aprenda a fotografar com os artigos do cala a boca e clica
Curso de introdução à fotografia do Cala a boca e clica
quais são as melhores cameras para 2013?

Adsense aproval

Mostrando postagens com marcador exposição. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador exposição. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Introdução à fotografia 1 - Aprendendo o controlar o ISO da câmera

Cusco à noite
(Foto noturna de Cusco, Peru, em ISO 800: http://www.flickr.com/photos/henrybugalho/5614470347/)

O ISO é como se mede a sensibilidade do filme fotográfico, e esta mesma medida foi adaptada para as câmeras digitais também.

Quanto menor o ISO, menos sensível à luz é o filme, quanto maior o ISO, mais sensível à luz.
Isto se reflete na fotografia de duas maneiras: 1 - filme lentos (com ISO menor) são mais nítido, mas necessitam de maior exposição à luz; 2 - filmes rápidos (com ISO maior) tem grânulos maiores, ou mais ruído em câmeras digitais, mas necessitam de menor exposição à luz.

Praia do Gunga
(Foto diurna da praia do Gunga em ISO 100: http://www.flickr.com/photos/henrybugalho/4943835274/)

No começo da fotografia, isto no final do século XIX, a sensibilidade das películas era tão baixa, que para se tirar uma fotografia precisava-se de horas.
Por outro lado, atualmente tem havido uma revolução do ISO, com câmeras digitais com ISO tão alto que são capazes de fotografar quase em escuridão total.

A sequência padrão do ISO começa em 100 (apesar de existir ISO mais baixo) e segue adiante, dobrando de sensibilidade a cada gradação. Segue abaixo a listagem do ISO.

100 - 200 - 400 - 800 - 1600 - 3200 (e assim por diante, dobrando a cada incremento).

Um filme de ISO 200 é duas vezes mais sensível que um de ISO 100, e um de ISO 800 é 8 vezes mais sensível que o mesmo de ISO 100, e exige bem menos luminosidade.

Em condições de boa luminosidade, como num dia ensolarado, você provavelmente optará pelo ISO mais baixo possível, pois a foto ficará mais nítida e com menos ruído digital.
Já em ambientes com pouca luminosidade, como à noite ou em ambientes internos, você terá de aumentar o ISO, o que fará com que sua câmera seja mais sensível à luz e torne a foto mais clara.

A influência do ISO numa fotografia poderá ser observada abaixo, com o uso de difentes configurações de ISO.

ISO 100
Cala a boca e clica! - ISO 100

ISO 100 (recorte em 100%)
Cala a boca e clica! - ISO 100 crop

ISO 400
Cala a boca e clica! - ISO 400

ISO 400 (recorte em 100%)
Cala a boca e clica! - ISO 400 crop

ISO 1600
Cala a boca e clica! - ISO 1600


ISO 1600 (recorte em 100%)
Cala a boca e clica! - ISO 1600 crop

Em muitas câmeras, o ruído digital (os pontinhos na fotografia) começa a ficar bastante discernível depois de ISO 800. Muitas vezes, o ruído pode ser arrumado parcialmente na pós-edição, mas é algo que se deve pensar na hora de tirar uma foto.

Particularmente, eu prefiro uma foto com ruído digital do que não tirá-la.

As câmeras compactas são, porém, muito mais afetadas pelo ruído de um ISO alto do que as profissionais. Para comparação, abaixo segue o recorte de um foto tirada em ISO 1600 com uma câmera compacta.

ISO 1600 numa câmera compacta (recorte em 100%)
Calaboca e clica - ISO 1600 point-and-shoot crop

Ao contrário de outros controle manuais, geralmente só existentes em câmeras mais sofisticadas, várias câmeras compactas permitem a seleção de diferentes configurações de ISO, o que é ótimo na hora de obter o melhor desempenho de sua câmera.

Para saber como alterar o ISO de sua câmera, recomendo a leitura do manual do fabricante, que o ensinará todas as funções para o modelo e marca da câmera.

Exercícios práticos

1 - descubra onde fica a função ISO em sua câmera e, no modo automático (nas câmeras compactas), ou em Program (P, nas câmeras Reflex), tire uma foto de um mesmo objeto ou paisagem para cada setting de ISO: em 100, 200, 400, 800 e 1600.
Depois, ao passar as fotos para o computador, veja se você percebe alguma diferença entre as fotos.

2 - faça este mesmo experimento com ISO 100, 200, 400, 800 e 1600, em diferentes condições de luminosidade: num dia ensolarado, dentro de casa, à noite.
Confira o resulta e veja se percebe alguma diferença. Não se importe muito, neste momento, com a qualidade da foto, ou se ela está borrada ou não.

E não deixe de compartilhar suas dúvidas, constatações ou comentários conosco.

http://www.flickr.com/groups/calabocaeclica/


***

Gostou deste artigo?


A melhor referência para quem deseja aprender a tirar fotos melhores.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Foto escura ou clara demais - Erros de Fotografia que todos nós já cometemos


Num mundo ideal, todos conseguiríamos ajustar as configurações manuais da câmera logo de cara, obtendo uma exposição perfeita.

Mas, na realidade, este nem sempre é o caso. Muitas vezes, a primeira foto que tirarmos servirá mais como um teste, para checarmos como ficará a foto.

Por exemplo, você vê uma cena legal, realiza os ajustes de acordo com o fotômetro da câmera (ou pela tabela sol-16) e clicar. Então, você confere a foto no visor e ela está um pouco escura (subexposta) ou um pouco clara (sobrexposta).
A partir desta leitura inicial, você terá noção de como deverá ajustar as funções. Em inglês, isto é chamado de "bracketing".

Quase todo fotógrafo terá de fazer o bracketing em certas condições, especialmente quando estamos em situações de grande contraste, com fortes sombras, com contraluz, ou em ambientes mais escuros, quando a leitura do fotômetro nem sempre é 100% confiável.
Não tem nada de errado nisto e, quando você é um iniciante na fotografia, frequentemente terá de tirar várias fotos de teste até conseguir obter a exposição desejada.

No entanto, nem sempre você poderá ficar fazendo estes ajustes. Em certas circunstâncias, se você não tirar a foto como der, perderá a imagem. Assim, poderá acabar com uma foto mal exposta.

Foto escura demais

Veja esta foto acima, tirada na estação de trem Grand Central em Nova York. Como se trata de uma situação de alto contraste, por causa daqueles janelões, a primeira exposição ficou escura demais.

Na era digital, se a exposição não estiver correta, o ideal é que ela esteja ligeiramente subexposta, pois isto permitirá uma melhor correção no pós-processamento.


Ao passarmos a foto em .JPEG pelo Photoshop, conseguimos corrigir bem a exposição, mas, se forçássemos um pouco mais, a imagem começaria a ficar ruim, pois algumas áreas era tão escuras que as informações se perderam.
Sempre lembrando que o tratamento a partir de um arquivo .RAW permite melhores resultados que de .JPEG.


Na comparação, você pode ver que, apesar de não ter ficado perfeita, a imagem ficou muito melhor após o pós-processamento.

Foto clara demais

Esta foto foi tirada na sombra e acabou ficando muito mais clara do que o esperado.
Fotos sobrexpostas são um problema em câmeras digitais, pois nas áreas brancas não há nenhuma informação para ser recuperada no pós-processamento, ou seja, a não ser que esta seja sua intenção, não dá para arrumá-las de maneira satisfatória.


Nesta segunda imagem, passamos a foto sobrexposta (.JPEG) no Photoshop, mas, como você poderá perceber, o resultado é meia boca. Além disto, ainda há uma espécie de película azul, causada pelo equilíbrio de branco incorreto.


Na comparação, é possível constatar que, mesmo com o pós-processamento, a foto sobrexposta dificulta bastante o trabalho depois.

Conclusão

Nem sempre vamos acertar a exposição de primeira.
No entanto, em câmeras digitais é sempre melhor uma foto um pouco mais escura do que clara demais, pois ainda há boas chances de você conseguir arrumá-la depois.

O ideal é fotografar em formato .RAW, tirar uma foto de teste primeiro, para depois ajustar a exposição, e clicar à vontade.


***

Gostou deste artigo?


A melhor referência para quem deseja aprender a tirar fotos melhores.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Como fotografar raios e relâmpagos?


Na minha opinião, fotografar relâmpagos e raios, principalmente raios, é uma das coisas mais difíceis na fotografia.

Não porque a técnica para isto seja muito complicada, mas porque você não tem como prever quando haverá as condições propícias para este tipo de fotografia.
Você nunca terá 100% de certeza que trovejará e relampejará num dia de chuva e, o que é pior, que você estará num ângulo bom para tirar as fotos.

Tudo dependerá da natureza.

Ajustando sua câmera para fotografar raios e relâmpagos


Os princípios básicos para se fotografar numa situação com relâmpagos e raios são exatamente os mesmos para a fotografia de longa exposição.

Quanto mais tempo você deixar o obturador aberto, mais luz o sensor da câmera capturará, e quanto mais alto estiver o ISO, mais ruído digital aparecerá em sua foto. Tenha sempre em mente estes dois fatores, velocidade do obturador e ISO, numa fotografia noturna.

Além disto, você necessitará de um tripé (ou uma superfície plana para apoiar a câmera) e, se possível, de um disparador remoto.


O disparador remoto é um acessório como o da foto acima, que é encaixado na câmera e com o qual você pode disparar o obturador sem precisar pressionar o botão na câmera.
Além disto, o disparador possui uma trava, assim você pode deixar o obturador aberto por quanto tempo desejar, até horas de for o caso.

Um acessório como este custa baratinho no Ebay, basta fazer a busca por "shutter release" e a marca de sua câmera. No entanto, certifique-se que sua câmera possui uma entrada específica para o disparador, pois nem todos os modelos tem esta entrada.

Além disto, você precisará de lentes específicas para as condições e para a distância da tempestade. Nestas fotos, usei uma lente 200mm, pois a chuva estava bem longe, para lá das montanhas.


Assim como com qualquer outra fotografia de longa exposição, os primeiros quadros serão para testar as configurações da câmera e ter uma noção se a foto ficou com a exposição correta.

Por exemplo, nesta imagem acima, em ISO 100, abertura de diafragma de f/8 e 19 segundos de exposição, uma das primeiras que tirei durante a tempestade, a imagem ficou bastante subexposta.


Já nesta segunda imagem, reduzimos ainda mais a velocidade do obturador, para 30 segundos, aumentamos a abertura para f/4 e subimos o ISO para 400, e a foto ficou bastante superexposta.

Conclusão: a exposição correta estaria em algum meio termo.


Mantendo o ISO e a abertura na mesma configuração, só alteramos a velocidade do obturador para 10 segundos e obtivemos a exposição desejada.

A minha técnica principal para fotografar os raios foi a seguinte:

1 - realizo o foco automático em alguma seção distante e iluminada da imagem, travando o foco em manual, assim a câmera não tentará refocar depois.
2 - em modo Bulb, isto é com o obturador aberto pelo tempo que eu desejar (para isto, tem a trava do disparador remoto), eu disparo a câmera, aguardando os relâmpagos e os raios.
3 - destravo o disparador, fechando o obturador.

Nesta tempestade fotografada, o tempo médio entre os relâmpagos era entre quinze e trinta segundos, ou seja, era o intervalo que eu tinha para abrir o obturador e aguardar.

Eu até recomendaria alguns exercícios práticos, mas raios e relâmpagos são condições tão particulares que não há como prever. Precisar ter sorte (ou azar, na opinião de alguns).

Ah, por favor, se sua câmera não for à prova de d'água, não fique esperando o pé d'água alcançá-lo!

***
Gostou deste artigo?


A melhor referência para quem deseja aprender a tirar fotos melhores.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Dominando o fotômetro de sua câmera, ou como expor melhor suas fotos


Se você já leu o artigo sobre como obter a melhor exposição, então você sabe o que é um fotômetro e como você o utiliza para medir a iluminação e ajustar a sua câmera.

Basicamente, o fotômetro é um acessório, que pode estar embutido em sua câmera ou pode ser um aparelho à parte, para maior precisão, que avalia a iluminação que entra na câmera (fotômetro de luz refletida), ou que atinge o sujeito retratado (fotômetro de luz incidente).

Não sou professor de Física e tampouco sei explicar cientificamente quais são as propriedades da luz, mas ela viaja em linha reta, seja a luz do sol ou de luzes artificiais, incide sobre as pessoas, objetos, animais ou paisagem (luz incidente) e é refletida, que é o que os nossos olhos veem: a luz refletida nas coisas. O fotômetro embutido de nossas câmeras funcionam exatamente como os nossos olhos, analisando a luz refletida.


Como já dissemos, a medição da luz poderá ser vista em sua câmera (esta função existe em todas as Reflex digitais e em algumas compactas) através de uma linha pontilhada, com os indicadores de exposição (sobrexposição +/ subexposição -). Em tese, uma foto bem exposta é quando o indicador está no meio desta linha, mas, como vimos, este nem sempre é o caso.

Mesmo assim, você pode mandar a sua câmera medir corretamente a luz, pois, em vários modelos, inclusive de câmeras mais simples, há diferentes modos de medição de luz, conhecidos como metering. Veremos como cada um deles funciona.

Evaluative metering


Está vendo aquele retângulo no canto interior esquerdo, logo acima do indicador da bateria?
Aquele ali é o indicador de qual medição você está utilizando.

Um retângulo com uma bolinha preta no meio de dois semicírculos é o símbolo de evaluative metering (Canon e Sony) ou matrix (Nikon).
Esta é a medição padrão de várias câmeras atuais e foi utilizada na primeira foto acima, da entrada da Grand Central Station. Com esta medição, o fotômetro trabalha exatamente como os nossos olhos, avaliando a iluminação em vários pontos do quadro, tentando ajustar para a melhor exposição possível.

Se você tem uma câmera compacta sem Modo Manual, é provavelmente a medição que você utiliza sem saber.

Com iluminação natural, funciona muito bem na maioria das situações, mas alguns fotógrafos preferem não utilizar esta medição, já que os resultados podem ser um pouco imprevisíveis, sem muito controle do fotógrafo.

Center weighted metering


Este é o modo que mais uso, pois ele concentra a medição da luz em entre 80% e 60% na região central do enquadramento, dando menos importância à iluminação nos cantos. Isto evita que sombras periféricas, ou a luz do sol num dos cantos afetem a medição.
O símbolo do center weighted metering é um retângulo em branco.

Spot meter


O símbolo do spot meter é uma bolinha preta dentro de um retângulo, e é a medição mais precisa possível para uma câmera fotográfica.
Nesta configuração, o fotômetro só avaliará a exposição de um ponto bastante específico no centro do quadro (1% a 5% do enquadramento) e é ótimo para situações de altíssimo contraste, nas quais você sabe exatamente qual região da imagem você quer que esteja exposta corretamente.

Para esta medição, você primeiro aponta para a região que você deseja medir, centralizando-a, ajusta as funções da câmera, e recompõe a imagem como você a deseja.

Apesar de muito útil e confiável, não é a melhor medição para o dia a dia, somente para situações bastante específicas.

Partial metering


Esta é uma medição encontrada principalmente nas câmeras Canon e é uma medição intermediária, entre spot meter e center weighted, analisando uma região entre 10% e 15% do quadro.

É também bastante útil para situações de alto contraste.

Exemplos


Na imagem acima, segue uma sequência de quadro fotos tiradas com quatro medições diferentes: partial, evaluative, center weighted e stop meter.
Todas as fotos foram tiradas em ISO 100 e abertura de diafragma em f/5.6, medindo a luz centralizando o teclado do computador, no entanto, dá para perceber que em evaluative e em spot meter estão ligeiramente mais claras do que as outras, enquanto que em partial mais escura.
Segue a configuração de velocidade de obturador para cada uma delas:

partial - 1/25
evaluative - 1/15
center weighted - 1/20
spot meter - 1/15

Você pode notar que entre algumas destas medições há uma diferença de quase um stop de iluminação, ou seja, quase o dobro da iluminação.

Enquanto que isto pode parecer tecnicalidades dispensáveis para alguns, é sempre bom saber quais são as funções de sua câmera e como utilizá-las. São estes detalhes que às vezes podem fazer bastante diferença no resultado final de sua foto.

Exercícios práticos

1 - descubra onde fica o controle do fotômetro de sua câmera (ler o manual sempre ajuda, procure por metering ou light meter) e tire diferentes fotos apontando para o mesmo tema, em Modo Manual se sua câmera possuir, com a mesma configuração de ISO e abertura de diafragma, só ajustando a velocidade do obturador, em:
a - evaluative
b - center weighted
c - spot meter (se possuir)
d - partial (se possuir)

Compare os resultados finais. Percebe alguma diferença na exposição destas fotos? Alguma delas está mais clara?

2 - faça este mesmo teste em situações de alto contraste, como silhuetas, pôr do sol ou com cenas com muitas sombras e sol forte.

E nestes casos, notou alguma diferença entre as diferentes medições?



***

Gostou deste artigo?


A melhor referência para quem deseja aprender a tirar fotos melhores.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Vamos invadir sua praia! Você, sua câmera e suas fotos nas férias de verão

Porto de Galinhas - PE

Vem chegando o verão e você está indo para a praia, doido para arrasar nas fotos. Junto com as dicas para fotografar melhor em suas viagens e como fotografar grupos nas festas, este é o terceiro artigo de fotografia para ajudá-lo a tirar fotos mais bonitas em suas férias.

Esteja você indo para o Guarujá, seja para o Nordeste do Brasil, seja para Punta del Este ou até mesmo para a Costa Amalfitana (no verão europeu), as dicas que se seguem servirão para que você exponha suas fotos corretamente e possa retratar melhor seus passeios.

Expondo a imagem com precisão


Suponho que, se você se interessa por fotografia, você esteja usando o Modo Manual da sua câmera Reflex ou da sua compacta avançada e, por isto, que também já saiba como utilizar o fotômetro para expor sua foto.
O que você logo descobrirá ao fotografar na praia é que, se você obedecer cegamente o medidor do fotômetro de sua câmera, muitas de suas fotos ficarão escuras. Isto se deve porque a areia da praia e a água do mar são superfícies mais reflexivas do que o normal, então o medidor de luz da sua câmera identifica a claridade excessiva e indica um ajuste para isto, que quase sempre subexporá a foto.

Como evitar isto?

Maragogi

O mais fácil é você tirar uma primeira foto, ver se ficou escura ou exposta corretamente, e ajustar a velocidade do obturador ou a abertura de diafragma para a exposição adequada.

A segunda opção, se for um dia ensolarado na praia, é ajustar sua câmera meio stop ou até um stop mais claro do que indica o fotômetro, por exemplo:

Se o fotômetro indica que a exposição correta na praia é 1/500 f/8 ISO 100, você pode ajustar para 1/250 f/8 ISO 100 e ver como fica a foto.

A terceira opção é você tirar fotos escuras mesmo e arrumar depois em algum editor de imagens, como o Adobe Ligthroom ou o Photoshop, mas o ideal é tirar a foto bem exposta diretamente na câmera.

Fotografando em movimento ou de algo se movendo

Dunas de Marapé - AL

Se você estiver dentro de um veículo em movimento, seja em um carro, um bugue, um ônibus, ou até mesmo num barco, e quiser fotografar alguma pessoa, paisagem ou objeto, o ideal é que você ajuste a velocidade do obturador o mais rápido possível, para evitar que a foto fique borrada.
Para tanto, você deve configurar a abertura de diafragma para a maior possível que sua lente permita e, se for necessário, subir um pouco o ISO para 200 ou até 400.

A não ser que você queira dar a sensação de movimento, então você pode manter a velocidade do obturador mais lenta, como 1/50 ou até 1/30.

Pipa - RN

No caso da foto acima, do rabo do golfinho, eu estava dentro de um barco em movimento, com o golfinho longe pulando para fora da água e com uma lente telefoto de 300mm, que por si só já necessita de uma velocidade rápida do obturador, além do enjoo!
Conseguir obter uma boa imagem nestas condições era quase um trabalho de franco-atirador.

Lembre-se da Regra dos Terços

Praia do Gunga

Quando você for fotografar paisagens, com a linha do horizonte no fundo, a Regra dos Terços é essencial.
Evite centralizar o horizonte do quadro, o melhor é que o horizonte esteja na metade inferior (como na foto acima), ou na metade superior (como na foto abaixo).

Natal - RN

Esta regra ajuda a criar uma hierarquia de interesse, determinando o que é mais importante no quadro, se é o céu ou se é o que está abaixo.

É óbvio que você poderá aplicar várias das outras regras do nosso Curso de Introdução à Fotografia, mas a Regra dos Terços é essencial nestes casos.

Os melhores horários do dia

Mundau - CE

Os melhores horários para se fotografar no litoral são exatamente os mesmos que em qualquer outro tipo de fotografia: de manhãzinha ou ao cair da tarde.
Meio dia é o pior horário para se fotografar, por causa das sombras fortes e curtas, do contraste fortíssimo e também por causa dos perigos do sol deste horário. Não se esqueça de passar o protetor solar também!

Maragogi

No entanto, para fotografia subaquática, o horário de meio dia é o melhor, pois a luz entra diretamente na água, iluminando melhor o fundo e os peixes.

O milagre da luz de preenchimento

Eu em Barceloneta
(1/250 f/9 ISO 100, com flash embutido, por Denise Nappi: http://www.flickr.com/photos/henrybugalho/6589357667/)

O primeiro grande equívoco dos leigos em fotografia é pensar que flash é apenas para se fotografar à noite.
Na minha experiência, o flash embutido da câmera é muito mais útil durante o dia do que à noite, pois é uma ótima maneira para se obter uma luz de preenchimento.

Mas o que é luz de preenchimento?

Basicamente é uma segunda fonte de luz usada para amenizar as sombras, que pode tanto ser um flash, quanto um rebatedor ou até uma parede branca. Qualquer coisa que sirva para suavizar as sombras de uma luz principal.
A vantagem de utilizar o flash embutido da câmera para isto é que se trata de uma luz tão fraca que dificilmente conseguirá sobrepujar a luz do sol.
No caso da foto acima, o sol estava às minhas costas, ou seja, o meu rosto estaria totalmente nas sombras, mas, com o flash embutido da câmera, foi possível suavizar as sombras, tornando a foto melhor.

Vai por mim: da próxima vez que for fotografar alguém sob sol forte, use o flash de sua câmera e veja o resultado (mas não pode ser muito de longe, pois este tipo de flash não tem tanta potência assim...).

Uma câmera à prova d'água é super legal!

Câmera Compacta - Maragogi

Lembre-se, sua câmera Reflex ou compacta avançada não pode entrar na água! A não ser que você tenha um acessório específico para isto (e que costuma custar mais caro do que a própria câmera).

No entanto, se você tiver a possibilidade de comprar uma câmera à prova d'água, mesmo que seja de filme, eu lhe garanto que é muito legal.

Câmera Compacta - Maragogi

Primeiro, por causa da reação das outras pessoas quando você entra com a câmera no mar. De longe, você já pode ouvir os outros falando: "Putz! Já era a câmera!"

Depois, que é uma maneira diferente para registrar seu passeio, seja no mar ou na piscina, sem preocupar-se em molhar seu equipamento e adeus àquela cacetada de dinheiro que você gastou!

Eu recomendaria os modelos de câmeras compactas à prova d'água da Panasonic, mas a Olympus, a Pentax e Canon também fazem parte deste jogo.

E nunca se esqueça de, assim que sair do mar ou da piscina, lavar bem sua câmera em água corrente e remover quaisquer resíduos de areia.

Carregando uma câmera compacta

Porto de Galinhas

Recomendo que, sempre que você for viajar, além de levar a sua Reflex ou a sua melhor câmera, leve também uma compacta pequena e discreta.

Nem sempre será possível sair fotografando com uma câmera que chame atenção, seja porque algumas cidades ou áreas são perigosas, seja porque você quer capturar uma imagem com discrição.

Você nunca sabe quando encontrará uma imagem interessante para fotografar.

Cuidando de seu equipamento

Dunas de Marapé - AL

Tirar fotos na praia é uma das raras circunstâncias nas quais eu recomendo limpar a câmera diariamente, para remover areia que pode ter entrado na lente ou no sensor da câmera.

Ao final de cada dia, desmonto a câmera e faço uma limpeza geral. Você ficaria impressionado com a quantidade de areia que você encontrará.

Só lembrando que, se sua câmera não for à prova d'água, jamais tente entrar no mar com ela!


***

Gostou deste artigo?


A melhor referência para quem deseja aprender a tirar fotos melhores.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Fotografando a galera durante as festas

Encontro dos mãos de vaca em NY
(1/250 f/1.8 ISO 400, com flash externo, foto por Gabriel Simão: http://www.flickr.com/photos/henrybugalho/6209034839/)

Estão chegando as festas de fim de ano e agora é a hora de reunir a família, toda a parentada e os amigos para celebrar.

Fotografar grupos não é nada fácil, por alguns motivos:

1 - sempre tem alguém que fecha o olho;

2 - sempre tem alguém que está olhando para o outro lado;

3 - como alguém precisar tirar a foto, ou a pessoa tem de:
a) ficar fora da foto, ou;
b) por no timer e sair correndo para entrar no quadro.

4 - geralmente as condições de iluminação não são das melhores, assim é quase obrigatório o uso do flash, que, por si só, já é um pepino à parte.

Quanto mais elementos, neste caso, pessoas, você tiver de prestar atenção, maior será a possibilidade de que alguma coisa não saia bem, mas, mesmo assim, se você não estiver fotografando profissionalmente estes grupos, você pode se dar um desconto.
Agora, se você estiver sendo pago para isto, tudo precisa sair perfeito!

O dois erros básicos ao se fotografar grupos

Tudo no mesmo plano

Fotografando grupos 4
(1/40 f/4.5 ISO 400, com flash embutido: http://www.flickr.com/photos/henrybugalho/6560189933/)

Este é um equívoco em qualquer tipo de foto, seja de objetos, seja de paisagens, seja de casais, seja de grupos.
Numa imagem, você precisar criar uma hierarquia de interesse, conduzindo o olhar o espectador através da foto, obrigando-o a prestar atenção em cada um dos elementos.
A fórmula de uma foto sem graça é deixar tudo no mesmo plano, tudo quadradinho, tudo alinhado.
Veja a foto acima, não é uma foto mal tirada, a exposição está correta, o flash não ficou estourado, mas não é uma imagem interessante. Todas as pessoas estão no mesmo plano, não existe uma ordem de atenção.

Fotografando grupos 7

Neste segundo caso, a própria diferença de altura entre as pessoas já serviu para criar uma distribuição mais atraente para a foto (que é o mesmo caso da primeiro foto no começo).
Se você se lembrar do artigo sobre linhas e formas, verá que, se uníssemos as cabeças das pessoas na imagem, formaríamos uma espécie de triângulo, compondo uma forma reconhecível e interessante.

Uso incorreto do flash

Fotografando grupos 5
(1/36 f/3.7 ISO 183, com flash embutido: http://www.flickr.com/photos/henrybugalho/6560186563/)

O uso adequado do flash da câmera é, na minha opinião, um dos aspectos mais avançados da fotografia. Ao incluirmos um iluminação artificial, criamos sombras, reflexos e efeitos que raramente temos como prever antes de tirarmos a foto.

A imagem acima, por exemplo, não está exatamente mal enquadrada (provavelmente, seu fosse o fotógrafo, teria esperado a garçonete no canto superior direito sair do quadro), porém, como era um ambiente interno com pouca iluminação, foi necessário o uso do flash embutido da câmera.

O que aconteceu?

A luz do flash primeiro atingiu a toalha da mesa, que ficou branquíssima. A medição da câmera determinou que o que era importante de se ver eram as duas primeiras pessoas na mesa, por isto, a potência do flash só expos corretamente estes dois primeiros elementos. A medida em que as pessoas se afastam do luz do flash, temos menos iluminação, e elas ficam subexpostas (escuras).
Por fim, temos um reflexo do flash no vidro lá no fundo, que é bastante comum em fotos amadoras com flash (às vezes, é quase inevitável e imperceptível).

No entanto, nesta situação, utilizando o mesmo ponto de vista, a única solução seria um flash externo, que pudesse ser rebatido no teto, iluminando todas as pessoas da mesa. Uma outra opção seria elevar o ISO da câmera ao máximo, porém, por se tratar de uma câmera compacta, o ruído digital seria muito grande e indesejável.

Fotografando grupos 2
(1/60 f/4 ISO 400, com flash embutido: http://www.flickr.com/photos/henrybugalho/6560222133/)

Nesta segunda foto, temos um ponto de vista bastante parecido, mas a imagem ficou muito mais natural.
O uso do flash embutido ainda criou certos efeitos indesejáveis, como as fortes sombras, mas, mesmo assim, com um ISO mais alto e uma iluminação ambiente melhor, foi possível obter uma foto mais agradável.
Além disto, existe uma ordem na imagem que conduz o olhar, começando com a pizza no canto inferior esquerdo e seguindo pela extensão da mesa até o fim. Já é uma foto muito mais interessante.

Autorretratando o seu grupo

Grupo Boneco de Neve
(1/500 f/4.5 ISO 100, com tripé: http://www.flickr.com/photos/henrybugalho/6560363665/)

Se você é do tipo que não pode ficar fora da foto, mas também costuma ser o fotógrafo das confraternizações, você provavelmente abusará do timer de sua câmera.

Praticamente todas as câmeras compactas e Reflex possuem uma função de timer, geralmente com duas opções: de 2 e de 10 segundos.

Se você estiver fotografando um grupo e quer aparecer também na foto, acredito que, na maioria das circunstâncias, terá de programar para 10 segundos, assim você terá tempo de correr e mesclar-se com as demais pessoas.

Nestes casos, você precisará de um tripé para apoiar a câmera, ou posicioná-la em alguma superfície plana, como uma mesa, uma estante, cadeira ou até mesmo no chão, em último caso.

Fotografando grupos 6
(1/40 f/4 ISO 400, com flash externo e tripé: http://www.flickr.com/photos/henrybugalho/6560176509/)

Ao autorretratar o seu grupo, você precisa ajustar a sua câmera previamente e já compondo a imagem pensando onde você ficará na foto. Além disto, uma alternativa é fazer o ajuste do foco manualmente, pois assim você evita que, na hora de pressionar o botão do obturador, a câmera focalize em algum outro elemento que não as pessoas.

Fotografando grupos 1
(1/200 f/4 ISO 200, com flash embutido: http://www.flickr.com/photos/henrybugalho/6560231791/)

Nem sempre será possível tirar autorretratos extraordinários de grupos, ainda mais se você não tiver um tripé e/ou um flash externo, pois, neste caso, você dependerá do ambiente no qual você está.

Na imagem acima, por exemplo, tive de apoiar a câmera sobre o balcão da cozinha e, por isto, apareceu aquela coisa (que não sei o que é) no canto inferior esquerdo que, para mim, é uma grande distração na imagem. Além disto, se houvesse a possibilidade, também teria tirado a foto de costas para aquela janela ao fundo, pois isto facilitaria a exposição e deixaria a foto mais bonita.

E, como você deve ter percebido nas imagens mostradas, um flash externo faz bastante diferença na qualidade da iluminação.

Considerações finais

Megaencontro dos Mãos-de-Vaca em São Paulo
(1/60 f/4.5 ISO 200, com flash embutido: http://www.flickr.com/photos/henrybugalho/4828614991/)

E não se esqueça que, nestas festas e confraternizações, você está lá para se divertir, rever a família e os amigos. Não precisa ficar tão histérico tirando fotos de tudo. Nestas situações, a fotografia é apenas uma maneira de registrar estes momentos juntos, para relembrarem no futuro.

A não ser que você esteja trabalhando, então é outra conversa!

Fotografando grupos 3
(1/200 f/4 ISO 400, com flash externo: http://www.flickr.com/photos/henrybugalho/6560205467/)

E só um lembrete: se você pedir para alguém, o tio, a prima ou o cunhado, tirar uma foto do grupo com sua câmera ultramodernosa, faça um favor para ele: ponha no Modo Automático.
A foto até pode não ficar das melhores, mas ninguém é obrigado a saber mexer no seu equipamento, só você mesmo.

Um feliz Natal e que o próximo ano seja ainda melhor do que este!


***

Gostou deste artigo?


A melhor referência para quem deseja aprender a tirar fotos melhores.