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Curso de introdução à fotografia do Cala a boca e clica
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quinta-feira, 26 de abril de 2012

Onde está o Wally? - Erros de fotografia que todos nós já cometemos um dia


Olhe bem para esta foto acima.

O que é que está sendo fotografado? Qual é o tema principal dela?

São as ruínas do fóro romano, aquele casal parado no lado direito, as duas meninas do lado esquerdo? O que o fotógrafo quis representar?

Na verdade, este é o tipo de imagem parecido a "Onde está o Wally?", com aquele personagem de camisa listrada de vermelho e branco que quase some em meio a tanta informações e cores.


O tema da imagem sou eu, quase no centro da foto, mas eu estou tão distante (propositalmente) da fotógrafa, utilizando uma lente grande-angular, que dilata o espaço, que quase não posso ser visto.

Volte para a primeira foto e tente me encontrar agora. Conseguiu?

Este é um equívoco comum quando alguém deseja mostrar um cenário muito interessante, ou com muitos elementos distrativos, e quando a pessoa se afasta demais para integrar-se neste cenário.


Nesta foto, é possível saber logo de cara qual é o tema: o casal nesta viela italiana. No entanto, eles estão distantes da câmera, também com uma lente grande-angular, que suas feições mal podem ser discernidas.

Aliás, há um segundo erro nesta fotografia acima (e isto não foi intencional), que é o fato de a imagem estar borrada. Como eu usei uma velocidade do obturador relativamente baixa, qualquer tremidinha com a câmera já faz com que a foto fique borrada. Só fui perceber isto quando já estava em casa, conferindo as fotos no computador.

A Solução


Para o complexo de "Onde está o Wally?", a solução é bastante simples: peça para o sujeito retratado se aproximar da câmera, ou dê zoom.
Na imagem acima, foi feito um pouco dos dois. Eu me aproximei da fotógrafa, e ela também deu um pouco de zoom.
Apesar de eu estar cercado por outras pessoas, com as ruínas atrás, é possível perceber claramente o quem é o tema da imagem, principalmente porque sou o único olhando para a câmera.


O mesmo ocorreu nesta segunda foto. Além de eu ter me aproximado do casal retrado, ainda dei um zoom na lente (e, melhor do que isto, estava segurando bem a câmera, por isto a foto não ficou tremida).

Ainda é possível visualizar a viela atrás deles, mas tivemos de escolher entre retratar o casal, ou mostrar a bela arcada sobre nós.
Nem sempre se pode capturar tudo numa única imagem e, frequentemente, menos é mais.


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quarta-feira, 18 de abril de 2012

Curso de Iluminação Artificial - escolhendo o melhor tipo de iluminação para você

(Foto por alex deforest, bryce moseley & katie weilbacher: http://www.flickr.com/photos/katiew/336770775/)

Se você pretende um dia se tornar um fotógrafo profissional, daqueles que fazem books, ensaios, ou cobrem casamentos, você logo descobrirá que, antes de tudo, você terá de investir um pouco (ou muito) para entrar nesta carreira, isto significa comprar boas câmeras e lentes, fazer bons cursos e também saber escolher bem seus acessórios, como o tipo de iluminação que utilizará.

Strobes de estúdio


Para quem possui um bom espaço físico para montar um estúdio, talvez adquirir um conjunto de iluminação de strobes seja uma ótima opção.

A vantagem dos strobes de estúdio é que eles geralmente tem maior potência, menor tempo de reclicagem (isto é, você pode tirar mais fotos seguidas, sem precisar aguardar muito pela recarga) e um maior número de modificadores, como sombrinhas, softboxes, grids e honeycombs. Este é um grande passo rumo à profissionalização.
Além disto, os strobes possuem luz de modelagem, que é um feixe contínuo de luz que lhe permitirá visualizar como os flashes iluminarão o modelo retratado.

No entanto, uma das grandes desvantagens deste tipo de set é a mobilidade. Geralmente, os kits de iluminação para estúdio são desengonçados, pesados e ocupam bastante espaço, o que pode ser um obstáculo se você quiser fotografar ao ar livre ou fora de seu estúdio.
Além disto, muitas vezes você necessitará de um fotômetro manual para medir corretamente a luz e obter os melhores resultados.

Existem duas modalidades de strobes para estúdio: 1 - com power pack, ou 2 - monolights.

1 - Com power pack
Kits de iluminação com power pack (como da imagem acima) possuem uma espécie de bateria, na qual você conecta e controla a potência dos strobes, ou aproximando e afastando as luzes. A potência dos power packs é medida em watts por segundo, ou W/s, e ela será distribuída igualmente, ou como você definir, entre o número de luzes utilizadas.
Por exemplo, se você tem um power pack de 500 W/s e duas luzes, cada uma terá a potência de 250 W/s, que é mais do que o suficiente para a maioria das situações.

2 - monolight


Monolights partem do mesmo princípio dos strobes com power pack, só que, neste caso, a bateria está diretamente na luz, de onde você pode controlar a potência. Esta é uma boa alternativa para quem está começando, já que um conjunto com dois monolights costuma custar mais barato do que um kit com power pack, e quebra um galhão.

Flashes externos


Esta modalidade de iluminação nada mais é do que o flash de sua câmera só que com maior potência e versatilidade.
Bons flashes externos podem custar caros, às vezes até mais caros do que alguns kits de strobes para estúdio, mas sempre é possível comprar um de uma marca inferior e brincar com eles.
Mas cuidado antes de conectar um flash made in China em sua câmera! Alguns podem fritar seu equipamento em dois tempos...

A minha recomendação é sempre comprar os flashes do mesmo fabricante de sua câmera, seja Canon ou Nikon, mesmo que isto doa um pouco no bolso. Dê também uma olhada em flashes de segunda-mão, ou de modelos anteriores, o que pode representar uma economia significativa.

A vantagem dos flashes externos é a mobilidade e a versatilidade. Você pode dependurar um destes flashezinhos em virtualmente qualquer lugar e iluminar seu objeto de maneiras que nunca imaginou. Eles são pequenos, leves e práticos, e simples de usar.
Quase todos os flashes modernos possuem um sistema de medição automática de luz, o que facilita bastante a vida do fotógrafo. Basta compor a foto e clicar, que o próprio flash avalia a quantidade de luz necessária.
É o ideal para fotógrafos de eventos, que precisam de praticidade e se movimentam bastante.

Por outro lado, as desvantagens são a pouca potência, o tempo de reciclagem mais lento e a vida curta das pilhas. De repente você está disparando o flash, e meia dúzia de cliques depois, a pilha já acabou. Além disto, há poucos modificadores para flashes externos, ou você terá de ser bastante criativo.
Outro probleminha é que não possuem luz de modelagem contínua (até existe uma função para isto, mas come bateria à doidado!), ou seja, você só saberá como ficou a iluminação depois de ter tirado a foto.

Luzes quentes


As luzes quentes funcionam basicamente como as lâmpadas incandescentes da sua casa, de um abajur ou luminária, só que são mais potentes e, consequentemente, mais quentes. Assemelham-se às luzes contínuas utilizadas por cinegrafistas.
Este é o tipo de iluminação mais barata possível, apesar de bastante limitadora. Não é tão fácil congelar o movimento com este tipo de iluminação e o estúdio pode virar uma fornalha.

Não é a mais recomendada para uso profissional, apesar de ter seus adeptos.

Antes de comprar um equipamento de iluminação

Pense exatamente quais são as suas necessidades antes de sair gastando seu dinheiro em equipamentos caros de iluminação:

1 - você tem um local específico para montar seu estúdio, ou precisa de uma luz leve que possa ser carregada para qualquer lugar?

2 - você quer potência e velocidade, ou praticidade e mobilidade?

3 - você fotografará modelos estáticos, ou precisará congelar movimento e perseguir a pessoa retratada?

4 - pode gastar muito, ou a grana está contada?

Pese estes quatro quesitos e veja quais dos três tipos de iluminação, strobes, flashes ou luz quente, satisfazem melhor suas exigências.

Iluminação artificial em fotografia é fascinante e bem utilizada pode criar imagens magníficas.

Imagens: divulgação

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domingo, 15 de abril de 2012

Curso de Iluminação Artificial - Introdução

(1/250 f/8 ISO 100, com strobes de estúdio: http://www.flickr.com/photos/henrybugalho/6232424442/)

Então você já comprou o Curso Introdutório de Fotografia do Cala a Boca e Clica!, praticou todos os exercícios sugeridos e percebeu melhorias em suas fotos?

Já aprendeu a controlar sua máquina fotográfica no Modo Manual, entendeu os princípios básicos da fotografia e conheceu algumas técnicas de composição?

Talvez estejamos na hora de dar mais um passo e começarmos a falar de iluminação artificial.
E é agora que o bicho vai pegar, meu amigo!

Se você leu o artigo sobre iluminação, então você sabe que iluminação artificial é um monstro à parte no mundo da fotografia, com técnicas avançadas que muitos fotógrafos jamais dominarão completamente.

No fundo, não é exatamente nenhum bicho de sete cabeças, mas exige dedicação e muito estudo, além de prática, obviamente.

O que é iluminação artificial?

(1/250 f/8 ISO 80, com strobe de estúdio, por Denise Nappi: http://www.flickr.com/photos/henrybugalho/6380220519/)

Iluminação artificial é qualquer tipo de luz acrescentada a uma cena que não seja a luz ambiente, como a luz do sol ou de lâmpadas em um ambiente interno.


(1/250 f/5 ISO 100, misto de flash externo e iluminação ambiente: http://www.flickr.com/photos/henrybugalho/5932146814/)

Iluminação artificial pode ser um flash, embutido da câmera ou externo, strobes de estúdio, outros tipos de luzes, ou refletores.
Você pode ter um set somente com iluminação artificial, como num estúdio, onde todas as luzes são minuciosamente controladas, ou um misto de iluminação artificial e iluminação ambiente, como na maioria dos eventos, em casamentos, festas de aniversário e formaturas, por exemplo.

(1/200 f/10 ISO 320, com strobes de estúdio, por William Mantovani: http://www.flickr.com/photos/henrybugalho/6324407890/)

O cenário ideal é quando se utiliza somente iluminação artificial, quando você pode regulá-las exatamente como deseja, com controle absoluto do fotógrafo, mas este nem sempre será o caso.

O que você precisará para o Curso de Iluminação Artificial?


Você precisará de pelo menos um foco de luz externo, que não seja o flash embutido (built-in flash) de sua câmera. Isto pode ser um flash externo (external flash), um strobe (como um monolight) de estúdio ou até mesmo uma luminária potente (ou uma luz quente).
O melhor é que você possa ter algum controle sobre a potência da luz, senão você deverá ter espaço para poder aproximar e afastar o foco de luz da pessoa ou do objeto fotografado.

Além disto, em lições futuras, talvez você necessite de modificadores, como sombrinhas, para suavizar a luz.

E é evidente que você precisará de uma câmera fotográfica, preferencialmente uma Reflex, com saída para disparar remotamente o flash ou o strobe.

Por fim, muna-se de bastante disposição para realizar os exercícios propostos, pois sem prática não se chegará a lugar algum.

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sábado, 7 de abril de 2012

Lente Fisheye, capturando o ângulo máximo de visão

(1/15 f/4 ISO 640, lente fisheye 13mm: http://www.flickr.com/photos/henrybugalho/7023292403/)

Não sou um grande fã de lentes fisheye (ou olho-de-peixe), lentes grande-angulares capazes de capturar ângulos de 180º ou mais, e que distorcem violentamente a imagem.

Vejo esta lente sendo utilizada bastante por fotógrafos de casamento, especialmente para retratar as festas de recepção. Enquanto que podem ser interessantes para certas circunstâncias, o efeito é muito limitador, na minha opinião. Por isto, jamais me interessei em comprar uma fisheye para compor o meu set de lentes.

Contudo, alguns dias atrás, enquanto eu fotografava a Basílica de São Pedro, no Vaticano, um fotógrafo americano parou do meu lado e começamos a conversar sobre câmeras e lentes. Ele me perguntou se eu queria fotografar com a fisheye que ele estava utilizando, uma Canon 8-15mm f/4 L, desta série de lentes excepcionais da marca. É óbvio que não hesitei.

Na foto no topo, você pode perceber algumas características bastante evidentes de uma lente fisheye, como o grande-ângulo de captura (isto porque eu nem estava usando a distância focal mínima de 8mm) e a grande distorção, como se fosse realmente um olho de peixe, isto porque eu reduzi um pouco a distorção no pós-processamento.
Você pode conferir a foto original abaixo.


Para que você tenha um parâmetro de comparação entre lentes com diferentes distâncias focais, seguem outros exemplos de grande-angulares, normal e telefoto.

17mm

50mm

70mm

Como você pode perceber, estas são 4 fotos muito diferentes e, neste caso particular, o uso da fisheye acabou sendo muito interessante.

Você tem alguma experiência com lentes fisheye ou fotos com este tipo de lente para compartilhar conosco?

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segunda-feira, 26 de março de 2012

Cuidado com o segundo-plano - Erros de fotografia que todos nós já cometemos um dia


Nas próximas semanas, falaremos de alguns erros bastante comuns no mundo da fotografia, e que mesmos profissionais acabam cometendo de vez em quando.

O primeiro deles, e que cada vez mais observo nas fotos por aí, é não prestar atenção ao segundo-plano da imagem.

O fotógrafo está tão concentrando tentando obter a melhor imagem da pessoa, que acaba se esquecendo que os elementos ao fundo também aparecerão na foto.

Preste muito atenção a postes, árvores, mastros, e qualquer outra coisa que esteja atrás do fotografado, para evitar criar chifres, galhadas, a Torre Eiffel, ou qualquer outra protuberância estranha na cabeça da pessoa.

Na foto do topo - tirada propositalmente, é claro! -, a cúpula de uma igreja ficou parecendo como se eu estivesse usando um daqueles capacetes alemães da Primeira Guerra Mundial. Só faltou um bigodão para ficar perfeito.


Este tipo de situação, além de cômica, pode ser embaraçante para o fotografado, pois ninguém quer ficar com fama de chifrudo...


A solução é extremamente simples: ao observar elementos esquisitos no segundo-plano, que possam causar uma sensação ambígua, peça para a pessoa dar um ou dois passos para o lado, ou você mesmo pode se mover e arriscar ângulos diferentes.

Às vezes, alguns centímetros já são o suficiente para evitar este erro.

No entanto, se você tirou a foto e só percebeu isto depois, o que resta é escolher outra foto para mostrar aos outros, deixando de lado aquela com chifrinho, sem dó nem piedade.

Então, fica a advertência: cuidado com o segundo-plano!

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sexta-feira, 16 de março de 2012

A câmera fotográfica, este bicho desconhecido


Recentemente, recebi uma pergunta neste blog que me deixou um pouco encafifado. Aparentemente, muita gente, incluindo profissionais de fotografia, não entendem e não conhecem a câmera que utilizam.

É por isto que repito à exaustão que ler o manual da câmera deveria ser o primeiro passo. Mesmo se você já é um profissional experiente, mas trocou de equipamento, modelo ou marca de câmera, você deve sentar-se e ler o manual, descobrir se houve alguma mudança de funções, quais são as possibilidades e recursos dela.

Para alguns, no entanto, basta saber onde fica o botão de liga e desliga, onde fica o Modo Automático, e onde se vê e apaga a foto. Se você NÃO é um destes, então você estará pronto para aprender fotografia pra valer!

Apenas como uma referência para novatos e gente do ramo, segue um checklist de quais funções ou atributos de uma câmera você deve conhecer e saber onde fica (e isto vale para câmeras Reflex e, em alguns casos, para compactas também).

Se você tiver alguma dúvida sobre o que cada uma destas funções quer dizer, talvez devesse conferir o Curso de Introdução à Fotografia do Cala a Boca e Clica!


Botão do obturador

Este é o botão que você aperta para tirar a foto, geralmente fica no topo da câmera, do lado superior direito, mas esta nem sempre é a regra.
Atualmente, este botão também serve para ajustar o foco automático, pressionando-o pela metade.

Dial do obturador

Este é o controle da velocidade do obturador, ou seja, a função que lhe permitirá congelar o movimento ou deixá-lo borrado.
Em algumas Reflex, ele fica um pouco atrás do botão do obturador, em outras para frente, ou em algumas compactas num dial multifuncional nas costas da câmera.

Em câmeras antigas de filme, ou em alguns modelos digitais retrô, há um dial no topo com as diferentes velocidades padrões do obturador já indicadas.

Dial da abertura de diafragma

Para Reflex introdutórias, ou seja, modelos mais simples de Reflex, talvez você utilize o mesmo dial para o obturador, mas pressionando simultaneamente um outro botão nas costas da câmera (Av, nas câmeras Canon).
Para modelos mais avançados, há um outro dial nas costas da câmera para controlar a abertura de diafragma, que também serve para navegar nos menus da câmera.

Em algumas compactas, é o mesmo dial para abertura e obturador, nas costas da câmera.

No entanto, se você estiver utilizando lentes manuais da época de filme, a abertura de diafragma é controlada por um anel diretamente na lente.

Botão do ISO

Em câmeras Reflex, o botão de ISO estará no corpo da câmera, em alguma posição de fácil acesso.
Mas em câmeras compactas, você provavelmente terá de acionar esta função em algum menu, onde você poderá controlar a sensibilidade à luz.

Controle de foco

Em lentes automáticas, o controle de foco pode ser feito de duas maneiras: 1 - pressionando o botão do obturador pela metade até que o elemento desejado esteja nítido, ou 2 - ativando o uso manual na lente e girando o anel de foco na parte dianteira da lente.

No caso de lentes manuais, o ajuste só é possível através do anel na lente.

Distância focal

É importantíssimo saber qual é a distância focal da lente que você utiliza, pois os efeitos óticos das lentes criam imagens muito diferentes. Sua lente é uma grande-angular, uma lente normal ou telefoto?

Para saber isto, primeiro você terá de saber qual é a distância focal da lente e isto pode ser descoberto ao olhar na parte da frente da lente, ou ao redor na parte dianteira dela. Você encontrará um número, como 50mm, 100mm, 18-55mm, e assim por diante.
Esta é a distância focal da sua lente.

Agora, para descobrir qual é a tipo da lente, você tem de saber qual é o crop factor do sensor (que recorta uma parte do campo de visão da lente) de sua câmera, pois os valores de referência de distância focal baseiam-se nas antigas de câmeras de filme (35mm).
A maior parte das Reflex introdutórias possui crop factor de 1.6x ou 1.5x, já os modelos mais avançados podem ter 1.3x ou ser full frame, isto é, sem corte.
Após descobrir isto, você multiplica o valor do crop factor pelo número de distância focal indicado em sua lente e voilá! Você obterá a distância focal daquela lente em sua câmera.

Por exemplo:
Uma lente 50mm (normal) numa Reflex com crop factor 1.6x equivale a uma lente de 80mm (telefoto).
Já uma lente de 35mm (grande-angular) em crop factor 1.6x equivale a uma lente de 56mm (normal).

Já em câmeras compactas, o bagulho fica nervoso, pois são sensores com tamanhos muito diferentes, então fica difícil dizer com certeza a que aquela distância focal se refere.

Valores únicos, como 50mm, 35mm, 80mm, 300mm indicam que são lentes fixas, ou seja, sem zoom. Comumente, são lentes com qualidade ótica superior e mais em conta.
Enquanto que lentes como 18-55mm, 24-105mm, 70-200mm indicam que são lentes de zoom. São lentes mais versáteis, mas boas lentes de zoom costumam custar os olhos da cara.


Abertura de diafragma máxima da lente

Esta também é uma informação que você pode encontar na lente.
Por exemplo, uma lente 50mm f/1.8 tem a abertura máxima de f/1.8, que é uma grande abertura. Uma lente 70-200mm f/4, a abertura de diafragma máxima é de f/4 em todas as distâncias focais.

Contudo, se você encontrar uma numeração como a seguinte, comum nas lentes do kit de Reflex, 18-55mm f/3.5-5.6, isto quer dizer que a abertura máxima varia de acordo com a distância focal. Em 18mm, a abertura máxima é f/3.5, e ela vai reduzindo até f/5.6 em 55mm, ou seja, você JAMAIS conseguirá fotografar, com esta lente, em 55mm com abertura de f/3.5.

Equilíbrio do Branco/White Balance

Em câmeras Reflex, o botão de equilíibrio do branco/white balance será de fácil acesso (WB em câmeras Canon).
Todavia, em câmeras compactas, você talvez tenha de procurar esta função em menus.

Porém, se você fotografar em formato .RAW, ao invés de .JPEG, você pouco utilizará o equilíbrio de branco.

O indicador do fotômetro


Esta a uma das informações mais importantes para quem fotografa em Modo Manual, pois este é o medidor de luz e o ajudará a ajustar sua câmera para uma exposição correta.

Em câmeras Reflex, você avistará o medidor do fotômetro em alguma das laterais do visor ótico, no visor atrás da câmera, e em alguns modelos mais avançados em mostradores no topo da câmera.

Em compactas, você encontrará o medidor do fotômetro no visor digital atrás da câmera, se houver Modo Manual.

Conclusão

Você precisa conhecer bem seu equipamento para utilizá-lo corretamente.
Se você é um fotógrafo amador, o ideal é sempre adquirir sua câmera antes de fazer as viagens, pois o pior que você pode fazer é estragar suas fotos por não saber como utilizá-la.

Se você é profissional, jamais vá a um evento ou trabalho sem antes ter aprendido todas as funções da câmera, bem como os acessórios. Se você está sendo pago, é preciso ser muito mais prudente.

Conhecer seu equipamento é uma obrigação de qualquer fotógrafo, pois somente assim que você poderá explorar todo o potencial dele.


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domingo, 11 de março de 2012

A Fotografia e a Lei: o que você ou não pode fotografar? E quais são os seus direitos como fotógrafo?


Nos comentários do artigo Como fotografar desconhecidos na rua sem apanhar, um dos leitores sugeriu que eu escrevesse um texto sobre qual é a legislação brasileira em se tratando de fotografia, o que podemos ou não podemos retratar.

Como não sou jurista e também não moro no Brasil há alguns anos, tive de pesquisar e ler alguns trabalhos jurídicos para me informar. E aqui está o resultado do que descobri.

Os direitos dos fotógrafos

A fotografia é considerado um trabalho artístico, por isto, está protegida pela Lei de Direitos Autorais, nº 9610, de 19 de fevereiro de 1998.
Seus dois direitos básicos como fotógrafo são:

1 - patrimonial, que lhe permite comercializar e distribuir como bem entender suas fotos; e

2 - moral, que protege a sua autoria da obra. Qualquer um que reproduza ou distribua suas fotos, deve lhe dar crédito pela criação dela.

O primeiro, o direito patrimonial, é transferível - você pode vender ou ceder seus direitos de comercialização e reprodução de uma obra -, já o segundo é intransferível, você sempre será o autor daquela imagem, ninguém mais pode assumir a autoria por ela.

Os direitos dos retratados

(foto de um dos doidos de Nova York, é o tipo de imagem que poderia me causar um problemão jurídico se houvesse sido tirada no Brasil [e se resolvessem me processar, é claro!]) 

Agora os pepinos começam a aparecer quando se trata de fotografar alguém, pois assim como o fotógrafo tem seus direitos, as pessoas fotografadas também tem os delas, conhecido como direito à imagem e à privacidade.

O segundo é muito óbvio e, pelo menos a mim parece ser óbvio, ninguém pode ser fotografado e/ou ter uma imagem de sua vida privada veiculada sem consentimento.

Um exemplo muito simples: você não pode fotografar ninguém dentro da casa dela pela janela, pois ali ela está em ambiente privado e cabe somente a ela decidir o que revelar e a quem. Você também não pode entrar em um escritório, casa ou museu, e fotografar o que há no interior sem autorização.
O direito à privacidade vale até para pessoas públicas. Ninguém, artista, político ou celebridade, pode ser fotografado em sua vida íntima sem autorização.

Agora, na vida pública, há algumas sutilezas na legislação brasileira em se tratando do direito à imagem.
Nos EUA, você pode fotografar qualquer pessoa em ambiente público, com ou sem autorização. Todavia, no Brasil, a liberdade de fotografar alguém restringe-se a três casos:

1 - de graça, desde que haja acordo "tácito" entre fotógrafo e fotografado;
2 - de graça, com acordo expresso; e
3 - com pagamento.

(exemplo de acordo tácito, na guerra de travesseiros em Nova York, as pessoas estão ali para se exporem)

Entende-se o acordo tácito a aceitação, de alguma maneira, da pessoa em ser fotografada.
Imaginemos que você esteja com sua câmera numa feira, então você vê alguém interessante, você se aproxima, ou apenas mostra sua câmera indicando que deseja fotografá-la, e ela concorda.

(outro caso de acordo tácito, este músico de rua de Curitiba me autorizou a fotografá-lo, sem problema algum. Mas dei alguns trocados para ele e quase acabei comprando um CD)

O acordo tácito também é o caso de manifestações públicas populares, ou também para a imagem de pessoas notórias no ambiente público, e o uso destas imagens em jornais ou outros veículos de informação, desde que não seja para uso publicitário.
No entanto, isto não prevê uma fotografia que possa desmoralizar o fotografado ou afetar sua honra, o que é bastante subjetivo, na minha compreensão.

Acordo expresso é quando alguém lhe dá uma autorização por escrito permitindo a divulgação ou comercialização da imagem.

E com pagamento é quando você paga alguém para fotografá-la. Como no caso de um modelo ou celebridade que são pagos para uma campanha publicitária (é importante ter uma permissão escrita, nestes casos).

Fora destes três casos, você não pode fotografar ninguém, nem obras de arte (somente obras de arte em espaços públicos). Cartier-Bresson e outros fotógrafos de rua estariam ferrados no Brasil...

Ou seja, retornando ao artigo de Como fotografar desconhecidos na rua sem apanhar, o ideal é sempre respeitar o direito de imagem das pessoas, pedindo autorização prévia (ou depois, se for o caso), ou em situações onde as pessoas estão claramente se expondo publicamente, como em passeatas, no carnaval e outras festas populares.
Na minha experiência, se você se aproximar com educação, raramente você ouvirá um não de alguém, e se receber ainda assim haverá muitas coisas e gente interessantes para se fotografar por aí.

Só lembrando que esta é a Legislação Brasileira, mas que na prática as coisas são muito diferentes...

Você tem outras informações, ou casos interessantes para contar? Então compartilhe conosco!


Você pode conferir mais informações sobre este assunto nestes dois links abaixo, que são bastante esclarecedores:

BIANCO, José Carlos, A obra fotográfica, o direito à imagem, à vida privada e à intimidade. http://www.justitia.com.br/artigos/09bw6b.pdf
COSTA NETO, José Carlos, O Direito à imagem. http://www.autor.org.br/juridico/imagem_costaneto.pdf

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sexta-feira, 2 de março de 2012

Canon 5D Mark III, o novo objeto de desejo dos fotógrafos profissionais


A Canon está decidida a entrar este ano de 2012 derrubando os queixos dos fotógrafos profissionais. Primeiro, foi o anúncio da 1D X, a maior aberração tecnológica do mundo da fotografia destes últimos anos, e agora é o lançamento oficial da 5D Mark III, consagrando esta câmera que já é o xodó de muitos fotógrafos e que também se tornou de muitos cinegrafistas por sua estupenda qualidade de vídeo.


A 5D Mark III é uma maravilha com 22.3 megapixels de resolução, full frame, com o novo processador DIGIC 5+ e o incrível ISO máximo de 102400 (nem tanto como a 1D X, mas que já é bastante), fotografando em .RAW e .JPEG, filmes em HD com até 29 minutos de duração.
A novidade é um novo modo para fotografar em HDR, com até 7 exposições diferentes que são processadas pela própria câmera.

A câmera é protegida contra o clima e poeira e é um dos equipamentos mais fenomenais que você poderá encontrar no mercado atual.

Custará a bagatela de 3500 dólares, sem lente, e a pré-venda já começou. Ainda pode demorar um pouquinho para chegar às mãos dos fotógrafos, mas é sem dúvida o novo objeto de desejo.

5D Mark III no site oficial da Canon
http://www.usa.canon.com/cusa/consumer/products/cameras/slr_cameras/eos_5d_mark_iii


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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Qual é a vida útil de uma câmera fotográfica?

Imagino que uma das suas preocupações, na hora de meter a mão no bolso e pagar uma cacetada numa câmera nova, deve ser: quanto tempo esta câmera vai durar? E se esta porcaria estraga, o que faço da minha vida?

A segunda pergunta é fácil de responder, se a câmera estiver na garantia (geralmente de 1 ano para o corpo da câmera, mas você pode comprar garantia extendida), é só mandar para a assistência, mas você precisa ter registrado a câmera online logo após comprá-la e é bom guardar também o recibo da compra.
Muitas das principais marcas possuem garantia com cobertura internacional.

No entanto, se a garantia já houver expirado e a câmera der pau, então compensa fazer um orçamento de quanto sai o reparo, e ver se não compensa comprar uma câmera nova. Em modelos mais caros, comumente o conserto compensará, mas em modelos introdutórios, pode ser que acabe dando quase na mesma que comprar uma câmera nova.

Qual é a vida útil de uma câmera fotográfica?

Antes de tudo, vale ressaltar que os números que se seguem não são uma ciência exata, isto é, você pode ser um daqueles desgraçados azarados que depois de tirar umas 10 fotos a câmera já vai para as cucuias, ou você pode comprar uma câmera com um trilhão de cliques e ainda usá-la por anos a fio. Simplesmente, não existe regra, apenas uma estimativa.

Falaremos da expectativa de vida de câmeras Reflex da Canon, mas estes dados devem ser equivalentes para modelos semelhantes da Nikon.

Reflex introdutória (XT, XSI, XS, T1, T2, T3 e similares)
50.000 cliques

Reflex semiprofissional (40D, 50D, 60D)
100.000 cliques

Reflex profissional (5D, 5D Mark II)
150.000 cliques

Reflex profissional top (1D Mark II, 1D Mark III, 1D Mark IV)
200.000+ cliques

Você pode encontrar mais destes dados no site http://www.olegkikin.com/shutterlife/, que indica o número de cliques de alguns modelos de câmeras de várias marcas fornecidos pelos próprios usuários.

Quer dizer que a minha Reflex introdutória vai pifar quando eu apertar o botão 50 mil vezes?

Repito, isto não é uma regra. Pode ser que estrague antes, pode ser que dure muito mais.

Além disto, o tempo de vida de sua câmera dependerá muito de como você cuida dela, pois umidade, areia, exposição demasiada ao sol, pode encurtar bastante a durabilidade de seu equipamento.

Os cliques podem ajudá-lo a comprar uma câmera usada

Estas informações são muito úteis na hora de comprar uma câmera usada, pois deveria ser obrigação do vendedor oferecer-lhe uma estimativa de quantos cliques já foram tirados.

Só para você ter uma ideia, tirando cem fotos por dia (o que é bastante para um fotógrafo amador), a estimativa de vida útil de uma Reflex profissional é de quase 6 anos, mas isto quer dizer que você estará tirando umas 36.000 fotos ao ano.

Para você ter uma noção, em 2010, morando em Nova York e viajando pelo Brasil, Argentina, Chile e Peru, com 2 câmeras diferentes, e fotografando praticamente todos os dias do ano, eu tirei 21 mil fotos, ou seja, numa média de umas 10500 fotos por câmera. Com uma Reflex introdutória, isto é um ano inteiro de uso razoável.

E para câmeras compactas?

Não tenho dados exatos para câmeras compactas, mas algumas camerazinhas podem durar bastante, principalmente porque os fotógrafos de final de semana não costumam fazer uso pesado destes equipamentos, nem tiram tantas fotos quanto um usuário habitual de uma Reflex.

Mas acredito que a maioria das compactas podem resistir entre 3 e 5 anos sem muitos problemas, a não ser que, como eu disse, você seja azarado.

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