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Curso de introdução à fotografia do Cala a boca e clica
quais são as melhores cameras para 2013?

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terça-feira, 8 de maio de 2012

Fotos panorâmicas com sua câmera Reflex, saiba como fazer

(Foto panorâmica com 4 fotos, clique nela para ampliá-la: http://www.flickr.com/photos/henrybugalho/7158509596/)

Você chega diante de uma paisagem belíssima, daquelas de cair o queixo, mas parece que todo aquele cenário não cabe na sua câmera.

Qual é a solução?

Uma foto panorâmica!

E o que é uma foto panorâmica?

Esta é a combinação de duas ou mais fotos que, ao juntá-las, formam um panorama maior do que o nosso campo de visão habitual, e também maior do que o da própria lente da sua câmera.

Em algumas câmeras compactas, há um assistente para este tipo de fotos e depois é só uní-las em algum programa de edição de imagens, como o Photoshop.

A foto pseudopanorâmica

(um exemplo de foto pseudopanorâmica: http://www.flickr.com/photos/henrybugalho/7158493022/)

Um truquezinho barato e fácil para criar uma foto (pseudo) panorâmica é pegar uma foto tirada com uma lente grande-angular e recortá-la num formato que lembre as fotos panorâmicas.


Neste caso, pegamos a foto acima e recortamos no Photoshop um retângulo somente na região do horizonte.

O problema deste tipo de recorte é que haverá uma perda de resolução na imagem, o que não ocorre nas fotos panorâmicas de fato.

Como tirar fotos panorâmicas?


(fotos tiradas com uma lente 50mm)

Antes de tudo, o ideal é ter um tripé, ou uma superfície plana onde você possa apoiar sua câmera.

A distância focal de sua lente, ou o zoom, determinará o número de fotos que você precisará tirar da paisagem para cobrir toda a região desejada. Na foto acima, foram necessárias 4 fotos com uma lente de 50mm.

(as 4 fotos originais, antes do pós-processamento: http://www.flickr.com/photos/henrybugalho/7158497236/)

Se você reparar bem, eu deixei uma região a mais nas fotos para a superposição, ou seja, quando eu for montá-las no Photoshop, haverá uma margem comum entre as duas fotos adjacentes para que possamos ajustá-las bem e, depois, será nesta região que faremos a "costura" das imagens.

(foto panorâmica com 9 fotos, clique nela para ampliá-la: http://www.flickr.com/photos/henrybugalho/7158507128/)

Já nesta outra foto panorâmica, eu exagerei um pouco e fiz uma montagem com 9 fotos, com uma lente em 104mm. Somente ampliando para se ter uma noção de quão grande ela ficou.


O melhor é ajustar a câmera em Modo Manual, focar em algum ponto interessante do cenário e travar o foco mudando de Automático para Manual, depois não mexer mais nas configurações da câmera.

Através do visor ótico ou do digital, você deve observar algum ponto de referência no cenário, uma construção, nuvem, rocha ou árvore, para lhe servir de orientação na hora de mover a câmera para a segunda foto, e fazer isto para cada um dos quadros. Eu recomendo fotos panorâmicas variando de 3 a 5 fotos.

Depois de tiradas as fotos, é hora de passar para a edição das imagens.

Ajustando e costurando a foto panorâmica

Ajustes
Todas estas fotos foram tiradas em .RAW e trabalhadas inicialmente no Adobe Lightroom, onde eu fiz as correções de brilho (brightness), contraste (contrast) e saturação (saturation) na primeira foto. Depois,  clicando com o botão esquerdo do mouse, eu copiei as configurações em Settings/Copy Settings.
E marcando todas as demais fotos que comporão sua foto panorâmica, basta clicar com o botão esquerdo do mouse sobre elas e em Settings/Paste Settings, você colará os mesmos ajutes em todas elas, deixando-as com as correções iguais.

Outra opção é deixar para ajustar a foto quando ela já houver sido costurada no Photoshop.

Costura
Abra o Photoshop e crie um novo arquivo em File/New, quando aparecerá uma janela com as especificações desejadas de sua nova imagem. Eu prefiro trabalhar com formatos conhecidos de fotos, por isto, na aba Preset, eu escolho Photo e, mais para baixo, na aba Size, seleciono Landscape 4 x 6, que é o formato de impressão convencional.
Então é só multiplicar o número de fotos que tiramos por 6, que é a largura, para termos uma noção aproximada de qual será a largura da foto panorâmica, por exemplo, se forem 4 fotos, no campo Width incluiremos o valor 24 (6 multiplicado por 4 fotos).


Você terá uma área de trabalho como esta acima, com um espaço branco comprido, onde você importará todas as fotos tiradas do panorama.
Para fazer isto, clique em Place, selecione a primeira imagem da esquerda e importe-a, ajustando-a no canto esquerdo da área branca.
Repita o procedimento para as demais fotos, já tentando encaixá-las na posição exata, utilizando aquele seu ponto de referência na hora de tirar a foto também para auxiliá-lo nesta montagem.

Mesmo se você fotografou usando um tripé, você notará que algumas imagens ficarão mais para baixo, enquanto outras para cima, não dê muita atenção a isto neste momento.

A princípio, você poderá perceber que, onde estão as junções da foto, ficará uma linha mais escura, indicando onde acaba uma foto e começa outra, mas não se preocupe com isto, por enquanto.

Quando todas as fotos já houverem sido importadas, vá na aba Layers, selecione todas as camadas da foto e rasterize-as (para isto, clique com o botão esquerdo do mouse sobre as camadas e selecione a opção Rasterize). Agora você poderá trabalhar com as imagens.

Para realizar a costura, eu utilizei a ferramenta borracha (Eraser Tool), escolhendo inicialmente a opacidade de 50% e passando-a sobre a área de junção da imagem sobreposta, isto é, sobre aquela que está uma camada (layer) acima da outra. Em seguida, você reduzir um pouco a opacidade da borracha, até uns 20%, para deixar esta junção mais natural.
Mas também não precisa ser muito paranóico e tentar eliminar totalmente qualquer sinal da união, pois geralmente a foto será vista em tamanhos menores.

Por fim, clique em todas as camadas e, clicando com o botão esquerdo sobre elas, selecione Merge Layers, assim todas as camadas serão mescladas e você terá uma imagem única. Se você não havia feito os ajustes antes, agora é hora de corrigir contraste, brilho, exposição, níveis, ou o que for.

Depois, com a ferramenta de recorte (Crop Tool), marque toda a região com a imagem, deixando para fora qualquer excesso das fotos (aquelas partes que ficaram para baixo ou para cima), e recorte-a.

Agora você já tem uma foto panorâmica, salve o arquivo e pronto!

Depois que você fizer uma vez, parecerá mais simples do que você imaginava.

É mais complicado do que a foto pseudopanorâmica, mas o resultado é muito melhor, com uma resolução incrível, afinal de contas são várias fotos unidas.

Só lembrando que, como quase tudo no Photoshop, existem várias técnicas para obter o mesmo efeito.

Exercício prático

1 - tire entre 3 e 5 fotos de um mesmo cenário e tente compor uma foto panorâmica, usando as instruções acima.

2 - compartilhe conosco o resultado através do nosso grupo no Flickr
http://www.flickr.com/groups/calabocaeclica/

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sábado, 5 de maio de 2012

Hoje é noite de fotografar a Lua!

(1/60 f/10 ISO 100, Superlua de 5 de maio de 2012:  http://www.flickr.com/photos/henrybugalho/7146061117/)

Estão todos os jornais falando que, neste mês de maio (ou, melhor, na noite de 5 de maio), teremos a mais bela Lua cheia do ano de 2012.

E o óbvio é que todo o mundo, de astrônomos e amadores, estarão apontando suas câmeras para a Lua, querendo capturar a melhor imagem possível deste astro.

Os três equipamentos básicos para tirar uma boa foto da Lua são:

1 - uma câmera fotográfica (dãããã!) com Modo Manual;
2 - uma lente telefoto; e
3 - um tripé.

Além disto, é evidente que o céu tem de estar limpo para você conseguir tirar uma boa foto da Lua.

Escolhendo a melhor velocidade do obturador


Se você já tentou fotografar a Lua anteriormente, principalmente com câmeras compactas automáticas, imagino que deva ter obtido um resultado semelhante a este acima.

Por quê?

Como está de noite, o fotômetro da câmera faz uma medição de todo o quadro, avaliando as partes claras e escuras, e recomenda uma exposição intermediária.
Se você já se arriscou a fazer fotografias noturnas, já deve saber que, às vezes, necessitamos de longas exposições, de 1 segundo ou muito mais, para obter uma bela imagem à noite.

Na imagem acima (recorte), com a velocidade do obturador em 1 segundo e usando tripé, temos um disco branco sem nenhum detalhe. É isto que sua câmera pensa que é a melhor exposição neste caso.


Então, aceleramos bastante a velocidade do obturador, para 1/60 e obtivemos a imagem acima (recorte), ainda de um disco branco, mas com alguns detalhes no interior. Agora já está começando a se parecer com a Lua, mas ainda não é a foto que gostaríamos.


Para isto, deixamos o obturador mais rápido, em 1/160 e foi como obtivemos a imagem acima (recorte), já com bastantes detalhes, na qual podemos ver as crateras e mares da Lua.

A Lua e a Distância Focal de sua Lente


Na hora de fotografar a Lua, você desejará utilizar, a princípio, a lente telefoto com a maior distância focal possível.

Quanto mais longa, melhor, não é?

Mais ou menos, eu digo...

Eu tenho duas lentes telefoto longas no meu kit: uma Canon 70-200mm f/4 L, que é uma lente excepcional, e uma Canon 70-300mm f/4-5.6, que é uma lente excepcionalmente ruim.

Olhando na comparação acima, com as fotos originais, vemos que a lente de 300mm aproximou muito mais a Lua, no entanto, o problema está nos detalhes.


Quando recortamos as duas fotos, mesmo após a edição delas, podemos perceber claramente quão rica de detalhes é a imagem da Lua com a lente melhor (200mm), enquanto na telefoto mais longa (300mm) a imagem ficou um pouco menos nítida.

Apesar de ter recortado mais a foto com a lente de 200mm, ainda prefiro ela por causa dos detalhes mais nítidos.

Só lembrando que o uso do tripé é quase imprescindível, pois com uma distância focal longa, à noite, qualquer tremidinha já deixará sua foto bastante borrada.
A opção seria subir o ISO ao máximo, mas isto implicaria em perda de nitidez e, consequentemente, de detalhes.

Já ouvi alguns fotógrafos falando que usam telescópios em combinação com a câmera, mas não tenho ideia de como isto funciona, nem tenho um telescópio para testar.

Pós-processamento


Esta é a foto original da Lua tirada com uma lente 70-200mm, na distância focal máxima. Como você pode reparar, a Lua está bastante nítida, mas um pouco distante para podermos analisar a riqueza de detalhes do satélite.


Nesta situação, pós-processamento digital da foto é inevitável, primeiro recortando a foto.

Contudo, ainda não estamos muito satisfeitos com esta imagem. Ela não tem muito contraste, apesar de já podermos visualizar relativamente bem os acidentes na superfície lunar.


Por fim, no Adobe Lightroom, eu fiz algumas correções reduzindo o brilho (brightness) e aumentando o contraste (contrast) para acentuar as crateras, mares e outros acidentes. Além disto, aumentei o vibrance e também a nitidez (sharpness).

O único problema é que, por ser um recorte grande da imagem original, não podemos ampliá-la muito, senão haverá perda de resolução.

Fotografando a Lua de dia


Às vezes, mesmo durante o dia, a Lua dá as caras e para fotografá-la nestas situações não há segredo algum.

A única coisa que você deve realmente prestar atenção é, sempre ao usar lentes telefoto, manter uma velocidade do obturador mínima igual à distância focal. Por exemplo, se você estiver usando uma lente de 200mm, a velocidade do obturador mínima deve ser 1/200, preferencialmente mais se você estiver usando uma câmera que não seja full frame.
Esta é a sua garantia que a foto não ficará tremida.

De resto, basta expor a imagem de acordo com o fotômetro de sua câmera e correr pra galera!

Paisagens iluminadas pela Lua


Agora, se você deseja fotografar um cenário iluminado pela Lua, entraremos numa foto de longa exposição convencional, na qual você precisará de uma velocidade obturador mais lenta para capturar a iluminação ambiente.

Uma vez mais, você precisará de um tripé, ou de uma superfície plana para apoiar a câmera e, frequentemente, usar um disparador remoto ou o timer da câmera, pois o mero ato de clicar a câmera já pode fazer com que a foto fique tremida.

No entanto, já adianto, é impossível obter uma imagem nítida da Lua e, ao mesmo tempo, fazer uma foto de longa exposição. Você terá de escolher uma ou outra, ou usar o Photoshop para fazer uma montagem.

Sem filtros

Só lembrando que, ao se fotografar a Lua, o recomendável é retirar todos os filtros da lente, incluindo o UV, para evitar reflexos internos que criam um efeito indesejável na foto.

Mas, logo em seguida, recoloque o filtro.

Exercícios práticos


1 - usando uma lente telefoto (ou superzoom) e um tripé, tire três fotos da Lua, na abertura máxima da lente e ISO 100:

a - com uma velocidade lenta (de 1 segundo ou mais);
b - com uma velocidade intermediária (entre 1/30 e 1/60);
c - com uma velocidade rápida (acima de 1/160).

Conseguiu obter a exposição correta em qual destas velocidades?

Lembrando que, se você optar por uma abertura menor, terá de fazer os ajustes na velocidade.

2 - usando uma lente grande-angular ou normal e um tripé, tire fotos de um cenário iluminado pela Lua. Qual foi a configuração necessária para obter uma boa exposição?

3 - compartilhe conosco suas fotos da Lua no nosso grupo do Flickr.
http://www.flickr.com/groups/calabocaeclica/


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quarta-feira, 2 de maio de 2012

Curso de iluminação artificial - o que umas luzinhas não podem fazer por sua foto?


Então, você se questiona:
- OK, iluminação artificial pode ser legal, mas o que eu ganho com isto?

Para entendermos as vantagens de se utilizar iluminação artificial, seja para retratos, seja para natureza morta ou para qualquer outro tema passível de ser iluminado, precisamos comparar algumas imagens e entendermos o que acontece.

Todas as fotos abaixo foram tiradas em formato .RAW, com uma lente Canon 50mm f/1.4 e com o mínimo de pós-edição.

Iluminação ambiente

(1/250 f/1.4 ISO 200, por Denise Nappi: http://www.flickr.com/photos/henrybugalho/7135577047/)

Veja a imagem acima, somente com iluminação ambiente numa sala com um janelão e, aparentemente, luz o suficiente para iluminar o sujeito retratado (eu).

Para que a foto não ficasse tremida, a fotógrafa preferiu uma abertura de diafragma grande, de f/1.4, e uma velocidade de obturador relativamente rápida de 1/250.

Esta não é uma foto ruim, mas também não é o que chamaríamos de uma imagem interessante. É um cara sentando diante de uma parede branca, há um pouco de sombra atrás dele (eu estava de frente para a janela), e só.

Ampliação em 100%

Quando ampliamos a foto, vemos que não foram preservados muitos detalhes. A gola da camiseta está um pouco difusa e a textura do tecido do casaco se perdeu completamente.

Flash direto

(1/20 f/6.3 ISO 200, por Denise Nappi: http://www.flickr.com/photos/henrybugalho/6989498368/)

Este é o tipo de imagem que você obtém usando o flash embutido de sua câmera, seja de uma câmera compacta ou Reflex.
É uma luz forte e direta, que cria sombras bem definitidas e, frequentemente, deixa as pessoas com olhos vermelhos (existe uma função para reduzir isto, mas sempre acaba alguém com cara de vampiro).

Preste atenção na sombra atrás de mim, formando um contorno. O flash direto não favorece muito as pessoas retratadas, pois acentua olheiras, cicatrizes e rugas.

No entanto, se você não possui opção por estar num ambiente escuro demais, na minha opinião é melhor uma foto com flash direto do que foto nenhuma.

Ampliação em 100%

Na ampliação, já é possível perceber bem a textura tanto do casaco, quanto da camiseta e da própria pele.
Há uma riqueza de detalhes que não era possível perceber somente com iluminação ambiente.

Flash rebatido

(1/20 f/6.3 ISO 200, por Denise Nappi: http://www.flickr.com/photos/henrybugalho/6989497974/)

Se você possui um flash externo, uma das primeiras coisas que você deve aprender é como rebater a luz.
Para fotógrafos de eventos, como casamentos e festas de 15 anos, o flash externo é um acessório imprescindível, e conseguir atingir uma iluminação mais natural é a lição número um.

Ao rebater a luz do flash no teto (para isto, basta levantar o feixe de luz para cima), você cria uma iluminação bastante natural e com a qual nós já estamos habituados, pois as lâmpadas de nossas casas costumam ficar no teto.

Você pode perceber que a tonalidade da pele já é bem menos artificial e as sombras são suaves.

Ampliação em 100%

No entanto, por se tratar de uma luz difusa, houve uma perda dos detalhes e das texturas, como podemos visualizar na ampliação.

Flash remoto ou iluminação de estúdio

(1/100 f/13 ISO 200, por Denise Nappi: http://www.flickr.com/photos/henrybugalho/7135580227/)

Mas a brincadeira começa a ficar divertida quando retiramos o flash externo de nossas câmeras e o utilizamos remotamente como luzes de estúdio.
Existem várias maneiras para fazer isto: com cabos, com disparadores remotos infravermelhos ou a rádio, ou com alguns modelos de câmeras que podem disparar remotamente os flashes.

Nesta imagem acima, eu usei um flash principal (master) para disparar um flash secundário (slave) através do infravermelho. A luz do flash principal estava desativada, ou seja, somente a luz do flash secundário atingiu o sujeito retratado.

Esta é uma luz forte e que cria sombras muito evidentes. Você pode suavizá-la ao controlar a potência diretamente no flash ou utilizando modificadores e difusores.

Ampliação em 100%

A textura da pele, da camiseta e do casaco foram preservadas, mas as sombras são fortíssimas.

Flash remoto com modificadores


(1/100 f/13 ISO 200, por Denise Nappi: http://www.flickr.com/photos/henrybugalho/6989495588/)


Por fim, além do flash remoto, adicionamos também um refletor, que estou segurando na minha mão esquerda, que rebate um pouco da luz do flash (e também da luz ambiente) para suavizar as sombras e deixar a foto mais agradável.


Esta iluminação cria uma tridimensionalidade que não é perceptível nas demais imagens, com um impacto visual mais intenso.


Utilizamos um refletor (que na verdade é apenas um aro prateado de tecido), mas poderia ser um isopor, uma cartolina branca ou um terceiro flash. Em sets de iluminação como este, é possível utilizar tantas luzes como desejar, uma para iluminar o fundo, outra para iluminar o cabelo e criar uma linha divisora entre o primeiro e o segundo-plano.


Não existem limites para sua criatividade em se tratando de iluminação, desde que se obtenha uma bela foto.

Ampliação em 100%

Neste último caso, ao utilizarmos um refletor, podemos ver até a trama da camiseta, assim como detalhes da textura que já eram perceptíveis ao se utilizar a iluminação artificial.


Conclusão


Como fotógrafo, você terá de se adaptar às situações. Nem sempre será possível montar um set de estúdio e fotografar usando duas ou três luzes.
Às vezes, você terá de se virar com um flash rebatido, apenas com o flash embutido da câmera, ou mesmo com a luz disponível no ambiente.


Todavia, é fundamental descobrir o potencial de seu equipamento e explorá-lo. Isto o ajudará a tornar-se um profissional melhor, um hobbista mais experiente e também permitirá que você crie imagens muito belas e interessantes.


Exercício prático


1 - de uma mesma pessoa, objeto ou animal tire quatro fotos:

a - com iluminação ambiente, isto é, aquela disponível no ambiente em que você está;
b - com o flash embutido de sua câmera (flash direto);
c - se possuir, com o flash externo de sua câmera, apontado para o teto;
d - se possuir, com o flash externo de sua câmera, apontado para uma parede lateral branca.

Qual destas fotos ficou a melhor, em sua opinião?


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quinta-feira, 26 de abril de 2012

Onde está o Wally? - Erros de fotografia que todos nós já cometemos um dia


Olhe bem para esta foto acima.

O que é que está sendo fotografado? Qual é o tema principal dela?

São as ruínas do fóro romano, aquele casal parado no lado direito, as duas meninas do lado esquerdo? O que o fotógrafo quis representar?

Na verdade, este é o tipo de imagem parecido a "Onde está o Wally?", com aquele personagem de camisa listrada de vermelho e branco que quase some em meio a tanta informações e cores.


O tema da imagem sou eu, quase no centro da foto, mas eu estou tão distante (propositalmente) da fotógrafa, utilizando uma lente grande-angular, que dilata o espaço, que quase não posso ser visto.

Volte para a primeira foto e tente me encontrar agora. Conseguiu?

Este é um equívoco comum quando alguém deseja mostrar um cenário muito interessante, ou com muitos elementos distrativos, e quando a pessoa se afasta demais para integrar-se neste cenário.


Nesta foto, é possível saber logo de cara qual é o tema: o casal nesta viela italiana. No entanto, eles estão distantes da câmera, também com uma lente grande-angular, que suas feições mal podem ser discernidas.

Aliás, há um segundo erro nesta fotografia acima (e isto não foi intencional), que é o fato de a imagem estar borrada. Como eu usei uma velocidade do obturador relativamente baixa, qualquer tremidinha com a câmera já faz com que a foto fique borrada. Só fui perceber isto quando já estava em casa, conferindo as fotos no computador.

A Solução


Para o complexo de "Onde está o Wally?", a solução é bastante simples: peça para o sujeito retratado se aproximar da câmera, ou dê zoom.
Na imagem acima, foi feito um pouco dos dois. Eu me aproximei da fotógrafa, e ela também deu um pouco de zoom.
Apesar de eu estar cercado por outras pessoas, com as ruínas atrás, é possível perceber claramente o quem é o tema da imagem, principalmente porque sou o único olhando para a câmera.


O mesmo ocorreu nesta segunda foto. Além de eu ter me aproximado do casal retrado, ainda dei um zoom na lente (e, melhor do que isto, estava segurando bem a câmera, por isto a foto não ficou tremida).

Ainda é possível visualizar a viela atrás deles, mas tivemos de escolher entre retratar o casal, ou mostrar a bela arcada sobre nós.
Nem sempre se pode capturar tudo numa única imagem e, frequentemente, menos é mais.


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quarta-feira, 18 de abril de 2012

Curso de Iluminação Artificial - escolhendo o melhor tipo de iluminação para você

(Foto por alex deforest, bryce moseley & katie weilbacher: http://www.flickr.com/photos/katiew/336770775/)

Se você pretende um dia se tornar um fotógrafo profissional, daqueles que fazem books, ensaios, ou cobrem casamentos, você logo descobrirá que, antes de tudo, você terá de investir um pouco (ou muito) para entrar nesta carreira, isto significa comprar boas câmeras e lentes, fazer bons cursos e também saber escolher bem seus acessórios, como o tipo de iluminação que utilizará.

Strobes de estúdio


Para quem possui um bom espaço físico para montar um estúdio, talvez adquirir um conjunto de iluminação de strobes seja uma ótima opção.

A vantagem dos strobes de estúdio é que eles geralmente tem maior potência, menor tempo de reclicagem (isto é, você pode tirar mais fotos seguidas, sem precisar aguardar muito pela recarga) e um maior número de modificadores, como sombrinhas, softboxes, grids e honeycombs. Este é um grande passo rumo à profissionalização.
Além disto, os strobes possuem luz de modelagem, que é um feixe contínuo de luz que lhe permitirá visualizar como os flashes iluminarão o modelo retratado.

No entanto, uma das grandes desvantagens deste tipo de set é a mobilidade. Geralmente, os kits de iluminação para estúdio são desengonçados, pesados e ocupam bastante espaço, o que pode ser um obstáculo se você quiser fotografar ao ar livre ou fora de seu estúdio.
Além disto, muitas vezes você necessitará de um fotômetro manual para medir corretamente a luz e obter os melhores resultados.

Existem duas modalidades de strobes para estúdio: 1 - com power pack, ou 2 - monolights.

1 - Com power pack
Kits de iluminação com power pack (como da imagem acima) possuem uma espécie de bateria, na qual você conecta e controla a potência dos strobes, ou aproximando e afastando as luzes. A potência dos power packs é medida em watts por segundo, ou W/s, e ela será distribuída igualmente, ou como você definir, entre o número de luzes utilizadas.
Por exemplo, se você tem um power pack de 500 W/s e duas luzes, cada uma terá a potência de 250 W/s, que é mais do que o suficiente para a maioria das situações.

2 - monolight


Monolights partem do mesmo princípio dos strobes com power pack, só que, neste caso, a bateria está diretamente na luz, de onde você pode controlar a potência. Esta é uma boa alternativa para quem está começando, já que um conjunto com dois monolights costuma custar mais barato do que um kit com power pack, e quebra um galhão.

Flashes externos


Esta modalidade de iluminação nada mais é do que o flash de sua câmera só que com maior potência e versatilidade.
Bons flashes externos podem custar caros, às vezes até mais caros do que alguns kits de strobes para estúdio, mas sempre é possível comprar um de uma marca inferior e brincar com eles.
Mas cuidado antes de conectar um flash made in China em sua câmera! Alguns podem fritar seu equipamento em dois tempos...

A minha recomendação é sempre comprar os flashes do mesmo fabricante de sua câmera, seja Canon ou Nikon, mesmo que isto doa um pouco no bolso. Dê também uma olhada em flashes de segunda-mão, ou de modelos anteriores, o que pode representar uma economia significativa.

A vantagem dos flashes externos é a mobilidade e a versatilidade. Você pode dependurar um destes flashezinhos em virtualmente qualquer lugar e iluminar seu objeto de maneiras que nunca imaginou. Eles são pequenos, leves e práticos, e simples de usar.
Quase todos os flashes modernos possuem um sistema de medição automática de luz, o que facilita bastante a vida do fotógrafo. Basta compor a foto e clicar, que o próprio flash avalia a quantidade de luz necessária.
É o ideal para fotógrafos de eventos, que precisam de praticidade e se movimentam bastante.

Por outro lado, as desvantagens são a pouca potência, o tempo de reciclagem mais lento e a vida curta das pilhas. De repente você está disparando o flash, e meia dúzia de cliques depois, a pilha já acabou. Além disto, há poucos modificadores para flashes externos, ou você terá de ser bastante criativo.
Outro probleminha é que não possuem luz de modelagem contínua (até existe uma função para isto, mas come bateria à doidado!), ou seja, você só saberá como ficou a iluminação depois de ter tirado a foto.

Luzes quentes


As luzes quentes funcionam basicamente como as lâmpadas incandescentes da sua casa, de um abajur ou luminária, só que são mais potentes e, consequentemente, mais quentes. Assemelham-se às luzes contínuas utilizadas por cinegrafistas.
Este é o tipo de iluminação mais barata possível, apesar de bastante limitadora. Não é tão fácil congelar o movimento com este tipo de iluminação e o estúdio pode virar uma fornalha.

Não é a mais recomendada para uso profissional, apesar de ter seus adeptos.

Antes de comprar um equipamento de iluminação

Pense exatamente quais são as suas necessidades antes de sair gastando seu dinheiro em equipamentos caros de iluminação:

1 - você tem um local específico para montar seu estúdio, ou precisa de uma luz leve que possa ser carregada para qualquer lugar?

2 - você quer potência e velocidade, ou praticidade e mobilidade?

3 - você fotografará modelos estáticos, ou precisará congelar movimento e perseguir a pessoa retratada?

4 - pode gastar muito, ou a grana está contada?

Pese estes quatro quesitos e veja quais dos três tipos de iluminação, strobes, flashes ou luz quente, satisfazem melhor suas exigências.

Iluminação artificial em fotografia é fascinante e bem utilizada pode criar imagens magníficas.

Imagens: divulgação

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domingo, 15 de abril de 2012

Curso de Iluminação Artificial - Introdução

(1/250 f/8 ISO 100, com strobes de estúdio: http://www.flickr.com/photos/henrybugalho/6232424442/)

Então você já comprou o Curso Introdutório de Fotografia do Cala a Boca e Clica!, praticou todos os exercícios sugeridos e percebeu melhorias em suas fotos?

Já aprendeu a controlar sua máquina fotográfica no Modo Manual, entendeu os princípios básicos da fotografia e conheceu algumas técnicas de composição?

Talvez estejamos na hora de dar mais um passo e começarmos a falar de iluminação artificial.
E é agora que o bicho vai pegar, meu amigo!

Se você leu o artigo sobre iluminação, então você sabe que iluminação artificial é um monstro à parte no mundo da fotografia, com técnicas avançadas que muitos fotógrafos jamais dominarão completamente.

No fundo, não é exatamente nenhum bicho de sete cabeças, mas exige dedicação e muito estudo, além de prática, obviamente.

O que é iluminação artificial?

(1/250 f/8 ISO 80, com strobe de estúdio, por Denise Nappi: http://www.flickr.com/photos/henrybugalho/6380220519/)

Iluminação artificial é qualquer tipo de luz acrescentada a uma cena que não seja a luz ambiente, como a luz do sol ou de lâmpadas em um ambiente interno.


(1/250 f/5 ISO 100, misto de flash externo e iluminação ambiente: http://www.flickr.com/photos/henrybugalho/5932146814/)

Iluminação artificial pode ser um flash, embutido da câmera ou externo, strobes de estúdio, outros tipos de luzes, ou refletores.
Você pode ter um set somente com iluminação artificial, como num estúdio, onde todas as luzes são minuciosamente controladas, ou um misto de iluminação artificial e iluminação ambiente, como na maioria dos eventos, em casamentos, festas de aniversário e formaturas, por exemplo.

(1/200 f/10 ISO 320, com strobes de estúdio, por William Mantovani: http://www.flickr.com/photos/henrybugalho/6324407890/)

O cenário ideal é quando se utiliza somente iluminação artificial, quando você pode regulá-las exatamente como deseja, com controle absoluto do fotógrafo, mas este nem sempre será o caso.

O que você precisará para o Curso de Iluminação Artificial?


Você precisará de pelo menos um foco de luz externo, que não seja o flash embutido (built-in flash) de sua câmera. Isto pode ser um flash externo (external flash), um strobe (como um monolight) de estúdio ou até mesmo uma luminária potente (ou uma luz quente).
O melhor é que você possa ter algum controle sobre a potência da luz, senão você deverá ter espaço para poder aproximar e afastar o foco de luz da pessoa ou do objeto fotografado.

Além disto, em lições futuras, talvez você necessite de modificadores, como sombrinhas, para suavizar a luz.

E é evidente que você precisará de uma câmera fotográfica, preferencialmente uma Reflex, com saída para disparar remotamente o flash ou o strobe.

Por fim, muna-se de bastante disposição para realizar os exercícios propostos, pois sem prática não se chegará a lugar algum.

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sábado, 7 de abril de 2012

Lente Fisheye, capturando o ângulo máximo de visão

(1/15 f/4 ISO 640, lente fisheye 13mm: http://www.flickr.com/photos/henrybugalho/7023292403/)

Não sou um grande fã de lentes fisheye (ou olho-de-peixe), lentes grande-angulares capazes de capturar ângulos de 180º ou mais, e que distorcem violentamente a imagem.

Vejo esta lente sendo utilizada bastante por fotógrafos de casamento, especialmente para retratar as festas de recepção. Enquanto que podem ser interessantes para certas circunstâncias, o efeito é muito limitador, na minha opinião. Por isto, jamais me interessei em comprar uma fisheye para compor o meu set de lentes.

Contudo, alguns dias atrás, enquanto eu fotografava a Basílica de São Pedro, no Vaticano, um fotógrafo americano parou do meu lado e começamos a conversar sobre câmeras e lentes. Ele me perguntou se eu queria fotografar com a fisheye que ele estava utilizando, uma Canon 8-15mm f/4 L, desta série de lentes excepcionais da marca. É óbvio que não hesitei.

Na foto no topo, você pode perceber algumas características bastante evidentes de uma lente fisheye, como o grande-ângulo de captura (isto porque eu nem estava usando a distância focal mínima de 8mm) e a grande distorção, como se fosse realmente um olho de peixe, isto porque eu reduzi um pouco a distorção no pós-processamento.
Você pode conferir a foto original abaixo.


Para que você tenha um parâmetro de comparação entre lentes com diferentes distâncias focais, seguem outros exemplos de grande-angulares, normal e telefoto.

17mm

50mm

70mm

Como você pode perceber, estas são 4 fotos muito diferentes e, neste caso particular, o uso da fisheye acabou sendo muito interessante.

Você tem alguma experiência com lentes fisheye ou fotos com este tipo de lente para compartilhar conosco?

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