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segunda-feira, 26 de março de 2012

Cuidado com o segundo-plano - Erros de fotografia que todos nós já cometemos um dia


Nas próximas semanas, falaremos de alguns erros bastante comuns no mundo da fotografia, e que mesmos profissionais acabam cometendo de vez em quando.

O primeiro deles, e que cada vez mais observo nas fotos por aí, é não prestar atenção ao segundo-plano da imagem.

O fotógrafo está tão concentrando tentando obter a melhor imagem da pessoa, que acaba se esquecendo que os elementos ao fundo também aparecerão na foto.

Preste muito atenção a postes, árvores, mastros, e qualquer outra coisa que esteja atrás do fotografado, para evitar criar chifres, galhadas, a Torre Eiffel, ou qualquer outra protuberância estranha na cabeça da pessoa.

Na foto do topo - tirada propositalmente, é claro! -, a cúpula de uma igreja ficou parecendo como se eu estivesse usando um daqueles capacetes alemães da Primeira Guerra Mundial. Só faltou um bigodão para ficar perfeito.


Este tipo de situação, além de cômica, pode ser embaraçante para o fotografado, pois ninguém quer ficar com fama de chifrudo...


A solução é extremamente simples: ao observar elementos esquisitos no segundo-plano, que possam causar uma sensação ambígua, peça para a pessoa dar um ou dois passos para o lado, ou você mesmo pode se mover e arriscar ângulos diferentes.

Às vezes, alguns centímetros já são o suficiente para evitar este erro.

No entanto, se você tirou a foto e só percebeu isto depois, o que resta é escolher outra foto para mostrar aos outros, deixando de lado aquela com chifrinho, sem dó nem piedade.

Então, fica a advertência: cuidado com o segundo-plano!

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sexta-feira, 16 de março de 2012

A câmera fotográfica, este bicho desconhecido


Recentemente, recebi uma pergunta neste blog que me deixou um pouco encafifado. Aparentemente, muita gente, incluindo profissionais de fotografia, não entendem e não conhecem a câmera que utilizam.

É por isto que repito à exaustão que ler o manual da câmera deveria ser o primeiro passo. Mesmo se você já é um profissional experiente, mas trocou de equipamento, modelo ou marca de câmera, você deve sentar-se e ler o manual, descobrir se houve alguma mudança de funções, quais são as possibilidades e recursos dela.

Para alguns, no entanto, basta saber onde fica o botão de liga e desliga, onde fica o Modo Automático, e onde se vê e apaga a foto. Se você NÃO é um destes, então você estará pronto para aprender fotografia pra valer!

Apenas como uma referência para novatos e gente do ramo, segue um checklist de quais funções ou atributos de uma câmera você deve conhecer e saber onde fica (e isto vale para câmeras Reflex e, em alguns casos, para compactas também).

Se você tiver alguma dúvida sobre o que cada uma destas funções quer dizer, talvez devesse conferir o Curso de Introdução à Fotografia do Cala a Boca e Clica!


Botão do obturador

Este é o botão que você aperta para tirar a foto, geralmente fica no topo da câmera, do lado superior direito, mas esta nem sempre é a regra.
Atualmente, este botão também serve para ajustar o foco automático, pressionando-o pela metade.

Dial do obturador

Este é o controle da velocidade do obturador, ou seja, a função que lhe permitirá congelar o movimento ou deixá-lo borrado.
Em algumas Reflex, ele fica um pouco atrás do botão do obturador, em outras para frente, ou em algumas compactas num dial multifuncional nas costas da câmera.

Em câmeras antigas de filme, ou em alguns modelos digitais retrô, há um dial no topo com as diferentes velocidades padrões do obturador já indicadas.

Dial da abertura de diafragma

Para Reflex introdutórias, ou seja, modelos mais simples de Reflex, talvez você utilize o mesmo dial para o obturador, mas pressionando simultaneamente um outro botão nas costas da câmera (Av, nas câmeras Canon).
Para modelos mais avançados, há um outro dial nas costas da câmera para controlar a abertura de diafragma, que também serve para navegar nos menus da câmera.

Em algumas compactas, é o mesmo dial para abertura e obturador, nas costas da câmera.

No entanto, se você estiver utilizando lentes manuais da época de filme, a abertura de diafragma é controlada por um anel diretamente na lente.

Botão do ISO

Em câmeras Reflex, o botão de ISO estará no corpo da câmera, em alguma posição de fácil acesso.
Mas em câmeras compactas, você provavelmente terá de acionar esta função em algum menu, onde você poderá controlar a sensibilidade à luz.

Controle de foco

Em lentes automáticas, o controle de foco pode ser feito de duas maneiras: 1 - pressionando o botão do obturador pela metade até que o elemento desejado esteja nítido, ou 2 - ativando o uso manual na lente e girando o anel de foco na parte dianteira da lente.

No caso de lentes manuais, o ajuste só é possível através do anel na lente.

Distância focal

É importantíssimo saber qual é a distância focal da lente que você utiliza, pois os efeitos óticos das lentes criam imagens muito diferentes. Sua lente é uma grande-angular, uma lente normal ou telefoto?

Para saber isto, primeiro você terá de saber qual é a distância focal da lente e isto pode ser descoberto ao olhar na parte da frente da lente, ou ao redor na parte dianteira dela. Você encontrará um número, como 50mm, 100mm, 18-55mm, e assim por diante.
Esta é a distância focal da sua lente.

Agora, para descobrir qual é a tipo da lente, você tem de saber qual é o crop factor do sensor (que recorta uma parte do campo de visão da lente) de sua câmera, pois os valores de referência de distância focal baseiam-se nas antigas de câmeras de filme (35mm).
A maior parte das Reflex introdutórias possui crop factor de 1.6x ou 1.5x, já os modelos mais avançados podem ter 1.3x ou ser full frame, isto é, sem corte.
Após descobrir isto, você multiplica o valor do crop factor pelo número de distância focal indicado em sua lente e voilá! Você obterá a distância focal daquela lente em sua câmera.

Por exemplo:
Uma lente 50mm (normal) numa Reflex com crop factor 1.6x equivale a uma lente de 80mm (telefoto).
Já uma lente de 35mm (grande-angular) em crop factor 1.6x equivale a uma lente de 56mm (normal).

Já em câmeras compactas, o bagulho fica nervoso, pois são sensores com tamanhos muito diferentes, então fica difícil dizer com certeza a que aquela distância focal se refere.

Valores únicos, como 50mm, 35mm, 80mm, 300mm indicam que são lentes fixas, ou seja, sem zoom. Comumente, são lentes com qualidade ótica superior e mais em conta.
Enquanto que lentes como 18-55mm, 24-105mm, 70-200mm indicam que são lentes de zoom. São lentes mais versáteis, mas boas lentes de zoom costumam custar os olhos da cara.


Abertura de diafragma máxima da lente

Esta também é uma informação que você pode encontar na lente.
Por exemplo, uma lente 50mm f/1.8 tem a abertura máxima de f/1.8, que é uma grande abertura. Uma lente 70-200mm f/4, a abertura de diafragma máxima é de f/4 em todas as distâncias focais.

Contudo, se você encontrar uma numeração como a seguinte, comum nas lentes do kit de Reflex, 18-55mm f/3.5-5.6, isto quer dizer que a abertura máxima varia de acordo com a distância focal. Em 18mm, a abertura máxima é f/3.5, e ela vai reduzindo até f/5.6 em 55mm, ou seja, você JAMAIS conseguirá fotografar, com esta lente, em 55mm com abertura de f/3.5.

Equilíbrio do Branco/White Balance

Em câmeras Reflex, o botão de equilíibrio do branco/white balance será de fácil acesso (WB em câmeras Canon).
Todavia, em câmeras compactas, você talvez tenha de procurar esta função em menus.

Porém, se você fotografar em formato .RAW, ao invés de .JPEG, você pouco utilizará o equilíbrio de branco.

O indicador do fotômetro


Esta a uma das informações mais importantes para quem fotografa em Modo Manual, pois este é o medidor de luz e o ajudará a ajustar sua câmera para uma exposição correta.

Em câmeras Reflex, você avistará o medidor do fotômetro em alguma das laterais do visor ótico, no visor atrás da câmera, e em alguns modelos mais avançados em mostradores no topo da câmera.

Em compactas, você encontrará o medidor do fotômetro no visor digital atrás da câmera, se houver Modo Manual.

Conclusão

Você precisa conhecer bem seu equipamento para utilizá-lo corretamente.
Se você é um fotógrafo amador, o ideal é sempre adquirir sua câmera antes de fazer as viagens, pois o pior que você pode fazer é estragar suas fotos por não saber como utilizá-la.

Se você é profissional, jamais vá a um evento ou trabalho sem antes ter aprendido todas as funções da câmera, bem como os acessórios. Se você está sendo pago, é preciso ser muito mais prudente.

Conhecer seu equipamento é uma obrigação de qualquer fotógrafo, pois somente assim que você poderá explorar todo o potencial dele.


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domingo, 11 de março de 2012

A Fotografia e a Lei: o que você ou não pode fotografar? E quais são os seus direitos como fotógrafo?


Nos comentários do artigo Como fotografar desconhecidos na rua sem apanhar, um dos leitores sugeriu que eu escrevesse um texto sobre qual é a legislação brasileira em se tratando de fotografia, o que podemos ou não podemos retratar.

Como não sou jurista e também não moro no Brasil há alguns anos, tive de pesquisar e ler alguns trabalhos jurídicos para me informar. E aqui está o resultado do que descobri.

Os direitos dos fotógrafos

A fotografia é considerado um trabalho artístico, por isto, está protegida pela Lei de Direitos Autorais, nº 9610, de 19 de fevereiro de 1998.
Seus dois direitos básicos como fotógrafo são:

1 - patrimonial, que lhe permite comercializar e distribuir como bem entender suas fotos; e

2 - moral, que protege a sua autoria da obra. Qualquer um que reproduza ou distribua suas fotos, deve lhe dar crédito pela criação dela.

O primeiro, o direito patrimonial, é transferível - você pode vender ou ceder seus direitos de comercialização e reprodução de uma obra -, já o segundo é intransferível, você sempre será o autor daquela imagem, ninguém mais pode assumir a autoria por ela.

Os direitos dos retratados

(foto de um dos doidos de Nova York, é o tipo de imagem que poderia me causar um problemão jurídico se houvesse sido tirada no Brasil [e se resolvessem me processar, é claro!]) 

Agora os pepinos começam a aparecer quando se trata de fotografar alguém, pois assim como o fotógrafo tem seus direitos, as pessoas fotografadas também tem os delas, conhecido como direito à imagem e à privacidade.

O segundo é muito óbvio e, pelo menos a mim parece ser óbvio, ninguém pode ser fotografado e/ou ter uma imagem de sua vida privada veiculada sem consentimento.

Um exemplo muito simples: você não pode fotografar ninguém dentro da casa dela pela janela, pois ali ela está em ambiente privado e cabe somente a ela decidir o que revelar e a quem. Você também não pode entrar em um escritório, casa ou museu, e fotografar o que há no interior sem autorização.
O direito à privacidade vale até para pessoas públicas. Ninguém, artista, político ou celebridade, pode ser fotografado em sua vida íntima sem autorização.

Agora, na vida pública, há algumas sutilezas na legislação brasileira em se tratando do direito à imagem.
Nos EUA, você pode fotografar qualquer pessoa em ambiente público, com ou sem autorização. Todavia, no Brasil, a liberdade de fotografar alguém restringe-se a três casos:

1 - de graça, desde que haja acordo "tácito" entre fotógrafo e fotografado;
2 - de graça, com acordo expresso; e
3 - com pagamento.

(exemplo de acordo tácito, na guerra de travesseiros em Nova York, as pessoas estão ali para se exporem)

Entende-se o acordo tácito a aceitação, de alguma maneira, da pessoa em ser fotografada.
Imaginemos que você esteja com sua câmera numa feira, então você vê alguém interessante, você se aproxima, ou apenas mostra sua câmera indicando que deseja fotografá-la, e ela concorda.

(outro caso de acordo tácito, este músico de rua de Curitiba me autorizou a fotografá-lo, sem problema algum. Mas dei alguns trocados para ele e quase acabei comprando um CD)

O acordo tácito também é o caso de manifestações públicas populares, ou também para a imagem de pessoas notórias no ambiente público, e o uso destas imagens em jornais ou outros veículos de informação, desde que não seja para uso publicitário.
No entanto, isto não prevê uma fotografia que possa desmoralizar o fotografado ou afetar sua honra, o que é bastante subjetivo, na minha compreensão.

Acordo expresso é quando alguém lhe dá uma autorização por escrito permitindo a divulgação ou comercialização da imagem.

E com pagamento é quando você paga alguém para fotografá-la. Como no caso de um modelo ou celebridade que são pagos para uma campanha publicitária (é importante ter uma permissão escrita, nestes casos).

Fora destes três casos, você não pode fotografar ninguém, nem obras de arte (somente obras de arte em espaços públicos). Cartier-Bresson e outros fotógrafos de rua estariam ferrados no Brasil...

Ou seja, retornando ao artigo de Como fotografar desconhecidos na rua sem apanhar, o ideal é sempre respeitar o direito de imagem das pessoas, pedindo autorização prévia (ou depois, se for o caso), ou em situações onde as pessoas estão claramente se expondo publicamente, como em passeatas, no carnaval e outras festas populares.
Na minha experiência, se você se aproximar com educação, raramente você ouvirá um não de alguém, e se receber ainda assim haverá muitas coisas e gente interessantes para se fotografar por aí.

Só lembrando que esta é a Legislação Brasileira, mas que na prática as coisas são muito diferentes...

Você tem outras informações, ou casos interessantes para contar? Então compartilhe conosco!


Você pode conferir mais informações sobre este assunto nestes dois links abaixo, que são bastante esclarecedores:

BIANCO, José Carlos, A obra fotográfica, o direito à imagem, à vida privada e à intimidade. http://www.justitia.com.br/artigos/09bw6b.pdf
COSTA NETO, José Carlos, O Direito à imagem. http://www.autor.org.br/juridico/imagem_costaneto.pdf

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sexta-feira, 2 de março de 2012

Canon 5D Mark III, o novo objeto de desejo dos fotógrafos profissionais


A Canon está decidida a entrar este ano de 2012 derrubando os queixos dos fotógrafos profissionais. Primeiro, foi o anúncio da 1D X, a maior aberração tecnológica do mundo da fotografia destes últimos anos, e agora é o lançamento oficial da 5D Mark III, consagrando esta câmera que já é o xodó de muitos fotógrafos e que também se tornou de muitos cinegrafistas por sua estupenda qualidade de vídeo.


A 5D Mark III é uma maravilha com 22.3 megapixels de resolução, full frame, com o novo processador DIGIC 5+ e o incrível ISO máximo de 102400 (nem tanto como a 1D X, mas que já é bastante), fotografando em .RAW e .JPEG, filmes em HD com até 29 minutos de duração.
A novidade é um novo modo para fotografar em HDR, com até 7 exposições diferentes que são processadas pela própria câmera.

A câmera é protegida contra o clima e poeira e é um dos equipamentos mais fenomenais que você poderá encontrar no mercado atual.

Custará a bagatela de 3500 dólares, sem lente, e a pré-venda já começou. Ainda pode demorar um pouquinho para chegar às mãos dos fotógrafos, mas é sem dúvida o novo objeto de desejo.

5D Mark III no site oficial da Canon
http://www.usa.canon.com/cusa/consumer/products/cameras/slr_cameras/eos_5d_mark_iii


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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Qual é a vida útil de uma câmera fotográfica?

Imagino que uma das suas preocupações, na hora de meter a mão no bolso e pagar uma cacetada numa câmera nova, deve ser: quanto tempo esta câmera vai durar? E se esta porcaria estraga, o que faço da minha vida?

A segunda pergunta é fácil de responder, se a câmera estiver na garantia (geralmente de 1 ano para o corpo da câmera, mas você pode comprar garantia extendida), é só mandar para a assistência, mas você precisa ter registrado a câmera online logo após comprá-la e é bom guardar também o recibo da compra.
Muitas das principais marcas possuem garantia com cobertura internacional.

No entanto, se a garantia já houver expirado e a câmera der pau, então compensa fazer um orçamento de quanto sai o reparo, e ver se não compensa comprar uma câmera nova. Em modelos mais caros, comumente o conserto compensará, mas em modelos introdutórios, pode ser que acabe dando quase na mesma que comprar uma câmera nova.

Qual é a vida útil de uma câmera fotográfica?

Antes de tudo, vale ressaltar que os números que se seguem não são uma ciência exata, isto é, você pode ser um daqueles desgraçados azarados que depois de tirar umas 10 fotos a câmera já vai para as cucuias, ou você pode comprar uma câmera com um trilhão de cliques e ainda usá-la por anos a fio. Simplesmente, não existe regra, apenas uma estimativa.

Falaremos da expectativa de vida de câmeras Reflex da Canon, mas estes dados devem ser equivalentes para modelos semelhantes da Nikon.

Reflex introdutória (XT, XSI, XS, T1, T2, T3 e similares)
50.000 cliques

Reflex semiprofissional (40D, 50D, 60D)
100.000 cliques

Reflex profissional (5D, 5D Mark II)
150.000 cliques

Reflex profissional top (1D Mark II, 1D Mark III, 1D Mark IV)
200.000+ cliques

Você pode encontrar mais destes dados no site http://www.olegkikin.com/shutterlife/, que indica o número de cliques de alguns modelos de câmeras de várias marcas fornecidos pelos próprios usuários.

Quer dizer que a minha Reflex introdutória vai pifar quando eu apertar o botão 50 mil vezes?

Repito, isto não é uma regra. Pode ser que estrague antes, pode ser que dure muito mais.

Além disto, o tempo de vida de sua câmera dependerá muito de como você cuida dela, pois umidade, areia, exposição demasiada ao sol, pode encurtar bastante a durabilidade de seu equipamento.

Os cliques podem ajudá-lo a comprar uma câmera usada

Estas informações são muito úteis na hora de comprar uma câmera usada, pois deveria ser obrigação do vendedor oferecer-lhe uma estimativa de quantos cliques já foram tirados.

Só para você ter uma ideia, tirando cem fotos por dia (o que é bastante para um fotógrafo amador), a estimativa de vida útil de uma Reflex profissional é de quase 6 anos, mas isto quer dizer que você estará tirando umas 36.000 fotos ao ano.

Para você ter uma noção, em 2010, morando em Nova York e viajando pelo Brasil, Argentina, Chile e Peru, com 2 câmeras diferentes, e fotografando praticamente todos os dias do ano, eu tirei 21 mil fotos, ou seja, numa média de umas 10500 fotos por câmera. Com uma Reflex introdutória, isto é um ano inteiro de uso razoável.

E para câmeras compactas?

Não tenho dados exatos para câmeras compactas, mas algumas camerazinhas podem durar bastante, principalmente porque os fotógrafos de final de semana não costumam fazer uso pesado destes equipamentos, nem tiram tantas fotos quanto um usuário habitual de uma Reflex.

Mas acredito que a maioria das compactas podem resistir entre 3 e 5 anos sem muitos problemas, a não ser que, como eu disse, você seja azarado.

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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Os 5 maiores equívocos dos fotógrafos novatos


1 - Uma câmera grande ou moderna fará de mim um fotógrafo melhor

Pense na câmera fotográfica como uma ferramenta ou um instrumento de trabalho.
Um martelo prega sozinho uma tábua ? Uma serra elétrica corta sozinha uma árvore? Uma panela faz sozinha a comida? Tirando o Herbie, um carro de corrida se dirige sem motorista? Um bisturi faz uma cirurgia por si só?

O segredo de uma boa foto é quem opera a câmera, e existe uma câmera ou um conjunto de lentes para cada função, mas o fotógrafo tem de saber utilizá-la.

Uma câmera trambolhosa ou do último modelo, que tem um trilhão de megapixels, faz vídeos em 3D, tem GPS e funciona até em Júpiter, não o tornará um fotógrafo mais competente.
No entanto, um fotógrafo habilidoso poderá obter boas fotos até com câmeras de plástico. Esta é a realidade.

Se você ainda está aprendendo, encontre uma Reflex mais simples, estude e pratique. Talvez depois você sinta a necessidade de câmeras melhores, que cumpram mais suas exigências de qualidade ótica, velocidade ou resistência, mas estas exigências surgirão depois, com a experiência, quando você souber fotografar e utilizar bem sua câmera.

2 - Só uma foto é o suficiente


Não acredite naquele papo que "o fotógrafo é tão bom que só precisa tirar uma foto".

Isto é balela! Fotógrafo bom é aquele que tira milhares de fotos, mas que escolhe somente uma, a melhor de todas, para mostrar ao mundo.
Se você é da época do filme, já deve ter dito e ouvido muito a frase: "deixa eu tirar mais uma para garantir", e é mais ou menos esta a lógica. Sempre tire mais uma, mais duas, mais três, mais quinze fotos para garantir.
Se você for fazer um retrato, tire em vários ângulos e com várias iluminações possíveis.
A perfeição reside nos detalhes e quanto mais fotos você tirar do mesmo tema, maiores serão as chances de haver uma foto excelente no meio delas.

3 - Iluminação não importa, eu tiro foto de qualquer jeito


Alguém que não reconhece a importância da iluminação, e que não sabe utilizá-la com competência, tanto a ambiente quanto a artificial, não deveria ser chamado de fotógrafo.

Fotografia quer dizer "escrever com a luz", ou seja, manejar e controlar a luz é o que há de mais importante nesta arte.


Eu tinha um professor de Física que dizia: "não existe gente feia, existe gente mal iluminada", e isto é de uma sabedoria providencial.


A iluminação é a chave para se obter ótimas fotos e faz toda a diferença. Veja qualquer imagem de grandes fotógrafos, todos eles mestres em escrever com a luz.


Se você não se importa em saber quais são os horários melhores do dia para se fotografar, quais são as diferentes qualidades da luz, quais são os modificadores e os ângulos de incidência, você não deveria ser fotógrafo.

4 - Estudar pra quê? Eu aprendo tudo na marra!


É possível aprender muita coisa na prática, e em fotografia a teoria não substitui o ato de sair às ruas, ou ir a um estúdio, e apertar o botão da câmera.
Todavia, sem estudo, você jamais evoluirá muito neste ramo. E não me refiro apenas a fazer cursos presenciais de Fotografia, pois é possível estudar por conta própria, lendo livros sobre o assunto, assistindo a vídeos, analisando fotos de mestres da fotografia, e assim por diante.

Hoje em dia, com a internet, você pode aprender toda a teoria sem sair de casa, mas depois você tem de por a teoria em prática, saindo com a câmera e tirando muitas fotos.

Quase todos os bons fotógrafos estão sempre se reciclando, sempre à procura de novas técnicas, frequentando workshops e palestras.

Agora, não se engane: fotografar e ensinar são dois talentos diferentes. Um mestre da fotografia pode ser um péssimo professor de fotografia, enquanto um fotógrafo mediano pode ser um grande professor.

Ter estudado com grandes nomes não significa necessariamente que você tenha aprendido alguma coisa, às vezes, um fotógrafo desconhecido pode ser um mestre na arte de ensinar, e você avance muito mais.

5 - Depois eu arrumo no Photoshop


Assim como a câmera, o Photoshop ou qualquer outro programa de edição de imagens são ferramentas, que não devem substituir o talento e o conhecimento teórico de um fotógrafo.

Eu acho um pouco deprimente esta crença de muitas pessoas que tudo pode ser consertado no Photoshop, primeiro, porque se necessita ser consertado, é porque o fotógrafo cumpriu mal e porcamente seu trabalho; segundo porque se o fotógrafo está mais interessado em passar seu tempo arrumando as fotos, ao invés de tirá-las, ele está na profissão errada.

Além disto, um fotógrafo profissional é pago para estar com a câmera na mão tirando fotos, ou seja, enquanto você estiver no Photoshop arrumando as fotos, você não estará ganhando nenhum centavo com isto.

O Photoshop pode ser uma ferramenta milagrosa em vários casos, mas sua função básica deveria ser melhorar uma foto que por si só já é muito boa.

Se você passa horas arrumando fotos medíocres, tentando torná-las melhores, o meu único conselho é: estude um pouco mais e aproveite estas horas para sair às ruas, tirando muitas fotos e aperfeiçoando suas técnicas.
Será um tempo muito melhor aplicado.

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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Marca d´água nas fotos. Qual é a sua opinião?


Entende-se marca d´água por algum padrão ou imagem incluídos em papéis, como papel-moeda, passaportes e outros documentos oficiais, selos, etc. para evitar a falsificação.
O termo também é usado para indicar uma assinatura ou a inserção de identificação de copyright em imagens, especialmente em fotos digitais, para prevenir a cópia e a pirataria.

Entre os fótografos, tenho visto algumas variações de uso da marca d'água, como as seguintes:

Enorme e no meio da foto


Com esta marca d'água, não há como questionar a autoria da foto, ela está bem no centro da imagem e, na minha opinião, é mais importante até do que a própria foto.
Primeiro você vê a marca d'água, depois tenta ver a imagem.

Múltiplas e por toda a foto


Nesta aqui, temos uma repetição da assinatura por toda a foto, às vezes também em diagonal. Isto preveniria a cópia da foto e também de parte dela, pois as marcas d'água estão por todo o lado.

Assinatura digital


Esta aqui já é um mais discreta, num dos cantos da foto, onde pouco afete a imagem, mais ou menos como as assinaturas que os pintores fazem nas telas.
No entanto, ao contrário das outras marcas d´água cima, esta é mais fácil de ser removida, com um pouquinho de conhecimento de Photoshop.

Moldura


Para mim, esta é a variação mais charmosa e bonita de todas, que dá um certo requinte, mas proporciona quase nada de proteção para foto, pois basta alguém recortar a imagem que a assinatura terá sido apagada.

Usar ou não usar marca d'água?

Eu não uso marcas d'água nas minhas fotos, e a maioria dos grandes fotógrafos que conheço também não utiliza.
Você reconhece de cara uma foto de Richard Avedon, Sebastião Salgado ou Annie Leibovitz pelo estilo próprio dos fotógrafos, pela visão deles, pela qualidade das imagens que eles obtém, e não por causa de uma marca d'água ou uma assinatura na foto.

Apesar de eu estar longe de ser um dos grandes fotógrafos, eu não uso marca d'água porque:

1 - estraga a foto. Veja que coisas horríveis os dois primeiros exemplos! É assim que você quer que as pessoas vejam a sua foto?

2 - se você está tão preocupado em roubarem a sua imagem (o que tem bem poucas chances de ocorrer, convenhamos!), publique apenas uma miniatura dela de uns 200 ou 300 pixels no lado mais longo. Caso o "ladrão" tente ampliá-la, haverá uma perda de resolução considerável, inutilizando a foto;

3 - boa parte do conteúdo disponível através de alguns sites, como o Flicrk, por exemplo, está licenciado sob Creative Commons, que permite a reprodução do material desde que seja sem fins lucrativos, ou seja, você está autorizando (sem saber) que alguém publique a sua foto no site ou blog dele, desde que ele não ganhe nada com isto.

4 - se você não é, ou não pretende se tornar um fotógrafo profissional, qual é a sua preocupação se alguém está utilizando a sua imagem? Talvez você devesse até se envaidecer, ou pedir educadamente para o sujeito incluir um link para o seu blog, portifólio ou site de imagens. Afinal de contas, seria uma divulgação gratuita.

5 - parece que quem tira as piores fotos são os que mais se preocupam com marcas d'água. Cada foto medonha que vejo com marca d'água em cima, o que a torna ainda pior!

É óbvio que existem exceções, que existem ótimos fotógrafos que querem ser reconhecidos pelo trabalho que fazem, que não querem outro lucrando com o resultado de seu esforço, e assim por diante, e por isto usam marca d'água nas fotos.

Mas qual é a sua opinião sobre o assunto? Marca d'água protege ou estraga a foto? Qual seria uma solução para evitar a pirataria?

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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

O que é ruído digital e como ele pode afetar minhas fotos?

(Foto por: Denise Nappi)

Ruído digital (digital noise) é como se chama os pontinhos que aparecem nas fotos quando se fotografa com ISO alto, e é particularmente perceptível em regiões escuras das imagens.

Este é um efeito indesejável e desagradável, principalmente quando é muito perceptível, como na foto acima, tirada com a primeira câmera fotográfica digital que minha esposa comprou em 2001.

Recorte em 100%

A foto foi tirada em ISO 100 e, naquela época, mesmo com um ISO tão baixo, o ruído digital era evidente. Repare no tamanho dos pontos vermelhos na foto e como os contornos são bem pouco nítidos.

Hoje, as câmeras possuem controle de ruído muito melhores, inclusive, em câmeras profissionais, com resultados excelentes mesmo acima de ISO 3200 ou mais.

No entando, ainda em nossos dias, você pode esperar um desempenho inferior em controle de ruído em câmeras compactas em comparação a câmeras profissionais, como veremos a seguir.

Câmera compacta em ISO 1600

A foto acima foi tirada com uma câmera compacta da Panasonic em ISO 1600. Se você observar o céu e as nuvens, poderá perceber melhor o ruído digital e o pontinhos vermelhos.

Câmera compacta em ISO 1600 - recorte em 100%

Contudo, somente quando aproximamos a imagem que podemos notar o estrago do ruído digital na qualidade da foto. Os pontos são tão grandes e difusos que parece até uma pintura impressionista.

Comparemos agora o mesmo ISO em uma Reflex da Canon.

Câmera profissional em ISO 1600

Apesar de estar com um ISO bastante alto, mal dá para perceber os pontinhos num imagem deste tamanho. Há um bom controle do ruído digital, que só poderá ser percebido ao ampliarmos a foto.

Câmera profissional em ISO 1600 - recorte em 100%

Neste caso, ao invés dos pontinhos coloridos, temos uma granulação, uma espécie de textura, perpassando toda a foto.
Você poderá notar claramente a diferença entre ISO 1600 e ISO 100, uma sensibilidade muito mais baixa, no recorte abaixo.

Câmera profissional em ISO 100 - recorte em 100%

Você pode reparar que a imagem é muito mais limpa e nítida, sem granulação ou textura aparente.

Pós-processamento e redução do ruído digital (noise reduction)

(foto após redução de ruído digital)

Eu sou da seguinte opinião: foto com muito ruído digital é uma porcaria, mas é melhor uma foto com ruído do que foto nenhuma.
Mesmo assim, com os programas de edição de imagem, é possível melhorar bastante a qualidade final da foto, reduzindo o ruído digital durante o pós-processamento.
Inclusive, existem alguns programas específicos dedicados apenas para redução de ruído.

Para isto, eu uso o Adobe Lightroom, que é o programa que utilizo para o maioria dos pequenos ajustes que faço nas fotos. O controle de redução de ruído pode ser encontrado na aba "detail", "noise reduction", e você controla a quantidade de ruído através dos medidores de "luminance", "detail" e "contrast".
Geralmente, só sinto a necessidade de controlar "luminance", observando na janela acima como afeta a imagem.
Mas não exagere, pois quanto maior for a redução, mais detalhes e nitidez você perderá.

Fiz a redução de ruído nas duas fotos tiradas tanto com a câmera compacta quanto com a Reflex, para que você possa perceber a diferença.

Câmera compacta em ISO 1600, com redução de ruído

Numa imagem deste tamanho, a redução de ruído é bastante aparente. Já não dá para perceber tanto os pontinhos quanto antes.

Câmera compacta em ISO 1600, com redução de ruído - recorte em 100%

Todavia, ao ampliarmos a imagem, ainda temos a sensação de ser quase como uma pintura, com uma textura estranha, mas ainda melhor do que a imagem original.

Câmera profissional em ISO 1600, com redução de ruído

Nesta, nem podemos percebre grandes modificações, pois a qualidade da imagem original já era razoável o bastante.

Câmera profissional em ISO 1600, com redução de ruído - recorte em 100%

Mas ao vermos a ampliação, a diferença é perceptível. Já não vemos tanto os pontinhos ou a textura, que acabou se mesclando com a imagem.
Por o ruído nesta câmera não ser tão evidente, a correção foi muito mais natural.

Ruído digital ou grânulos?


Mas não pense que estes pontinhos nas fotos com ISO alto é uma exclusividade das câmeras digitais. Na era do filme, as fotos também tinham granulações perceptíveis em ISO mais altos.
Por exemplo, se você ampliar a imagem acima, tirada com um filme Ilford Delta de ISO 400, poderá ver a granulação.


E este é o mesmo caso desta outra foto, tirada com um filme Fujicolor Superia de ISO 400.

No entanto, ao contrário do ruído digital, considerado indesejável, os grânulos do filme são mais agradáveis e concedem um charme à foto. Inclusive, muita gente inclui, no pós-processamento, grânulos (film grain) para que a foto pareça que foi tirada com filme fotográfico.


Esta foto acima é um exemplo disto. Foi tirada com uma câmera digital e os grânulos (film grain) foram incluídos no Photoshop durante o pós-processamento para dar este ar de foto antiga e clássica. Realmente, é um outro clima.

Conclusão

Adquirir uma câmera Reflex é geralmente um argumento para quem necessita ou gosta de fotografar com pouca luminosidade, pois há a necessidade de ISO mais alto e, consequentemente, a foto será afetada menos pelo ruído digital.
Câmeras compactas comumente tem um desempenho péssimo neste quesito e, assim que você faz a comparação, uma câmera profissional dá um baile.

No entanto, se não houver alternativa, tire a foto mesmo com ISO alto e com ruído digital, e depois faça a redução de ruído no pós-processamento, pois os resultados podem não ser perfeitos, mas são bastante satisfatórios.

Exercícios práticos

1 - com sua câmera (compacta ou Reflex) tire quatro fotos:
a - em ISO 100;
b - em ISO 400;
c - em ISO 800;
d - no ISO mais alto que houver em sua câmera.

Por fim, compare os resultados e amplie as fotos, tentando identificar o ruído digital. Os pontinhos são muito evidentes a partir de qual ISO?


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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Escolhendo um equipamento fotográfico, por Fernanda Ferraro


Nesta semana, a fotógrafa Fernanda Ferraro escreveu gentilmente um artigo para ajudá-los a escolher um bom equipamento fotográfico. Nós nos conhecemos através do meu outro trabalho, o guia Nova York para Mãos de Vaca; ela é uma fotógrafa supercompetente, com belíssimas imagens no portfolio.

Vale conferir - www.fernandaferraro.com.br

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Oi, pessoal! Meu nome é Fernanda Ferraro, sou fotógrafa profissional, proprietária da empresa Fernanda Ferraro Fotografia (www.fernandaferraro.com.br), fotografo casamentos, ensaios de casais apaixonados e famílias felizes. Tenho 30 anos, sou advogada por formação, carioca da gema, casada com o amor da minha vida e exclusivamente fotógrafa há 2 anos, quando eu deixei um emprego na Petrobrás em busca da minha realização de vida. Quanto vale um sonho?!

Conheci inicialmente o simpático blog Viagens para Mãos de Vaca, pois meu próximo destino é NY, e a parada obrigatória antes de fazer o check in é lá.

Se conselho fosse bom, não se daria, venderia...rsrs. E é esse o intuito do manual de fotografia vendido aqui no Cala a Boca e Clica! Vender bons conselhos e dar boas dicas. Enjoy it.

Acho que posso dar meus 10 cents de contribuição:


Se você passou pelos www.maosdevaca.com, é porque pensa em viajar para NY. Sendo assim, aproveite que você irá para a capital mundial da fotografia e faça boas compras na B&H Photo, a Disneyworld dos fotógrafos amadores e profissionais do mundo todo.

Eu sou usuária de equipamento Canon (e Applemaníaca). Não ganho absolutamente nada fazendo propaganda. Nikon e Canon são excelentes marcas, com grandes variedades de equipamentos, facilidade de assistência técnica e peças de reposição. Então deixo de lado a briguinha boba sobre que marca é a melhor e apenas refiro-me à Canon por conhecer os equipamentos da marca, certo?!

Não se precipite. Nada de comprar equipamento caro sem saber mexer. Se o seu intuito é ter uma boa câmera compacta que faz bonito no modo automático, aposte na Powershot G-12 da Canon. Eu que sou profissional, a tenho como minha eleita para viagens e fotos pessoais. É fantástica, tem praticamente todos os recursos de uma câmera semi-profissional, não é enorme (vantagem de caber na bolsa) e ainda filma em alta definição.


Caso seu interesse seja adquirir uma câmera com mais recursos, compre uma DSLR (Não sabe o que é DSLR? Veja aqui: http://www.calabocaeclica.com/2011/10/entao-voce-decidiu-comprar-uma-camera.html) de entrada, ou seja, um modelo para iniciantes, como uma Canon T1i, T2i, T3i... Elas são mais leves e mais baratas. À medida que você for aprendendo a usá-la, aí sim aposte em câmeras mais potentes. Digo isso porque as câmeras DSLRs têm tempo de vida útil em cliques. Enquanto a gente aprende, a gente clica bastante, erra mais que acerta, então vale a pena não gastar um equipamento top com fotos ruins e cliques deletáveis.

Colocar uma Canon 1D-X, que é o top de linha da Canon, na mão de um iniciante, seria como deixar uma menina de 10 anos pilotar uma Ferrari. Se você gosta de tecnologia como eu e está disposto a investir em equipamentos fotográficos, uma dica valiosa é que você antes invista em bons cursos.

Outra coisa, não se precipite e compre apenas o corpo da câmera, sem a lente do kit. Compre a lente separadamente. E como primeira lente, eu recomendo que você compre a famosa cinquentinha: 50mm f/1.8.

Se conselho fosse bom... Eu diria pra você nunca, nunca mesmo, comprar uma câmera DSLR (ou seja, daquelas de trocar a lente) com uma lente que venha no kit. A lente do kit é sempre uma BOMBA. Geralmente as lentes do kit das câmeras de entrada vêm especificadas assim: 18-55mm f/3.5-5.6. Sabe o que isso significa? Vou traduzir essa equação nas palavras de um leigo. Significa que ao ”puxar” o zoom da lente, a imagem captada perderá luminosidade. Como foto depende de luz, você pode fazer melhor negócio adquirindo uma lente 50mm f/1.8 baratinha que vai te fazer muito mais feliz. Ok, você descobrirá que a lente 50mm não tem zoom. Mas eu afirmo com tranquilidade que ao escolher a lente fixa, você estará garantindo melhores fotos, pois com grandes aberturas, conseguimos atingir velocidades maiores para fotografar em luz natural. Qual a necessidade de velocidades maiores? Congelar o movimento, evitando a foto tremida. A velocidade de segurança, ou seja a velocidade mais baixa que a gente consegue fotografar sem tripé e sem tremer, é 1/30. E para iniciantes eu recomendo 1/50!

Para entender melhor a relação entre velocidade do obturador e abertura do diafragma, leia este artigo aqui: http://www.calabocaeclica.com/2011/04/mas-o-que-e-fotografia.html


Resumidamente falando, quanto menor o número de f-stop (f/) de uma lente, maior será sua abertura (veja a ilustração acima), e consequentemente, maior também será sua capacidade de captação de luz. Dependendo do ISO (que é o equivalente digital da ASA dos filmes) e da abertura utilizada, precisa-se de maiores ou menores velocidades de obturação para a correta exposição.

E a lente 50mm f/ 1.8, tem um custo x benefício incrível! É super baratinha e te trará um resultado maravilhoso. Sabe aquelas fotos que todo mundo adora, em que um assunto principal está em primeiro plano e o restante parece desfocado?! Essa lente é perfeitinha pra fazer esse efeito, o chamado bokeh (veja a definição aqui: http://www.calabocaeclica.com/2011/10/introducao-fotografia-25-profundidade.html).


Lógico que é recomendável que se faça um curso de fotografia. Mas se puder fazer valer esta dica que eu estou dando, nunca, nunca mesmo compre sua primeira DSLR com a lente que vem no kit. Além de essas lentes do kit serem mais caras que uma cinquentinha, ao vendê-las, você perceberá o desvalor comercial delas. Portanto, evite-as. Ser mão de vaca vale a pena, principalmente quando a economia é consciente e por uma boa causa. Mais que tudo, um consumo consciente é coisa de gente inteligente.

See you guys! Bjs, Fê.

Imagens: Fernanda Ferraro www.fernandaferraro.com.br


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