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sábado, 20 de abril de 2013

Lomografia, brincando de fotografar


Fotografia nem sempre deve ser levada à sério. Tudo bem que tem muita gente que faz disto seu ganha pão e que estudou muitos anos para isto.

Por outro lado, a maioria das pessoas fotografa apenas por diversão, para preservar momentos especiais, ou não tão especiais assim. Hoje, qualquer telefone celular vem com câmeras, ou seja, é todo o mundo tirando foto de tudo.

A Lomografia traz um conceito semelhante, mas diferente. Revisitando algumas câmeras antigas, ou modelos novos com filme, é uma brincadeira para adultos.
O lema é "clique, não pense", por isto, muitas das câmeras são bastante simples, basta apertar o botão e pronto. Todavia, há também algumas câmeras mais complexas e que exigirão um pouco mais de conhecimento técnico, de qualquer modo, é diversão garantida.

Filme é cool!

Fotografar com filme não é sinônimo de Lomografia.
Ainda hoje, fotógrafos profissionais utilizam filme para propósitos estéticos, ou por causa dos custos (um fundo digital de uma câmera de formato médio pode custar 20 mil dólares ou mais).
Já a Lomografia usa o filme para criar efeitos psicodélicos, já que algumas das câmeras tem vazamentos de luz, e também para dar este ar vintage.

É uma brincadeira um pouco cara, convenhamos, mas os resultados podem ser legais.

Alguns modelos que você deve conferir

Fisheye

Uma boa lente fisheye, isto é, com ângulo de captura de imagem de 180º ou superior, para sua Reflex digital custará os olhos da cara.

Uma solução, para quem deseja brincar um pouco com este tipo de lente, é arranjar uma lomo Fisheye.


A qualidade ótica das câmeras lomos são de medianas para péssimas, mas assim você poderá experimentar e ver se compensa investir para valer numa lente desta para sua câmera digital. Se enjoar rapidamente da brincadeira, os gastos terão sido menores.

Panorâmica

As câmeras panorâmicas tiram, evidentemente, fotos panorâmicas.



A vantagem é que você não precisará tirar várias fotos e depois colá-las no Photoshop.

Vários quadros

Este tipo de câmeras tiram vários quadros seguidos e são muito divertidas para fotografar movimento.

Diana e Holga

Dois dos modelos mais populares da Lomografia são também a primeira incursão de muita gente no universo do formato médio, com filmes 120.


Com estes equipamentos rudimentares, é possível criar algumas imagens bastante únicas, sem nenhum tipo de pós-processamento.


Uma espécie de Instagram analógico.

Câmeras Russas

As câmeras soviéticas, muitas delas réplicas de famosas marcas ocidentais como Leica e Contax, foram extremamente populares nos países comunistas e hoje existem milhões delas à venda por aí, por preço de banana.


Eu tenho uma e sou fascinado pela qualidade de suas imagens e também por sua durabilidade.
As marcas mais baladas são: FED, Zorki, Kiev, Zenit e Smena para filmes 35mm, e a Lubitel para formato médio.

Todavia, como muitas destas câmeras não tem fotômetro e são completamente manuais, acabam sendo uma diversão para quem possui um pouco mais de conhecimento técnica de fotografia.

Comprando uma Lomo

A minha principal recomendação é olhar o modelo que mais o agrada na loja da Lomography.

http://www.lomography.com.br/

E procurar pelo mesmo modelo mais em conta no Ebay.

http://www.ebay.com/

Você quase sempre encontrará no Ebay com preços muito mais baratos que na loja oficial, principalmente as câmeras russas. Não pense que você estará sacaneando o pessoal da Lomography, pois são eles quem compram as câmeras baratas e revendem a preços astronômicos.

Só para se ter uma ideia, comprei duas câmeras russas (uma Zorki 3 e uma Zenit 3M), com a entrega, por 65 dólares no Ebay. Na loja oficial da Lomography, uma Zorki 1, um modelo inferior, estava custando 170 dólares.

O legal é entrar na brincadeira sem ser enganado.

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domingo, 14 de abril de 2013

Fotografando em condições adversas - quais as recomendações?

Chuva em Nova York

Já falamos sobre os diferentes horários do dia para se fotografar, sobre as "hora douradas" e também sobre algumas condições climáticas especiais.

No entanto, nunca é demais tomar cautela em algumas circunstâncias, assim como saber o que esperar.

Chovendo


Geralmente, chuva é um balde de água fria para qualquer fotógrafo.

Se você pretende fazer retratos, talvez seja obrigado a ir para um ambiente fechado. Se for para fotografar paisagens, então a situação pode ficar bastante complicada.

Por outro lado, dias chuvosos também podem significar belas e interessantes fotos. Se você tiver uma câmera (e uma lente) resistentes à chuva, é só sair por aí clicando sem medo de ser feliz.

No entanto, se sua câmera é daquelas que jamais aguentariam um chuvisco, isto é, a maioria dos modelos de todas as marcas, o recomendável é encontrar algum lugar protegido, de onde você poderá fotografar. Alguns bons refúgios são de dentro de um carro, sob uma marquise ou pela janela.

Como fotografar os pingos da chuva?



Isto não é nada fácil, eu lhe garanto.

Se for uma chuva muito fraca ou fina, será quase impossível fotografar os pingos caindo. Já com chuvas mais fortes, é possível capturar as gotas usando o flash e com uma velocidade do obturador mais rápida, como 1/100, ou mais veloz.

Na imagem acima, é possível observar a chuva caindo no primeiro plano, enquanto os edifícios ficaram nítidos.



Já nesta segunda imagem, que foi um pouco mais complicada de ser obtida, o foco da lente foi obtido manualmente, para uma distância aproximada de uns 3 metros e, usando o flash, foi possível fotografar claramente as gotas mais próximas (aqueles risquinhos brancos).

Sol forte na praia


Um belo dia de sol na praia parece ser a condição ideal para uma boa foto. Contudo, não se engane. O reflexo do sol na areia branca ou no mar pode facilmente enganar o fotômetro de sua câmera, fazendo com que você exponha incorretamente a foto, subexpondo-a (escura demais).

Nestas circunstâncias, você terá duas opções:

1 - tirar duas ou três fotos até obter a exposição correta, o que nem sempre é fácil, pois o sol forte pode atrapalhar na hora de conferir o resultado no visor digital, ou



2 - fiar-se na tabela sol-16. Lembrando que esta tabela prevê que, num dia ensolarado, a exposição deve ser de velocidade do obturador igual a ISO para f/16.
"Credo, isto parece álgebra!", você deve estar gritando. Na prática, é muito mais simples. Se você estiver com a câmera em ISO 100, basta ajustar a velocidade do obturador para 1/125 e a abertura de diafragma para f/16.
Quase nunca falha.
Leia mais sobre o sol-16 aqui.

E não se esqueça que, se sua câmera não for à prova d'água, jamais mergulhe com ela no mar. Também é bom dar uma limpada na câmera e nas lentes depois, para tirar areia do equipamento.

Escuro demais

Situações nas quais você se depara com um cenário escuro demais criam dois problemas principais: 1 - consegui focar corretamente e 2 - decidir-se qual é a exposição correta.

Quando se trata de uma paisagem, como na imagem acima, você ainda terá a opção de fazer uma longa exposição, isto é, deixar o obturador aberto por vários segundos, ou até minutos, até conseguir a exposição desejada.


Contudo, se você estiver fotografando uma pessoa, a solução será usar o flash, alguma lente rápida ou jogar o ISO nas nuvens.
Na foto acima, foi usado um flash direto num salão escuro. Uma velocidade do obturador mais lenta permitiu também que a iluminação ambiente fosse capturada.


Já nesta outra foto, uma lente rápida permitiu obter a imagem mesmo com pouquíssima iluminação. No entanto, neste caso, o problema da focagem continua, às vezes obrigando o fotógrafo a usar o foco manual.

Nevando

Sei que não neva no Brasil, mas, se por acaso um dia você estiver em algum país que neva, certamente desejará preservar este momento.

Fotografar a neve caindo representa quase os mesmos desafios da chuva. Você precisará de uma velocidade do obturador mais rápida, além de ter de ser uma neve mais gorda.


Se for um dia ensolarado e você estiver fotografando uma paisagem nevada, valem as mesmas regras para um dia de sol na praia. A neve reflete a luz e pode confundir o fotômetro da câmera. Talvez sejam necessários alguns cliques até obter a exposição correta.

Por causa do frio, você também tem de prestar atenção à condensação.
Quando você passa de um ambiente muito frio para outro muito quente, o visor poderá embaçar, portanto, o melhor é guardar o equipamento na mochila, para que a variação térmica não seja muito grande, evitando assim também outros problemas que a condensação pode causar nas câmeras.

Não há porque ter medo de situações adversas, mas sempre preste atenção a estas recomendações. Depois, você se habituará a elas e já saberá como se comportar na chuva, no sol escaldante e até na neve.

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terça-feira, 19 de março de 2013

Cores estranhas nas fotos por causa do equilíbrio de branco errado?

(Foto com uma FED-3, filme Fuji 200)

Se você fotografar em formato .RAW, provavelmente não deve ter muito problemas com os ajustes de equilíbrio de branco (white balance) nas fotos, já que é possível fazer estes ajustes durante o pós-processamento.

Todavia, se você fotografar em .JPEG, ou usa câmeras de filme, certamente deve ter em entre suas fotos várias com tonaldades estranhas, porque se esqueceu de ajustar corretamente o equilíbrio de branco, ou porque não estava com o filme (ou filtro) apropriado.

As câmeras digitais de hoje possuem um ajuste automático de white balance bastante eficiente, contudo, ele não acerta em 100% dos casos. Quando isto ocorrer, você terá de contentar com uma foto esquisita, ou tentar corrigi-la posteriormente no Photoshop, como veremos a seguir.

Corrigindo o Equilíbrio de Branco no Photoshop


Existem vários métodos para corrigir o equilíbrio de branco no pós-processamento, porém, alguns são muito mais complexos do que outros.
Este, abaixo, foi o mais prático e eficiente que encontrei.

1 - abra sua foto no Photoshop

2 - duplique a camada (layer) com CTRL+J

3 - selecione a camada superior


4 - selecione o filtro (Filter) blur/average


5 - você terá uma cor sólida com a mesma tonalidade do equilíbrio branco incorreto


6 - clique no menu layer/new adjustment layer/curves...


7 - na função que se abrirá, existem três conta-gotas na lateral esquerda. Clique no conta-gotas do meio, que determiná o ponto-cinza da imagem. Depois, clique em qualquer ponto do campo da imagem, fazendo que a cor sólida se torne cinza 50%.


8 - neste ponto, você terá três camadas, a primeira, onde está a imagem, a segunda, com a cor sólida, a a terceira com as curvas de ajustes. Apague a segunda camada, a da cor sólida.


9 - agora você terá uma foto com a tonalidade corrigida, muito mais próxima das cores desejadas.

Outros exemplos


Na imagem original, tirada com uma câmera analógica Pentax K1000, ficamos com esta tonalidade alaranjada por causa da luz incandescente.


Nesta segunda imagem, após o tratamento explicado acima, as cores ficaram mais próximas do desejado.


Outra foto tirada com uma câmera digital Canon Rebel XT, também com a tonalidade alaranjada por causa da iluminação interna.


Após o tratamento de correção do equilíbrio de branco, as cores ficaram perfeitas.

Só lembrando que nem sempre este tratamento poderá resultar numa tonalidade correta, mas já é um ótimo ajuste para muitas imagens tiradas com o white balance incorreto.

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terça-feira, 12 de março de 2013

Minha câmera pifou! E agora?


Todo equipamento eletrônico ou mecânico tem uma vida útil e sua câmera fotográfica não é diferente.

As câmeras analógicas, pelo simples fato de serem equipamentos bem mais simples, costumavam ser muito mais duradouras e resistentes ao tempo. Inclusive, ainda hoje é possível encontrar e comprar câmeras fotográficas da década de 1920 que ainda funciona perfeitamente e que podem ser utilizadas.


Eu mesmo tenho uma pequena coleção de câmeras fotográficas antigas, como uma da década 60 e ou dos anos 70 e que, vez ou outra, uso por aí.
Para câmeras analógicas, geralmente não há muito segredo para a manutenção, porém, se você tiver algum problema sério, atualmente poderá ser um pouco complicado encontrar alguém que saiba como consertá-las.


No entanto, quando falamos de câmeras fotográficas digitais, o buraco é mais embaixo, pois, além de partes mecânicas, como a cortina do obturador, o espelho (que dá nome de Reflex às câmeras do gênero), as lâminas da abertura de diafragma da lente, entre várias outras partes móveis que permitem a obtenção da imagem, há também as partes eletrônicas, as baterias, os sensores e visores digitais, ou seja, uma série de elementos sensíveis e que podem dar pau em algum momento, graças ao uso excessivo ou também ao pouco uso.

Sua câmera se desgastará com o tempo, e isto é inevitável.

Defeito de fábrica


Se sua câmera digital for nova e ainda estiver na garantia, vários problemas poderão ser resolvidos diretamente e sem custo com a assistência técnica especializada.
A garantia padrão é de 1 ano, podendo ser extendida caso você pague à mais por isto.

Realmente, eu não saberia lhe dizer se compensa ou não pagar pela garantia extendida. Comprei algumas, mas nunca tive problemas sérios com minhas câmeras nos anos iniciais.
Penso que é muito uma questão de sorte (ou de azar), pois algumas pessoas simplesmente têm dedo podre e conseguem fazer até avião dar pane. Se você for desta espécie, então talvez compense pagar a mais pela garantia prolongada.

Obviamente que a garantia de fábrica não protege contra mau uso do equipamento, nem se ele cair no mar ou ser pisado por alguém na rua.
Se você tiver algum problema mecânico ou eletrônico durante a garantia, antes de mandar para a assistência, leia quais são os casos previstos, senão você terá de pagar pela manutenção.

Mau uso

Estes são casos que a câmera quebrou porque você se descuidou, ou por algum acidente.

Não se culpe, acidentes acontecem e o conserto dependerá muito das dimensões do estrago. Se a câmera ficar completamente estraçalhada e inutilizada, você terá de comprar uma nova, agora, se for danos pequenos, mande para um técnico, faça um orçamento e veja se compensa pagar o conserto ou investir num novo equipamento.

No meu cálculo, se o conserto custar 50% ou mais do que o valor de uma câmera equivalente nova, o melhor é comprar uma nova.

Problemas na lente

Mais do que problemas no corpo da câmera, há grandes possibilidades de ocorrer defeitos nas lentes, que são acessórios bastante frágeis e que podem ser danificados mesmo com pequenas cacetadas.

Uma vez mais, a decisão de mandar consertar uma lente ou comprar outra nova dependerá do valor total de uma lente do mesmo tipo. Se você bateu sua lente L na parede, que custa mais de 1500 dólares, e causou algum estrago, eu preferiria mandá-la para a assistência.

Agora, se você tem uma 50mm f/1.8 que custou 100 doletas, provavelmente o conserto sairá elas por elas, ou seja, talvez uma lente nova seja um melhor negócio.

Recomendações para preservar melhor seu equipamento

Não precisa ser paranóico e andar com sua câmera por aí envolta em plástico-bolha, mas alguns cuidados básicos nunca fizeram mal a ninguém.

Para sua câmera
1 - saiba quão resistente ela é ao clima, se é isolada para chuva e areia. Modelos avançados (e mais caros) costumam ser muito mais bem protegidos e duros na queda;
2 - limpe seu equipamento periodicamente. Isto evitará que ele enferruje ou que partículas se fixem no sensor digital, ou arranhem o espelho;
3 - sempre uso produtos de limpeza apropriados. Água sanitária NÃO é uma boa ideia.
4 - carregue sua câmera numa mochila apropriada e com acolchoamento, além disto, caso não seja possível, compre uma capa de neoprene, que são baratinhas;
5 - não deixe seu equipamento com crianças ou pessoas descuidadas. Basta um "mão furada" para sua câmera se espatifar no chão;
6 - antes de mandar para o conserto, confira se a bateria não acabou.

Para suas lentes
1 - use filtros UV sempre!
2 - não deixe elas largadas por aí sem as tampinhas nas duas extremidades;
3 - cuidado quando for se virar para não acertá-las na parede, ou em qualquer outra coisa;
4 - limpe-as periodicamente, ainda mais se houver ido à praia com elas.

Ter um problema com uma câmera fotográfica, que geralmente não custou nada barato, é sempre um aborrecimento, mas não há muito o que fazer: é mandar consertar, comprar uma nova, jogá-la fora ou tentar usá-la quebrada mesmo.

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terça-feira, 5 de março de 2013

História da Fotografia - parte 3: Leica e 35mm, a criação de uma lenda

(Ur-Leica, a primeira Leica criada em 1914)

Parte 1: Os Primórdios da Fotografia
Parte 2: Kodak e a câmera nas mãos das pessoas comuns

A Kodak dominou o mercado das câmeras fotográficas por algumas décadas, isto até que, na Alemanha, a Leitz, uma empresa do setor de ótica, criou o protótipo de uma câmera fotográfica que usava um filme 35mm.

O pai desta invenção foi o engenheiro Oskar Barnack, responsável pelas pesquisas de microscópios, e que, em 1913, convenceu o dono da Leitz a investir numa câmera destinada a fotografia de paisagens, que fosse portátil e com um negativo que pudesse ser ampliado sem perda de qualidade.

Para isto, foi necessário o desenvolvimento de lentes com grande qualidade ótica, que permitissem imagens extremamente nítidas, o que levou à consolidação da Leitz como a fabricante de algumas das mais perfeitas lentes já concebidas pelo ser humano.

Esta câmera foi batizada de Leica, derivado de Leitz camera. Era o nascimento de uma das maiores lendas da fotografia.

Filme 35mm

O formato de filme 35mm, por causa de sua largura, já era um antigo conhecido. Popularizou-se no cinema, sendo adotado desde cedo pelos fabricantes de cinematógrafos.

Algumas câmeras americanas haviam se arriscado neste formato anteriormente, mas foi o advento da câmera Leica que consagrou o 35mm como o método mais prático e eficiente para registrar as imagens fotográficas.

Este processo demorou algumas décadas, em 1960, o filme 35mm já era o mais disseminado, sendo utilizado por praticamente todas as câmeras voltadas para o público geral.

A princípio, a troca de filmes não era muito simples. O fotógrafo tinha de enrolar o filme fotográfico em câmaras escuras, reutilizando as bobinas. Este era um processo que tomava tempo e era pouco prático.

Em 1934, a Kodak entrou neste jogo mais uma vez, criando um rolo que poderia ser trocado à luz do sol, bastante parecido com os rolos fotográficos vendidos até pouco tempo atrás, antes do boom das câmeras digitais.

Simultaneamente, a Kodak lançou a câmera Retina, na tentativa de competir com as duas marcas mais populares de câmeras 35mm da época, a Leica e a Contax.

Estava para começar a época áurea da fotografia, quando alguns dos maiores fotógrafos da História retratariam o mundo, revelando suas belezas e horrores.

Fontes: Wikipedia e Wikicommons

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terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Canon 6D e Nikon D600, câmeras full frame que talvez caibam em seu bolso


O sonho de muitos fotógrafos entusiastas é de um dia poderem comprar uma Reflex digital full frame, isto é, com sensores com a área de imagem da mesma proporção das câmeras 35mm.

Recomendo a leitura do artigo O que é crop factor e qual é o efeito dele em suas fotos?, para uma explicação mais detalhada sobre isto.

O fato é que câmeras digitals full frame sempre estiveram distantes do alcance da maioria dos fotógrafos amadores, principalmente por causa do preço. Uma Canon 5D Mark III ou uma Nikon D800 estão na faixa dos 3 mil dólares, sem lentes, ou seja, é grana pra caramba para desembolsar por um hobby.
Se você for profissional, a câmera se pagará com trabalhos, evidentemente.

No entanto, dois lançamentos destas duas marcas prometem revolucionar o mercado, lançando pela primeira vez câmeras full frame para usuários semiprofissionais.

A Nikon apareceu com a D600, enquanto a Canon respondeu com a 6D, ambas direcionadas para um fotógrafo intermediário, que deseja entrar neste mundo das full frame, mas que não tem tanta grana para investir. Ambas as câmeras custam em torno de 2 mil dólares, o que já as tornam bastante mais acessíveis para uma categoria de compradores.

Vejamos então o que cada uma delas oferece.

Canon 6D

Esta Reflex possui um sensor com resolução de 20.2 megapixels, com o novo processador Digic5+ (o mesmo que vai nas 5D Mark III e na 1DX), ISO máximo de 102400 e com um inovador sistema de focagem com pouca luminosidade que tem deixado os fotógrafos de queixo caído.
Tira até 4,5 fotos por segundo, filma em HD e o seu grande diferencial é que possui wifi e GPS embutidos. Isto permite controlar a câmera através de smartphones, tablets ou computadores, além de ser possível fazer uploads diretamente da câmera para a internet. É a primeira câmera digital profissional com esta tecnologia de fábrica.
Além disto, há um novo modo de obturador silencioso, que pode ser muito útil quando é preciso ser discreto.

As desvantagens são a construção, que não possui um bom isolamento ao clima, não é possível fotografar HDR em formato .RAW, somente em .JPEG, nem tem flash embutido e o display digital não é articulado (para mim, isto é até uma vantagem, mas para quem filme, pode ser ruim).

Nikon D600

Esta marca criou uma câmera que tem impressionado muita gente, sem deixar a desejar para modelos mais avançados e mais caros.
São 24.3 megapixels de resolução, ISO máximo de 25600, 39 pontos de foco e flash embutido que permite o controle sem fio de flashes remotos.
A qualidade de construção desta câmera é excepcional.

Filma em HD, com grande qualidade ótica e sem alguns problemas que ocorrem da Canon 6D.

No geral, a Nikon D600 é considerada como uma câmera ligeiramente melhor do que a rival da Canon, apesar de esta ter suas vantagens.

Qual devo comprar?

Se você já possui equipamentos de uma destas marcas, a decisão é óbvia: você provavelmente continuará usando Canon ou Nikon.
Agora, se você for alguém que está entrando neste meio agora e está em dúvida, todos os especialistas apontam para a Nikon neste momento, com um equipamento mais bem construído e com melhores especificações.
A Canon pode convencer muita gente com o wifi e GPS embutidos, além de ser uma grande câmera para quem fotografa bastante com pouca luminosidade, mas a Nikon venceu este round.

Veremos o que o futuro próximo nos reserva.

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terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Conheça a B&H Photo and Video, a melhor loja de fotografia do mundo


Se você é como eu, que não resiste a uma loja de fotografia e já quer entrar para xeretar todos os lançamentos, então você precisa conhecer, um dia, a B&H Photo and Video, a melhor loja de fotografia de Nova York e, provavelmente, de todo o mundo.

Localizada em Midtown West, a poucas quadras da Times Square, esta loja com dois andares e que ocupa a lateral inteira de um quarteirão, tem o que há de melhor e mais diversificado do mundo da fotografia.

O andar térreo é dedicado a câmeras de vídeo e sistemas de som de um lado, e a material para estúdio fotográfico do outro. Foi lá que comprei o meu primeiro kit de strobes para estúdio, de uma marca própria da B&H e que nos serviu para aprendermos técnicas novas e também para vários ensaios.

Subindo para o primeiro andar, no entanto, é onde se encontra o paraíso para qualquer fotógrafo. Na B&H, todas as câmeras (excetuando Leicas e câmeras de formato médio) estão em mostruários para que os compradores possam testá-las.
Não é em qualquer loja que você pode fuçar nas melhores Reflex da atualidade, brincar com suas funções e conferir a qualidade da imagem. Mesmo nas maiores lojas da Europa, ainda que as câmeras estejam em mostruários, elas não ficam ligadas, ou seja, você pode pegar e mexer nelas, mas não tem como conferir como elas funcionam.
Obviamente que, na B&H, as câmeras mais avançadas sempre são as mais concorridas também. Às vezes é precisar ficar numa pequena fila informal para poder brincar com elas.

Ainda neste andar, há os balcões das lentes, onde você pode pedir para um vendedor mostrar-lhe as lentes e você poderá testá-la em sua própria câmera Reflex (se tiver).
Outra seção interessante é com as câmeras usadas e vintage, apesar de os preços da B&H serem um pouco altos para estes produtos, neste caso, recomendaria procurar diretamente no Ebay.

É neste primeiro andar que ocorrem os workshops, seminários e eventos gratuitos da B&H, voltados para formação e treinamento de fotógrafos. Todos meses, vários fotógrafos profissionais compartilham de suas experiências para qualquer um que tenha se inscrito nestes eventos, o que pode ser feito através do site da loja.

http://www.bhphotovideo.com/find/EventSpace.jsp

Já tive a oportunidade de participar de uma dúzia destes workshops, com fotógrafos de moda, de casamento, fotojornalistas, gente fera que não tem medo de ensinar todos os macetes para se obter fotos interessantes e inesquecíveis.

O legal desta loja é que há alguns funcionários que falam outros idiomas, ou seja, sempre há algum vendedor que fala português, já que este é um público dominante em Nova York e que gasta muito. Eles também possui um esquema de envio de produtos de fotografia e vídeo dos EUA para o Brasil.

Se um dia você for a Nova York e gostar de fotografia, esta loja é um programa obrigatório, seja para conferir os lançamentos, seja para fazer um upgrade em seu equipamento. O que pega é que a loja é de judeus, ou seja, é preciso conferir sempre o calendário de feriados judaicos para não dar de cara na porta.

B&H Photo and Video
www.bhphotovideo.com (em português)
420 9th Ave - Nova York


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quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Photoshop ou Lightroom, qual é o melhor programa para editar suas fotos?

Adobe Lightroom - Adobe Photoshop

Calma, calma! Não quero enganá-lo!

Respondo esta questão logo de cara: depende do que você pretende fazer.

Estes dois programas da Adobe, o Photoshop e o Lightroom, ao invés de competirem, são complementares.
O Adobe Lightroom é uma ferramenta incrível para organizar suas fotos e realizar pequenos ajustes. Já o Adobe Photoshop é o programa mais poderoso já criado para edições de imagens, com o qual você pode fazer praticamente qualquer coisa imaginável com uma foto.

Mas vou esmiuçar melhor estas diferenças, e os pontos fortes e fracos de cada um deles.

Adobe Lightroom

Adobe Lightroom

Eu utilizo o Lightroom 90% do tempo para ajustar e organizar minhas fotos.

Nenhum programa é tão simples e prático quanto o Lightroom quando se trata de importar as fotos da câmera ou do cartão de memória, para trabalhar com arquivos em formato .RAW ou .JPEG e fazer pequenas correções, inclusive em lotes.

Carrossel - Madrid

A imagem acima foi tirada em .RAW, importada pelo Lightroom e todos os ajustes de equilíbrio de branco, brilho, contraste, saturação, exposição, nitidez e redução de ruído digital foram feitas neste programa.

Vantagens

- o Lightroom é bastante simples de ser usado, ninguém precisa de um PhD em Design Gráfico para compreender suas funções e usá-lo com competência;
- é prático para trabalhar com muitas fotos, importá-las, editá-las em lotes, organizá-las em pastas e também para compará-las e selecionar as melhores para o pós-processamento;
- ótimo para quem fotografa em .RAW, pois permite conversões rápidas e em lotes;
- possui todos os ajustes básicos de pós-processamento, além de algumas ferramentos rudimentares para pequenas correções.

Desvantagens

- não possui controles avançados, nem filtros;
- não é possível trabalhar com camadas;
- não existem ferramentas artísticas, como pincéis, canetas e paletas de cores.

Adobe Photoshop

Adobe Photoshop

Como dissemos no começo, o Photoshop é um programa milagroso para tratar e editar fotografias.

Por outro lado, são tantas funções, tantas possibilidades, que mesmo um profissional familiarizado com o Photoshop acaba descobrindo novas coisas com frequência.
Ao contrário do Lightroom, com uma interface bastante simples e intuitiva, o Photoshop exige algumas horas de estudo, mesmo para executar alguns efeitos bastante primários.

Carrossel - Madrid

Por exemplo, na imagem acima, processada no Photoshop, foi feita uma sobreposição com uma textura de foto antiga para dar estes ares de uma imagem esmaecida.

Cão - Pós-processamento Photoshop

No Lightroom, você jamais conseguiria preparar uma imagem como a do cachorro acima. Ela passou por edições pesadas.
O cachorro tinha uma coleira, que foi removida no pós-processamento, recriando a textura da parede para preencher o que foi removido.
Além disto, foi usada uma camada para dar um clima mais dramático e também foram apagadas algumas marcas de chicletes do asfalto.

Vantagens

- virtualmente não há nada que você não possa fazer com o Photoshop, quando se trata de tratamento de imagens. É possível trabalhar com fotos, desenhos e demais trabalhos artísticos;
- há uma porção de ferramentas que dão controle absoluto ao usuário;
- pode-se trabalhar com camadas, o que permite uma liberdade criativa sem limites no pós-processamento.

Desvantagens

- não é tão cômodo trabalhar e exportar arquivos em .RAW;
- não é tão conveniente para selecionar e gerenciar várias fotos;
- pode ser um programa complicado para usuários iniciantes.

Conclusão

Se você não for um grande adepto de tratamento de imagens, provavelmente o Lightroom cumprirá todas suas necessidades. Não é difícil usá-lo nem há grandes complicações para obter bons resultados.

Todavia, se você gostar de trabalhar com pós-processamento e tem vontade de explorar recursos mais avançados, inevitavelmente acabará tendo de aprender a usar o Photoshop.

Inclusive, os dois programas são complementares. Você pode importar os arquivos, fazer uma seleção e retoques básicos no Lightroom e, depois, passar para os retoques mais profundos no Photoshop.

O ideal mesmo é baixar o trial destes programas e brincar um pouco com eles, antes de decidir-se a pôr a mão no bolso e comprá-los, já que não são nada baratos.

Adobe Lightroom - http://www.adobe.com/products/photoshop-lightroom.html
Adobe Photoshop - http://www.adobe.com/products/photoshop.html

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