O disparador remoto é um acessório como o da foto acima, que é encaixado na câmera e com o qual você pode disparar o obturador sem precisar pressionar o botão na câmera.
Além disto, o disparador possui uma trava, assim você pode deixar o obturador aberto por quanto tempo desejar, até horas de for o caso.

Um acessório como este custa baratinho no Ebay, basta fazer a busca por "shutter release" e a marca de sua câmera. No entanto, certifique-se que sua câmera possui uma entrada específica para o disparador, pois nem todos os modelos tem esta entrada.

Além disto, você precisará de lentes específicas para as condições e para a distância da tempestade. Nestas fotos, usei uma lente 200mm, pois a chuva estava bem longe, para lá das montanhas.


Assim como com qualquer outra fotografia de longa exposição, os primeiros quadros serão para testar as configurações da câmera e ter uma noção se a foto ficou com a exposição correta.

Por exemplo, nesta imagem acima, em ISO 100, abertura de diafragma de f/8 e 19 segundos de exposição, uma das primeiras que tirei durante a tempestade, a imagem ficou bastante subexposta.


Já nesta segunda imagem, reduzimos ainda mais a velocidade do obturador, para 30 segundos, aumentamos a abertura para f/4 e subimos o ISO para 400, e a foto ficou bastante superexposta.

Conclusão: a exposição correta estaria em algum meio termo.


Mantendo o ISO e a abertura na mesma configuração, só alteramos a velocidade do obturador para 10 segundos e obtivemos a exposição desejada.

A minha técnica principal para fotografar os raios foi a seguinte:

1 - realizo o foco automático em alguma seção distante e iluminada da imagem, travando o foco em manual, assim a câmera não tentará refocar depois.
2 - em modo Bulb, isto é com o obturador aberto pelo tempo que eu desejar (para isto, tem a trava do disparador remoto), eu disparo a câmera, aguardando os relâmpagos e os raios.
3 - destravo o disparador, fechando o obturador.

Nesta tempestade fotografada, o tempo médio entre os relâmpagos era entre quinze e trinta segundos, ou seja, era o intervalo que eu tinha para abrir o obturador e aguardar.

Eu até recomendaria alguns exercícios práticos, mas raios e relâmpagos são condições tão particulares que não há como prever. Precisar ter sorte (ou azar, na opinião de alguns).

Ah, por favor, se sua câmera não for à prova de d'água, não fique esperando o pé d'água alcançá-lo!

***
Gostou deste artigo?


A melhor referência para quem deseja aprender a tirar fotos melhores.

terça-feira, 31 de julho de 2012

O Milagre da Longa Exposição


Se você já tentou fotografar à noite, deve ter descoberto que existem dificuldades particulares quando há pouca luminosidade, e que pode ser muito complicado obter fotos que não estejam tremidas.

Você se lembra da tríade velocidade do obturador/abertura de diafragma/ISO?

Então sabe que, quanto menor for a iluminação ambiente, mais lenta terá de ser a velocidade, maior a abertura e mais alto o ISO, caso desejemos uma fotografia bem exposta.

O que veremos agora é um caso muito especial de fotografia, conhecida como Longa Exposição.

Basicamente ela consiste numa imagem criada com velocidades do obturador bastante lentas, que faz com que o sensor da câmera capture mais luz por muito mais tempo.

O que eu necessito para uma fotografia de longa exposição?


Velocidade do obturador
Antes de tudo, você necessita de uma câmera que possua Modo Manual e que o permita a menor velocidade do obturador possível (por exemplo, 30 segundos), ou com a opção "bulb", quando o obturador fica aberto pelo tempo que você desejar.
A maioria das câmeras Reflex pode ser programada para fotografar em longa exposição, e várias compactas avançadas também.

Tripé
O segundo acessório essencial é um tripé, ou uma superfícia plana onde você possa apoiar sua câmera. Se suas fotos noturnas ficam sempre borradas é porque você não tem respeitado a seguinte regrinha básica: para se fotografar segurando a câmera, a velocidade do obturador mínima deve ser igual ou superior à distância focal de sua lente para se obter uma foto nítida.
Isto quer dizer que, se você estiver fotografando com uma lente de 100mm, a velocidade mínima para a foto não ficar tremida será 1/100 ou superior. 1/50 para uma lente 50mm, ou 1/30 para uma lente 35mm.
No entanto, à noite pode ser difícil encontrar as condições necessárias para uma velocidade do obturador rápida.

Isto não significa que será impossível fotografar uma foto nítida segurando a câmera com velocidades mais lentas, pois alguns fotógrafos tem pulso firme e cada um tem uma técnica própria para que a foto não fique tremida. No entanto, será MUITO difícil que você consiga uma foto nítida numa exposição de 5 segundos, por exemplo.

Existem tripés de todos os tamanhos e preços. Tome cuidado: quando for procurar um tripé, compre um que seja específico para máquinas fotográficas, pois os que são para filmadoras não permitem o ajuste para modo retrato, somente para paisagem. Também evite comprar tripés muito frágeis e que talvez quebrem com facilidade, para não ter de ficar comprando um atrás do outro.

Disparador remoto
Quando se trata de longas exposições, qualquer vibração, mesmo do vento ou a de apertar o botão da câmera, pode fazer com que a imagem fique ligeiramente tremida.
Para evitar isto, um disparador remoto é bastante útil, principalmente porque você pode travá-lo e, em bulb, você pode deixar o obturador aberto por quanto tempo desejar, até por horas, se for o caso.
Agora, se você não possui um disparador remoto, o ideal é usar o timer da câmera para 10 segundos. Assim, você aperta o botão e, depois de 10 segundos, a câmera já terá parado de vibrar.

Entendendo a fotografa de longa exposição


Enquanto houver luz é possível fotografar, mesmo que leve horas para a câmera capturar a exposição correta.
Veja estas duas imagens acima, da vista de minha varanda à noite.
Ambas as fotos foram tiradas em ISO 100 e abertura em f/8.
A primeira, com velocidade do obturador de 1.3 segundos é exatamente como a paisagem se parece ao olhar humano, é aquilo que vemos.
Já na segunda foto, com velocidade do obturador de 918 segundos (ou seja, mais de 15 minutos de exposição), temos uma paisagem tão iluminada que parece como se fosse pouco antes do pôr do sol.
Se você ampliar as imagens, verá uns riscos brancos no céu da segundo foto: aquilo ali são as estrelas em movimento, pois com o obturador aberto por tanto tempo, o sensor capturou o rastro das estrelas em seu percurso, assim como na foto no topo capturamos as luzes dos carros na rua.

Nas duas fotos acima, tiradas com ISO 100 e f/4, temos o mesmo cenário com duas velocidades do obturador diferentes.
Na primeira, que é como o olho humano enxerga, em velocidade de 1.3", só vemos alguns pontinhos luminosos num breu quase total.
Na segunda imagem, em velocidade de 90 segundos, todos aqueles pontinhos luminosos se tornaram casas, postes de rua e carros em movimento.


Nesta terceira sequência, todas tiradas em ISO 100 e f/4, temos três fotos tiradas em longa exposição. A primeira em 77 segundos, a segundo em 365 segundos e a última em 619 segundos.
Perceba a diferença de luminosidade entre as fotos e quão clara a última ficou.

A dificuldade da longa exposição é que você não tem como prever como a foto ficará enquanto não houver aguardado todos os segundos ou minutos de exposição, pois o fotômetro da câmera é de pouca serventia em condições de baixa luminosidade.
Além disto, você geralmente optará por fotografar em ISO 100 ou o menor ISO possível, pois terá fotos com pouco ou nenhum ruído digital, extremamente nítidas e belas.

Alguns exemplos de fotografia de longa exposição


Esta imagem do panorama urbano de Nova York foi obtida com uma velocidade de 1 segundo, que já é uma exposição longa, mas, como se tratava de um cenário bastante iluminado, não havia necessidade de um tempo muito prolongado.
Foi usado um tripé e um disparador remoto.


Foto da Ponte do Brooklyn tirada em 1.3 segundos, com tripé e disparador remoto.


Paisagem noturna da Perúgia, na Itália, em 20 segundos, com tripé e disparador remoto. Tempo o suficiente para capturar o brilho das estrelas, mas sem deixar aquele rastro delas.


Foto tirada num lago em Taiwan, em 5 segundos.
Este foi um cenário problemático, pois eu estava sem tripé e tiver de apoiar a câmera numa mureta. Para que os barcos não ficassem borrados por causa do movimento da água, nem que o restante do cenário ficasse tremido pelo meu movimento do braço segurando a câmera sobre a mureta, tive de optar por um ISO alto e uma velocidade do obturador mais rápida.


Torre de uma igreja em Santiago do Chile, tirada em 30". Como eu não tinha tripé, apoiei a câmera numa grade que havia na janela e usei o timer da câmera para dispará-la.

Exercícios práticos

1 - utilizando sua câmera em Modo Manual, ISO 100 e abertura de f/8, usando um tripé ou apoiando sua câmera sobre uma superfície plana, tire três fotos noturnas:

a - em velocidade do obturador em 1 segundo;
b - em velocidade do obturador em 15 segundos; e
c - em velocidade do obturador em 30 segundos.

Qual delas ficou melhor?

2 - se possível, encontre um cenário urbano, com prédios e com ruas movimentadas, e tire três fotos:

a - em velocidade do obturador em 1 segundo;
b - em velocidade do obturador em 15 segundos; e
c - em velocidade do obturador em 30 segundos.

Qual delas ficou melhor? Alguma delas ficou clara de demais? Conseguiu capturar os rastros de luzes dos carros passando?

3 - Compartilhe conosco o resultado de seus experimentos com longa exposição em nosso grupo do flickr
http://www.flickr.com/groups/calabocaeclica/



***
Gostou deste artigo?


A melhor referência para quem deseja aprender a tirar fotos melhores.